Ela olha para mim quando eu não estou olhando para ela

Problema no olho e apatia com família

2020.11.21 01:30 0004ethers Problema no olho e apatia com família

Tô com um calombo no olho faz mais de uma semana, ninguém ligou aqui mesmo eu fazendo compressa, dizendo que teria que fazer cirugia se não saísse, e finalmente tinha comovido para marcar. Fui hoje, e deu que talvez nunca saia sem o que? cirugia, mas estarei passando a pomada até lá.
Olha, sei que ninguém liga pra relato de pai e mãe, mas eu tô farto e completamente apático em relação a eles. Meu pai nunca fala olhando nos meus olhos, me evita, fala que o problema não é dele, sempre se irrita, mas eu estou sempre aí pra ajudá-lo. Hoje ele foi me levar, a energia foi de eu estar levando um peso para os lugares, e ele nem comentou ou se comoveu, só reclamou que custou R$ 30.
Minha mãe é pior, ao ponto que só consigo pensar negativamente. Ela sempre foi falsa, boca suja pra falar mal de todas as mulheres e de tudo, negativa mas acha que é boazona cantando as raivas dela com música cristãs. Ela é narcisista, e como imaginam, só quer saber dela. E não imagine que eu intervenho em uma conversa com ela, eu mal tenho voz.
É uma distância, uma falta de comunicação. Eu sou gay, e estar na quarentena depois de ter cortado contatos, sem ter ninguém pra falar e quando falo é carregado de julgamentos, eu não quero mais viver assim. Eu estou apático a muito tempo e só percebi isso nesses últimos meses.
Eu não quero estudar, não quero lutar, não quero viver, eu não quero trabalhar, eu mal consigo prestar atenção, eu passo o dia todo na minha cama e quando saio, só sirvo para os fazeres da casa e ninguém tá nem aí pra mim, eu estou completamente só. Eu quero dizer que me falta motivação, e eu só aceitei isso agora.
O pior é que eu acho que eu herdei esses comportamentos de tanto ter me estressado com isso e outras pessoas com os anos. Eu sou paciente e prestativo, e ser assim só me fez me estragar, sabe? A custo de quê.
Queria meter um murro. Um conselho ou só uma aparição nos comentários são bem vindos jjjk muito obrigado !! por ler tudo isso. Parece que são duas coisas diferentes mas uma leva a outra, a falta básica de interesse deles e a minha apatia.
submitted by 0004ethers to desabafos [link] [comments]


2020.11.16 12:56 pudimzeira Muitos ciúmes com amigo da namorada

Olá,
Queria a opinião de vocês para saber se estou muito errado quanto a esse sentimento de ciumes ou não.
Bom, para iniciar, queria dizer que tenho ansiedade tratada com medicamentos que acaba fazendo eu pensar demais nas coisas.
Bora lá,
Estou namorando a 1 mês e minha namorada tem um melhor amigo que também é um grande amigo meu.
Eles ficaram apenas um dia, mas ela mesma me falava que não fazia sentido pois eles são amigos demais(estavam bêbados brincando de verdade ou desafio, todo mundo pegou todo mundo).
Ela não me da motivos explícitos para sentir ciúmes, mas todo dia de manha ela manda um bom dia pra ele, passa horas conversando com ele e teve vários dias que ele me mandava print da conversa dos 2, e eu batia os horários e ela SEMPRE respondia ele antes de me responder. Na verdade, teve um dia que ela demorou 2 horas pra me responder e estava conversando sobre assuntos nada a ver com ele.
Já falei isso pra ela, sobre ela responder sempre ele antes de mim, mas parece que sempre que to longe ela demora pra me responder no whats, mas sempre que eu estou perto dela, ela responde ele bem rápido(essa parte ainda não falei pra ela).
Já quase terminamos por conta de eu me incomodar com essa amizade, e eu acredito mesmo que ele sendo meu amigo não faria nada(ele tbm namora) e ela tbm é muito fiel(eu era amigo dela quando ela namorava com outra pessoa).
Esta me incomodando demais e não sei o que fazer, coisas bobas me incomodam, por exemplo, eles moram no mesmo condomínio, toda vez que entro com ela no condomínio, vejo ela olhando pro apartamento dele; ela sempre procura ele, sempre manda bom dia, por exemplo e quando estamos juntos, nós 4(eu, ela, ele e namorada) percebi que ela sempre olha e fala mais diretamente com ela na mesa do que comigo ou namorada dele.
Outra coisa que percebi também, é que ela sempre deixar a conversa dele aberta(as vezes estou trabalhando home office na casa dele e ela e ele trabalham na mesma empresa).
Nunca tem nada de mais nas conversas, mas sempre ta ali, aberta na dele.
Eu acredito que eles são amigos de verdade, eles se conhecem a uns 8 anos, mas eu queria desabafar para ver se melhorava oq eu sinto, mas só piorou, HAIUEHIUAEHUIEAHAIUEA.
Estou muito errado? Estou exagerando?
submitted by pudimzeira to desabafos [link] [comments]


2020.11.13 19:29 VinAbqrq Campeã dos Deuses - Parte I: Segredos de Murmúrios

O desvio dos Murmúrios serve como um microcosmo do arco da Brienne em FESTIM. Para quem não gosta dos capítulos da Brienne, é mais um capítulo em uma jornada aparentemente sem sentido, que não leva à lugar nenhum além de um beco sem saída, avançando o plot em nenhuma direção, nem para ela nem para nenhum outro personagem. Para o resto de nós, o desvio dos Murmúrios tem tudo que torna o arco da Brienne significativo. O Ponto de Vista da Brienne descreve a jornada física e a consequência emocional de uma pessoa honrada em uma missão impossível em nome da inocência, em uma corrida contra o resto do mundo e o próprio tempo, não apenas para falhar mas para encontrar um fim trágico e injusto no final. Tudo isso ocorre nos Murmúrios.
Seguindo a trilha de um bobo que poderia ser Sor Dontos, Brienne e seu companheiro improvável de jornada Lesto Dick trilham em direção ao antigo castelo Murmúrios, nome dado devido aos estranhos sons de sussurros que populam a região. O castelo, agora uma ruína, pertenceu a uma família cujas raízes ainda produzem galhos. Inclusive o próprio Lesto Dick, cujo nome verdadeiro é Dick Crabb. E ter um Crabb ao lado da nossa protagonista é interessante porque ele nos conta o folclore por trás dos barulhos de sussurros.
"Nos Murmúrios. Conhece Clarence Crabb, claro.
[...]
Aquilo pareceu surpreendê-lo. “Estou falando de Sor Clarence Crabb. Tenho o sangue dele em mim. Tinha dois metros e quarenta e era tão forte que arrancava pinheiros com uma mão só e atirava-os a meia milha. Não havia cavalo que lhe aguentasse o peso, de modo que montava um auroque.
[...]
A mulher era uma bruxa da floresta. Sempre que Sor Clarence matava um homem, trazia sua cabeça para casa, e a mulher beijava-a na boca e a trazia de volta à vida. Eram senhores, ah sim, e feiticeiros, e cavaleiros e piratas famosos. Um foi o rei de Valdocaso. Davam ao velho Crabb bons conselhos. Como eram só cabeças, não podiam falar muito alto, mas também nunca se calavam. Quando se é uma cabeça, falar é o único passatempo que se tem. De modo que a fortaleza de Crabb acabou chamada Murmúrios."
FESTIM - BRIENNE III
Mas como a gente vê em seguida, Brienne permanece cética mesmo após escutar os tais murmúrios.
O castelo caiu sobre eles sem avisar. Num momento estavam nas profundezas da floresta, sem nada à vista ao longo de léguas e léguas a não ser pinheiros. Então, deram a volta a um pedregulho, e uma brecha surgiu à frente. Uma milha mais adiante, a floresta terminou abruptamente. Em frente havia céu e mar... e um castelo antigo e arruinado, abandonado e coberto de vegetação na beira de uma falésia.
"Os Murmúrios", Lesto Dick anunciou. "Escutem. Dá para ouvir as cabeças".
A boca de Podrick escancarou-se. "Estou ouvindo."
Brienne também as ouvia. Um murmúrio tênue e suave que parecia vir tanto do chão como do castelo. O som foi ficando mais forte à medida que se aproximavam da falésia. Era o mar, ela percebeu de repente. As ondas tinham roído buracos na falésia, lá embaixo, e ressoavam por grutas e túneis por baixo da terra.
"Não há cabeça nenhuma", disse. **"**O que está ouvindo murmurar são as ondas."
"As ondas não murmuram. São cabeças."
FESTIM - BRIENNE IV
No castelo, Brienne encontra a morte de outras formas. Pela primeira vez, ela mata uma pessoa em batalha. Pela primeira vez, ela perde um aliado em batalha. E quando a luta acaba, Brienne se encontra em luto, e decide colocar Lesto Dick para descansar em paz após pagar pelos seus serviços.
Brienne abaixou a Cumpridora de Promessas. “Cave uma sepultura. Ali, debaixo do represeiro”. Apontou com a lâmina.
[...]
Para que o esforço? Deixe-os para os corvos.
Timeon e Pyg podem alimentar os corvos. Lesto Dick terá uma sepultura. Ele era um Crabb. Este é o lugar dele.
FESTIM - BRIENNE IV

Podrick ajudou Brienne a baixar Lesto Dick para sua cova. Quando terminaram, a lua já subia no céu. Brienne sacudiu a terra das mãos e atirou dois dragões para a sepultura.
"Por que fez isso, senhora? Sor?", Pod quis saber.
"Era a recompensa que lhe prometi para que encontrasse o bobo."
FESTIM - BRIENNE IV
Brienne não se culpa pelo que aconteceu. A maior parte estava fora do seu controle. Mas ela entende que ela tem alguma responsabilidade pela tragédia, uma vez que ela trouxe Lesto Dick ali, e por conta disso ela segue o resto do capítulo com introspecção. Mar o Martin termina o capítulo completamente fora desta introspecção.
Juntos empurraram a terra para cima de Lesto Dick, enquanto a lua se erguia no céu, e debaixo da terra as cabeças de reis esquecidos murmuravam segredos.
FESTIM - BRIENNE IV
Pera. Quê?
A segunda metade da frase apresenta uma quebra de narrativa raramente vista nas Crônicas de Gelo e Fogo. Neste ponto, Martin sai da limitação do Ponto de Vista da protagonista e descreve, poeticamente, o mundo ao seu redor além da sua perspectiva. E é algo que a gente sabe que não estaria na mente da Brienne: afinal de tudo, como visto antes, Lesto Dick poderia ter acreditado que os murmúrios vêm das cabeças enterradas, mas Brienne acredita ser o som das ondas.
Ao apresentar uma interpretação de um evento que está em contraste direto com o que a nossa protagonista acredita, esta frase se exclui do território de "narrador não-confiável". Afinal, espera-se que uma descrição que é significativa o suficiente para ser incluída, ou será sobre algo que está de fato acontecendo ou de algo que pelo menos o personagem acha que está acontecendo. Não tem motivo falar para o leitor de algo que não está acontecendo e não está sendo interpretado pelo personagem.
Ou seja. Debaixo da terra. Cabeças. De Reis Esquecidos. Murmuravam Segredos.
Muitos reclamam que o arco da Brienne parece uma história separada, com pouca influência no resto dos livros. Mas aqui a gente olha de relance o fio que tem se desenrolado no plano de fundo da história, uma dica de como os mecanismos mágicos operam pelo mundo metafísico. Olhando apenas para FESTIM, não parece ter informação suficiente para fazermos todas as conexões, mas tudo fica mais claro com o PdV de Bran em DANÇA. Em Bran III, nós temos uma indicação do papel do sacrifício na cultura e religião dos Primeiros Homens na era pós-pacto com as Filhos da Floresta.
A árvore estava encolhendo, ficando menor a cada visão, enquanto árvores ainda menores se convertiam em mudas e desapareciam, apenas para serem substituídas por outras árvores que encolhiam e também sumiam. E agora os senhores que Bran vislumbrava eram altos e vigorosos, homens austeros vestidos em peles e cotas de malha. Alguns tinham rostos que lembravam as estátuas da cripta, mas desapareceram antes que Bran pudesse recordar seus nomes.
Então, enquanto ele observava, um homem barbado forçou um prisioneiro a ficar de joelhos diante da árvore-coração. Uma mulher de cabelos brancos caminhou na direção deles, por um monte de folhas vermelho-escuras, com uma foice de bronze na mão.
"Não", disse Bran, não, "não faça isso" mas não podiam ouvi-lo, não mais do que seu pai. A mulher agarrou o prisioneiro pelo cabelo, enganchou a foice em sua garganta e cortou. Através das brumas dos séculos, o garoto quebrado só podia observar, enquanto os pés do homem se debatiam contra a terra... mas, conforme sua vida fluía para fora em uma maré vermelha, Brandon Stark pôde sentir o gosto de sangue.
DANÇA - BRAN III
O Sacrifício dos Primeiros Homens parece ser realizado não tanto como um ritual específico, como seria indicado pela fogueira de Daenerys, mas sim como uma simples oferenda. E no mesmo capítulo, temos uma indicação do que acontece com os Filhos da Floresta quando eles morrem
"Quando morriam [os cantores], entravam na floresta, em uma folha, um galho ou uma raiz, e as árvores se lembravam. Todas as suas canções e feitiços, suas histórias e orações, tudo o que sabiam sobre esse mundo. Os meistres lhe dirão que os represeiros são sagrados para os antigos deuses. Os cantores acreditam que os represeiros são os antigos deuses. Quando os cantores morrem, tornam-se parte desta divindade.
DANÇA - BRAN III
Desta forma, a descrição de que "abaixo da terra, a cabeça de reis esquecidos estão murmurando segredos", indica fazer sentido literal, não apenas pela forma como foi incluído pelo George, mas também porque faz sentido com as aparentes regras desse Universo. Tudo isso indicando que, de fato, tinham cabeças de reis esquecidos abaixo da terra, murmurando segredos.
Mas o que eles estariam murmurando? Obviamente, eles parecem estar murmurando o tempo todo, mas recitar explicitamente para o leitor como feito pelo George parece indicar que tais "segredos" possam ser significantes para a história, correto? No fim, o que faria mais sentido é que seja o que for que a consciência dos Reis Esquecidos aparentemente estão sussurrando, teria relação com o que está acontecendo na narrativa naquele momento. Ou seja, eles estariam observando pelo Represeiro enquanto Brienne enterra Lesto Dick.
Desta forma, teria Brienne, sem intenção, acabado de fazer uma oferta de sangue aos deuses ao enterrar Lesto Dick em frente à uma Árvore Coração? Teriam tais Reis Esquecidos aceito tal oferenda?
Vou deixar para a Parte II (e última, prometo) para descrever como eu acho que seria uma consequência satisfatória para este possível sacrifício não-intencional de sangue, e como ele pode afetar a história da Brienne e Jaime.
Até lá, gostaria de citar uma evidência adicional para a discussão. Há algumas semanas atrás, o usuário u/zionius_ fez um post ressurgindo uma antiga versão dos capítulos da Brienne. Aparentemente, uma edição Russa de FESTIM saiu com versões prévias do arco da Brienne, que juntam os dois últimos capítulos publicados em um único, com acontecimentos diferentes. Essa versão nos deixa observar como George planejava terminar o seu arco em algum ponto do seu processo de edição. De todo o post, gostaria de ressaltar este trecho:
Ela estava cavalgando uma floresta sombria, jogada com cabeça para baixo sobre um cavalo com os seus pulsos e tornozelos amarrados juntos. O ar estava úmido, o chão encoberto em névoa. Sua cabeça socava com cada passo. Ela podia ouvir vozes, mas tudo que ela via era a terra abaixo dos cascos do cavalo. Quando os raios de luz pálida começaram a se esgueirar pelas arvores, umas pessoas a arrastaram para fora do cabalo, a colocaram-na de pé e jogaram uma corda em seu pescoço, arremessando a outra ponta da corda sobre um galho grosso.
FESTIM PARALELO - Versão anterior do último capítulo de Brienne em FESTIM.
(Tradução Livre.)
Nesta versão do arco, após ser capturada pela Irmandade, Brienne não é levada para a caverna, mas sim diretamente para aonde seria enforcada. Ainda atordoada após ser nocauteada pelo Gendry, ela ouve vozes enquanto encara o chão.
Por si, esta frase não significa muita coisa. Estas vozes poderiam vir de qualquer lugar. Entretanto, nota-se que o dia amanhece em seguida, o que indica que como ela estava parada, os seus captores estavam provavelmente em descanso, com talvez um deles de vigia. Não faz muito sentido ela estar escutando estas vozes... A menos que as vozes estejam de fato vindo do próprio chão que ela encara. Isto coloca esta frase como ligação direta ao momento do enterro do Lesto Dick nos Murmúrios, o outro ponto da história da Brienne aonde vozes vinham da terra.
Este tipo de escrita pode sim muito bem ser apenas uma descrição poética, sem nenhum significado narrativo. Este foi um motivo que eu sempre fiquei com o pé atrás de divulgar esta teoria ao longo do último ano. Contudo, esta nova evidência sedimenta para mim que George escreveu o enterro do Lesto Dick de forma consciente, plantando algo que ele pretende usar para o futuro. Afinal, "vozes vindo do chão" não é algo recorrente na história, mas parece ser uma sugestão que George quis reforçar na cabeça do leitor nesta versão não-publicada de FESTIM.
Ao meu ver, parece que os tais dos Antigos Deuses não apenas observaram a Brienne sepultando Nimble Dick, mas continuam a observando ao longo de sua jornada.
EDIT 14/11: o treco citado do FESTIM PARALELO está, em boa parte, na versão final publicada de Festim:
Tinha um cavalo por baixo de si, embora não conseguisse se lembrar de ter montado. Estava deitada de barriga para baixo sobre os quartos traseiros do animal, como se fosse um saco de aveia. Os pulsos e os tornozelos tinham sido firmemente amarrados uns aos outros. O ar estava úmido e o solo encontrava-se encoberto por névoas. A cabeça latejava-lhe a cada passo. Ouvia vozes, mas tudo o que via era a terra sob os cascos do cavalo. Havia coisas quebradas dentro de si. Sentia o rosto inchado, tinha a bochecha pegajosa de sangue, e cada oscilação e sacudidela provocavam-lhe uma punhalada de dor no braço. Ouvia Podrick chamando-a, como que de uma grande distância.
"Sor?", ele não parava de dizer. "Sor? Senhora? Sor? Senhora?", a voz era tênue e difícil de ouvir. Por fim, restou só o silêncio.
FESTIM - BRIENNE VIII
A diferença entre estas descrições é que na versão paralela, há uma impressão maior de que as vozes estariam vindo do chão pelo fato de ocorrer o amanhecer logo em seguida. Na versão publicada, Pod ainda está acompanhando a Brienne, dando assim uma sugestão maior de que as vozes que ela escutava enquanto olhava para o chão seria dele.
Entretanto, por termos essa versão anterior disponível, sabemos que as vozes dessa cena não vêm do Pod. Isso não prova ou desprova que tais vozes estariam vindo do chão, mas achei importante fazer esta correção de que a descrição das vozes não foi retirada na versão final.
submitted by VinAbqrq to Valiria [link] [comments]


2020.10.24 05:54 mentalorgasmo FICA À VONTADE

Fica à vontade, meu amor. Tira essa maquiagem. Vem para mim. Me deixa ser o autor do nosso livro sexual. Eu só quero entreter o leitor tal como lido tão bem com o seu corpo. Escrever os melhores textos sobre nós. Sobre nossas noites perdidas de sono mas ganhas de sexo gostoso que ficamos tão à vontade. Fica à vontade, tira essa blusa e esse sutiã. Ou melhor, deixa que eu tiro, vem aqui. Isso, deliciosa. Apenas relaxa. Suave.
Já te disse que amo me deleitar no seu corpo? É uma coisa magnífica tudo isso. Que privilégio, babe. [Após tirar, abocanho seus seios e dou uma brincada bonita, chupando o mamilo de um dos seios e olhando bem nos olhos dela, mostrando 101% o quanto estou à vontade.]
Fica à vontade, porque só dá nós nesse quarto, entre essas quatro paredes sedentas e dispostas a presenciarem mais um daqueles momentos memoráveis que só a gente é capaz de prover. Seu corpo tem gosto. Sua pele tem um grande poder. A leveza das suas mãos ao me tocarem faz com que eu me torne cada vez mais fissurado por você. Até a maneira como você tira todo o resto que esconde a obra-prima dessas curvas espetaculares é ímpar. Fica à vontade, porque o orgasmo é onipresente conosco. Ele não se ausenta. Mas, de preferência, o espiritual. É quando a gente se conecta mais exato e eleva as situações.
Não é ficção, é fato. Mergulhar no seu corpo me prova que o Universo é nosso fã número 1. A praticidade, o domínio, a avidez que eu uso para percorrer as curvas desse corpo lindo é pura magia. Minha alma se delicia. Minha língua vicia.
Fica à vontade, pode sentar com tudo.
[Ah, que delícia! É uma sensação completamente incrível quando ela faz isso. Parece que encostei nas nuvens.]
Desse jeito! Rebola com ele dentro, isso, mostra sua habilidade. Você é foda. Sabe tornar real uma boa foda. Entende como fazer acontecer uma foda. Olha isso! Essa sentada não é comum. Presenciar esses seios subindo e descendo só me deixa mais extasiado. Junto desse calor que sua xota apertadinha proporciona ao meu instrumento, eu perco a noção. Você é muito gostosa.
Fica à vontade, minha deusa, e roça legal com essa xota toda babada na minha cara. Você sabe o quanto eu prezo e dou valor a esse clitóris, tão belo quanto um beat do OG Parker. Tão incrível quanto o talento do Jacquees, cujo álbum King of R&B proporciona outra vibe nos alto-falantes do nosso som enquanto a gente se acaba nesses momentos íntimos e inesquecíveis. Foi justamente nesse clitóris que eu fiz morada, do tipo a de Gucci Mane no Patchwerk Studios, em Atlanta, quando ele estava começando a ser conhecido nas ruas da cidade.
Eu realmente gosto quando você fica à vontade, porque você se entrega de corpo e alma e a gente sempre sai da sinuca que a vida nos coloca. É o ápice. É nossa ascensão. Só o orgasmo nos interessa.
submitted by mentalorgasmo to u/mentalorgasmo [link] [comments]


2020.10.24 01:33 mentalorgasmo ORAL NO CARRO 🚘

Um casal louco por sexo tem um desejo nada inusitado: sexo no carro. Mas, nunca realizaram oral no mesmo.
Os pais dela resolvem sair para caminhar, e na mesma hora ela liga pro namorado e o convida para a oportunidade de praticar aquele sexo oral gostoso dentro do carro, porque o penetrativo é muito mais natural e comum entre eles quando acontece ali. Como nunca realizaram oral, isso passou a se tornar uma fantasia obsessiva para os dois.
Ele chega na casa dela e toca a campainha. Ela abre o portão, ele entra, fecha e ela o puxa para a garagem. Chegando lá, abre a porta do carro, entram e ela fecha a porta.
Com os dois sentados no banco de trás, ele joga os bancos para frente e coloca ela sentada na direção do pau dele. Ela começa a beijar seu pescoço, subindo lambendo e voltando sua boca para a dele. O beija e rebola rapidamente no pau, onde o mesmo fica duro com uma rapidez anormal e as mãos dele já vai pela cintura dela subindo e levantando a blusa dela. Eles param o beijo, ele tira a blusa dela e ela já sem sutiã, ele cai de boca nos seios, lambuza os dois e fica passando a ponta da língua no mamilo de um, bem rapidinho.
Ela começa a delirar e tira a boca dele do mesmo, se ajeita no colo e tira o resto da roupa, ficando peladinha, natural e leve como a brisa.
Em seguida ele também tira a roupa, se ajeita no banco enquanto ela se apoia. Ele leva suas mãos à bunda dela, aperta, bate com vontade, depois acaricia calmamente e voa com a boca na sua bocetinha já meladinha que, ao rebolar sentindo o volume por baixo das calças dele, foi ao delírio.
Ele vai com tudo e passa a ponta da língua na virilha dela, subindo e descendo com toda cautela, sem afobação. Audaz e inteligente, desvia sua boca para o clitóris e rapidamente vai passando a ponta da língua nele, onde ela começa a gemer alto e dizendo: “Ai, amor… Essa sua língua me leva para outra dimensão de tanto tesão. Assim eu vou gozar rapidinho na sua boquinha.”
Ele sorri durante o ato e resolve penetrar a língua na bocetinha babada, onde faz movimentos circulares e ao mesmo tempo alterna para o vai e vem; ele altera a velocidade, mas na mesma intensidade continua pela área só instigando a danada. Chupa o grelo com vontade e vai soltando levemente, onde sente a área completamente lubrificada, intensificando o prazer entre eles.
Com uma mão ele se masturba devagar e com a outra ele apoia a bunda dela mesmo com a ajuda dela se posicionando com sua boceta na cara dele. Ele suga tudo, se acaba, dá mó valor… resolve ficar passando a língua toda sobre a danada, repetindo algumas vezes. Logo ela vai relaxando e escorrega no banco, gozando bem na sua língua, e com as duas mãos entrelaça os dedos no cabelo dele e a pressiona contra a bocetinha.
Ele vai chupando todo aquele mel e pára de se masturbar, onde com a mão que realizava o ato, explora a danadinha e volta a penetrar a língua até aonde consegue. Lentamente vai parando de descer o mel da fonte e ele completamente excitado, vai parando de chupar o grelo, mas puxando e soltando várias vezes. “Sua boceta é minha fortaleza. Chupo com vontade, sem dó, sem piedade… Ainda faço uma rima para você para te mostrar o quanto isso é verdade. Você longe de mim é maldade!” ele diz. Ela relaxada após ter realizado uma bela gozada, escorrega com sua boceta ainda melada pelo peitoral dele, abdome, até que pára no instrumento bastante ereto. Ele ri, dá um beijo rápido nela e vai parando mordendo o lábio inferior.
“Já me deixa louca me chupando, ainda ousa rimar para mim… Assim eu gozo multiplicadamente, meu amor”, ela diz em tom risível. Ele ri e pergunta: “Falando nisso, tem algum CD de rep no carro do seu pai?” Ela sai do colo dele, fica de costas para ele – de quatro – e começa a procurar no porta-luvas. Ele não resiste ao ver aquela bunda redondinha e perfeita dela e bate com uma certa força. Ela reage e fala: “Isso, safado… Aproveita que estou distraída, seu cachorro.” Ele ri e continua com as mãos ali, tipo massageando; uma mão vai escorregando por entre a bunda e vai até a boceta meladinha, passeando até o cuzinho, e fica alisando, esfregando para frente e para trás bem lentamente enquanto ela procura o CD. Seus dedos se perdem diante de toda essa grandiosidade de xota. Ela encontra o fascinante Views, do Drake, e bota para tocar a música favorita dos dois: “Fire & Desire”. E agora ela resolve agir.
Ela volta para ele e vai descendo até o pau, mordendo levemente a cabecinha e olhando para ele com um olhar de uma onça-pintada faminta, e ele coloca uma mão na cabeça dela jogando o cabelo para trás para facilitar a sua visão e a dela na mamada.
Ela enfia a boca todinha no pau dele e começa a mamar legal, se deliciando com amor e dedicação. Aumenta a velocidade e vai parando, passando a língua sobre as bolas, chupando o saco e subindo até a cabecinha, onde ela pára, cospe e, olhando nos olhos dele, o vê mordendo o lábio inferior. Presenciando isso, ela vai novamente melando todo o pau e chupando gostoso, e o ouve gemer abafado pedindo: “Não pára, não pára!”
Ela permanece chupando, mas para provocar, pára e fica passando a ponta da língua na cabecinha enquanto a música vai dominando o carro e eles se deliciando de tesão e prazer. Ele coloca a outra mão na cabeça dela e a posiciona para que ela volte a lamber as bolas dele, e ela obedece e sobe por algumas vezes até que volta a engolir o garoto até se engasgar por ser tão gulosa, e segue se deliciando e dando o mesmo sentimento para ele.
Logo, ela leva uma mão às bolas e massageia suavemente enquanto sua boca de veludo engole tudo que é lhe dado, e nessa ele não resiste e goza direto na sua garganta. Ela olha para ele, sorri e tira a boca do pau dele, passando pelo rosto todo, se sujando com a goza dele.
Em seguida ela volta a chupar e se deliciar com o leite quente e fresco, levando ele à loucura. Ela morde levemente a cabeça rosinha do danado, masturbando-o lentamente enquanto vai chupando calmamente, cuspindo e se acabando com toda sua sapiência e voracidade.
Depois de mais alguns segundos de chupada ela finaliza, volta para seu colo e chega roçando a boceta no pau molhado. Com ele dentro, eles se beijam um pouco mas não perdem tempo e arrumam o carro para os pais não notarem nada fora do lugar. Eles entram, tomam um banho e ele vai embora.
Que oral gostoso, não?!
submitted by mentalorgasmo to u/mentalorgasmo [link] [comments]


2020.10.02 05:18 proxy019 Black psycho - morte subita (historia original)

-oi , meu nome é Even atualmente tenho 19 anos, mas vim aqui para contar a minha historia, entao..tudo começou quando eu tinha 11 anos ...
Eu tenho heterocromia e uma doença desconhecida que faz meu olho sangrar, tinha acabado de entrar em uma escola nova e realmente naquela escola não tinha nada de diferente ..professores, alunos e como sempre pessoas para fazer bulling comigo , essas pessoas se chamavam : Mark , Kevin e James eles nunca me deixavam em paz.
"-Hey diferentona , porque não arranca esse olho de uma vez ?! Você é uma aberração ! Nunca deveria ter existido, seus pais devem estar completamente deprimidos por voce ter nascido , ah é verdade você não tem pais hahaha"
Pois é , meus pais tinham morrido em um acidente e eu fui morar com a minha tia. Ela era muito liberal sempre me deixava sair a hora que eu quisesse , então basicamente enquanto eu estou fora significa que ela tinha "se livrado" de mim eu não me importava com isso obviamente. Eu sempre pensei que na minha vida nada iria mudar ate eu me formar e arrumar um emprego , mas pelo visto me Enganei, no 7° ano (14 anos) eu conheci um garoto legal e gentil ficar perto dele me fazia me sentir viva e eu não entendia o porque , ele sempre me apoiou, mesmo sendo julgado por andar comigo , sim...pela primeira vez eu tinha um amigo (o que era raro pra mim já que eu não me enturmava muito bem)....
lembranças
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
(James) -kevin, quem é aquele cara com a esquisita ?!
(Kevin) -não faço a menor ideia , mas não gostei dele. Mark , De um jeito naquele cara !
(Mark) -sim.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~
(Mark) -Ei , você !! VEM AQUI !
(Eu) -Timothy não vá ! Ele vai te machucar
(Tim) -vai ficar tudo bem
(Mark) * tenta dar um soco * Timothy desvia e ele acaba acertando a parede , enquanto isso tim segura seu pulso e soca a sua barriga .
(Tim) -Volte e fale para seus "amiguinhos" que eu cheguei na escola e que enquanto eu viver esta garota não vai ser o saco de pancadas de vocês ! (Ele sussurra no ouvido de Mark )
(Kevin) -QUE ?!! QUEM ELE PENSA QUE É PARA FALAR ASSIM COM A GENTE ??
(James) -temos que dar um jeito de separar ele da even e por um fim nisso !
(Kevin) -primeiro , eu que mando aqui ! Segundo , esqueçam a Even nosso problema e com aquele "tim"
os outros 2 apenas concordam balançando a cabeça
enquanto tim batia no mark eu o observei sem entender nada do porque ele estava protegendo uma pessoa que acabou de conhecer ..no fim do dia nos conversamos bastante para nos conhecermos melhor
(Tim) -me diz, oque é isso no seu olho ? sempre foi assim ?
(eu) -na verdade nao , ele começou a sangrar quando eu tinha 5 anos
(Tim) -e tem cura ?
(eu) -nao....
(Tim) -ouh....desculpa
(eu) -tudo bem , mas eu presciso ir para minha casa agora
(Tim) -a, ok
(eu/pensamento) -acho que foi grosseiro ter ido embora e deixado o tim sozinho logo apos ele ter me ajudado.. bem , agora é tarde acho que ele vai perceber com quem esta andando e vai me iguinorar como todos os outros
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
(na minha casa , 10:00 da noite)
(eu/pensamento) -nao ...sera que ele realmente vai me abandonar um dia ?? eu ....NAO é melhor eu parar de falar besteiras e ir dormir ! ele nunca faria isso nao é ?! ....se bem que nos conhecemos hoje ..nao ! eu vou dormir !
apago as luzes
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
(2 messes depois do tim ter entrado na escola ninguem mais fazia bulling comigo)
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
(james) -tem certeza que vamos ter que fazer isso ?
(kevin) -nao questione ! vamos fazer como eu falei
(mark) -isso esta indo longe demais ...
(kevin) -eu nao te perguntei
(mark) -sim!
mark e kevin tentaram ajudar james mas quando viram era tarde demais , kevin deu um soco no rosto de tim o fazendo cair no chao , e logo apos os 2 correram .
Fiquei paralizada por 1 minuto e quando vi o tim se aproximar completamente sujo de sangue eu tentei me afastar de la mas ele segurou meu braço falando :
"-nao tenha medo , nao vou te machucar e voce sabe disso", eu ainda estava em choque pelo oque avia acontecido , mas ele me abracou e eu pude sentir o coraçao dele, prometi nunca contar nada pra ninguem e manter tudo em segredo , com o passar dos anos ele me ensinou a me defender para evitar os "ataques" daquele "grupinho" .
(3 anos depois) (17 anos)
ambos tinham se tornado mais fortes como se estivessem prontos para uma guerra. kevin deixou bem claro que queria "falar" com gente as 3 horas , como eu sei disso ? ele jogou uma pedra na minha janela escrito isso , e com "falar" provavelmente é com os punhos ...se ele acha que vai ser tao facil assim ele esta enganado hehe....
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
(as 3h em um Bosque no meu bairro)
(tim) -tem certeza que é aqui ?
(eu) -era essa a localizacao escrita na pedra -w-
(tim) -rsrrssrsr
(kevin) -EI , OTARIOS !!
(eu) -olha quem finalmente chegou * me viro para olhar para o ele *
(kevin) -VAO !!!!!!!!!!
cada um deles estava armado, eu levei um tiro no ombro mais chutei o braço de um deles e peguei as armas , sai atirando contra tudo que eu vi pela frente , devo ter matado 4 deles enquanto tim matou 5 , (kevin tinha levado 2 tiros na perna e Mark 1 no braço ) o ultimo "capanga" que estava vivo tentou atacar tim por tras ele desviou e eu o matei so que esse homem era uma distraçao e por um momento eu so escutei o tiro e o corpo caindo ,me virei e....vi o corpo do tim no chao eles aviam o cercado e deram 2 tiros na cabeça dele ,eu nao aguentei ver meu amigo morto e desmaiei ..quando acordei estava em um hospital os medicos falaram que sobrevivi por muito pouco , tentei saber oque havia acontecido com o tim e eles falaram que o corpo nao foi encontrado , eu fiquei em panico como ele nao viram o corpo ?? estava muito bem exposto ! ...antes que eu pudesse falar algo eles disseram que eu tinha que passar por uma ultima cirurgia para tirar a bala que tinha ficado no meu ombro ...
(1 semana depois)
eu recebi alta e a primeira e unica coisa que eu fiz foi correr ate o local da briga e realmente nao tinha sinais do corpo do tim, continuei procurando mas sem sucesso, completamente triste pelo oque aconteceu eu resolvi passar pelo lago que eu e ele treinavamos..... e olhando para aquele lago pude ver la no fundo o corpo do tim ,eu finalmente entendi ,para eles nao serem pegos jogaram o corpo dele no lago e me incriminaram ...presciso fugir daqui rapido , mas perante o seu corpo tim eu juro, EU VOU TE VINGAR !
andando pelo bosque eu escontrei uma caverna em que eu podia me abrigar ...
5 dias se passaram....
eu sequestrei o kevin e o levei para a caverna , nesta altura de como as coisas estavam eu ja nao tinha mais sanidade mental , eu o amarrei em uma arvore (perto da caverna) , peguei minha faca , tapei a boca dele com um pano e começei a rasgar sua pele ...abri os seus 2 braços e arranquei um osso de cada um deles , com os seus proprios ossos furei os olhos e abri a barriga dele e arranquei o seu rim , tirei o pano da sua boca e coloquei o rim nela, desamarrei ele da arvore e quebrei suas pernas e comecei a descrever a situaçao do seu amigo para kevin ja que ele estava cego , Mark estava esquartejado e com seu cerebro retirado do seu corpo...minhas ultimas façanhas com kevin foram retirar suas tripas e o inforcar com elas, quando estavam completamente mortos os joguei um pouco longe de mim para os animas selvagens devorar os corpos, quando achei que iria passar a morar naquela caverna , uma figura alta e sem face apareceu atras de mim e me teletransportou para um lugar cheio de assasinos onde me mandou chamar de "lar".
(Eu/pensamento) bem...vinguei a morte de tim , fugi do meu sofrimento , e ganhei uma nova vida com pessoas que me entendem , acho que não presciso de mais nada ...mas daria de tudo para Timothy ainda estar aqui comigo....
submitted by proxy019 to u/proxy019 [link] [comments]


2020.09.10 15:57 henrylore Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

Ne: hm?
a-ah! oi, eu-eu não sabia que você tava acordado....
*coloca o violão pro lado
eu te acordei..?
H: não, eu na verdade acordei por acaso, a luz da lua tá muito forte e tals... o que você tá fazendo
Ne: lendas dizem que se chama relaxar
é uma das coisas mais preciosas que os deuses já inventaram para nós, seres vivos hauheheuee
H: hehe... ta tocando violão?
Ne: eu? n-não você deve ter ouvido coisas e tal...
(๑•﹏•)
H: *sobe a escada por completo e vai em direção a ela
o que é isso aí então?
Ne: tá.. eu tava tocando violão...
H: *senta do lado dela
você que fez?
Ne: na verdade não, eu ganhei em uma vila muito fofa, onde tava tendo festival da música... tiveram diversas confraternizações... e me deram esse aqui
H: conte mais
Ne: tinha um garotinho se apresentando, ele era muito legal
e então ele resolveu tentar arrecadar dinheiro com isso, as músicas dele eram muito fofas
e eu não consegui, e dei um dinheirinho pra ele...
daí ele me deu esse violão
H: e ele perdeu o violão então?
Ne: que nada, ele tem uma coleção deles, assim como outras pessoas tem diversos instrumentos lá
...ou tinham
H: tinham?
Ne: a vila foi fechada devido a invasões, se refugiaram aí pra um lugar que eu não sei
H: se refugiaram?
Ne: alguém chamado may e tals
apareceu lá e ajudou eles
H: isso foi fofo da parte dela.... ou dele
né?
Ne: foi sim mas eu queria agradecer aquele garotinho pelo violão... foi muito fofo da parte dele sendo que eu nem sabia tocar isso naquela época
H: mas foi do nada assim?
Ne: eu ia lá todo dia e ele tava lá, e eu sempre dava uma quantia específica pra ele, até que ele me disse que queria retribuir
eu fiquei mal pq ele disse que tava meio sem rumo graças a umas pessoas aí
talvez a gente se encontre de novo, eu não sei
dês de que tudo aconteceu não tem mais sentido ficar vagando por aí
H: o que?
Ne: meh, nao to afim de ficar falando bobagem pra você sentir pena de mim
eu quero que você me veja como a fodona
H: ta mais pra a fofona não?
Ne: *dá um peteleco na cabeça do Henry
H: você lembra do nome do menino?
Ne: hmmmm, não
H: •-•
a bom
Ne: esperava que eu fosse lembrar? hahahahah
você é engraçado
H: eu sou eu ué
Ne: hehehe
*olha pro bolso do Henry e vê um pedaço da foto
ei *puxa foto do bolso
onde conseguiu isso?
H: ah- eu- tava olhando ali e achei e quando- eu achei- eu peguei-
pq eu ouvi o violão e não consegui pensar...
Ne: tudo bem, mas não roube coisas dos outros, não é legal.
H: ...
quem é ela?
Ne: quem é quem
H: ela *puxa foto e aponta pra menina raposa do lado da nevaska
Ne: ...
*fica encarando a foto
a resistência... funciona em grupos e nós duas tínhamos um grupo a gente era líder dele
só que o nosso grupo era declarado um dos mais poderosos de toda a resistência, então as missões mais difíceis eram entregues a nós, então grande parte do grupo morreu depois de um tempo
H: ai...
Ne: mas nós duas éramos tudo, a gente lutava junta a gente era premiada junta
eu amava ela demais
até que....
H: que...?
Ne: a gente descobriu atividades com o selo que tá prendendo as entidades malignas que afrontaram Naji a 14 anos atrás
e então a gente foi abrir
*começa a chorar um pouquinho
e ela foi levada por algo que até hoje eu não sei o que é
H: ...
poxa...
Ne: a sua cor me lembra muito ela
e o seu jeito é o mesmo dela...
eu achei isso curioso
*olha pro Henry com um sorriso e lágrimas nos olhos
H: ...
Ne: é por isso que eu ainda vago talvez pra encontrar ela
mas sozinha...
H: *bota a mão no ombro dela
você não tá sozinha
a gente tá aqui por você né?
;)
Ne: ... :(
:
:)
brigada heri
H: nao é nada heehe
Nevaska, toca uma música aí
Ne: ei *coloca a foto do lado
pode me chamar de neva
*pega o violão
{detalhe: ela tá sem as luvas}
começa a tocar: *beabadobee - coffee
L: *ouve isso
*olha pro lado
hmph o cara foi cortar...
*volta a dormir
**no dia seguinte
Ne: MINUTOS! SAO MINUTOS QUE PERDEMOS MAS QUE NAO PODEMOS PERDER ENTAO VAMOS!
bom dia gente como vcs tão
H: a
bodia
L: Olá.
eu estou bem.
Ne: levantem, eu vou tá esperando lá fora, a gente vai pra um lugar especial
L: iiih, aí. ferrou...
H: Vish
**um tempo depois
**eles caminhando
Ne: então, a gente tem que ir pra um lugar chamado Nira, e lá a gente vai encontrar o qye a gente quer
L: Nira nao é uma vila em Naji?
Ne: sim
H: e lá vai ter?
Ne: uma mini base secreta de você sabe quem, lá a gente pode ter mais informações sobre oq fazer
**chegando lá eles conseguem até ouvir aquela melodia medieval de violinos legais
H: woooow
é uma baita duma vila
Ne: éé meu amigo, as vilas que vieram do reino não são moleza não eles são beeem burgueses, sabe?
H: hmmmm
Ne: *entra num bar
H: boa tarde famiiilia
Ne: *chega no barman e fala
eai, eu vou querer aquela bebida lá, schnitzel, sabe?
L: schnitzel nao é uma comida?
H: shhhh
Barman: ah sim claro, mas eu acho que você vai ter que me ajudar a procurar..
Ne: meninos, venham comigo
Ne, H e L: *entram no lugar lá do Batman
H: caraaaaca quanta bebida
Barman: Nevaska, quanto tempo!
quem são esses?
Ne: são integrantes novos da ordem
pode deixar a gente entrar
BM: sempre né
*puxa uma bebida que na verdade era uma alavanca e abre uma porta
tenham um bom dia
H: valeu
L: boa noite
BM: olha estranho pro Lusk
...
mas tá de dia né?
**eles descem e passam por uma porta aberta que sai de dentro de uma parede e que dá em uma vila meio vale escondida no meio de várias rochas
L: woooooow isso sim é delicioso
H: caraaaaca
Ne: *barulho de canudo
H: ?? Neva onde q vc conseguiu isso aí
Ne: *bebendo suquinho naqueles copos com canudo
ah, eu roubei do barman
tô mó com sede
??¹: EAI NEVASKA!!! QUANTO TEMPO
*da um tapão no ombro dela
QUE BOM QUR VOCE VOLTOU
Ne: aaaaa oiiiiii
H: quem é esse cara lusk
L: eu nao sei
??¹: *quase esmagando a Nevaska de abraço
AAAA
Ne: ah, gente!
*solta do abraço
esse aqui é o Arthur(não é o Art), ele é um dos membros da equipe de vigilância da resistência
a gente é amigo dês de que ele chegou aqui
Ar: Olá. *faz um paz e amor
L: bonito bonito, como vai a sua mãe?
Ar: ah ela vai bem cara, encontrei com ela ontem e tals
*olha pro Henry quieto
E VOCE VOCE É UMA RAPOSA???
H: hmmm... sim?
Ar: CARAAAACA QUE INCRIVEL
NEM SEMPRE TEMOS RAPOSAS AQUI SABIA?
VOCE CHEGAR AQUI É TAK LEGAL
*abraça o Henry
H: *sente o calor do corpo do cara como se ele tivesse ha 6 horas no sol
Ne: *bota mão no braço do arthur

Ar: *solta abraço
hm?
Ne: sabe onde tá o shi?
Ar: lá dentro, xingando todo mundo como de costume
Ne: meeeh que bosta hein
fica bem Arthur, a gente tá indo
*bebe mais um pouquinho do suco
Ar: falow falow, até logo
H: cara simpatico
Ne: ele é, as pessoas daqui normalmente são legais
L: normalmente?
Ne: tem gente aqui que age como se tivesse morrido ontem, e infelizmente é quem a gente tem que encontrar
??²: OOOOO NEVASKA!!!
*da um soquinho na cabeça dela
Ne: Winry?
Wi: muito tempo né?
Ne: eu não venho aqui faz um tempo...
gente, essa é a Winry, ela é da equipe de exploração e ela controla a água
ela é super rápida e super incrível
*bebe mais um pouco do suco
Wi: *dá um tapão nas costas da nevaska
AH QHE ISSO
Ne: *cospe o suco todo
o shi ta dentro do quartel?
Wi: sim.
{percebe-se que elas falam MT sério qnd se trata desse cara ai}
H: ....
**eles sobem numa escadinha que da pra uma árvore e lá eles encontram um escritório cheio de armas e uma cadeira virada
Ne: shibaru?
**vem uma faca voando
Ne: *segura
de novo?
Sh: *vira a cadeira
não vem a três anos, o que você quer agora?
Ne: temos novos membros, pode registrar eles?
Sh: nem se os porcos voarem
Ne: que? como assim não
Sh: você não pode voltar depois de tanto tempo com duas pessoas aleatórias querendo enfiar ela na nossa associação
Ne: como assim, quando eu tava aqui não era assim
Sh: porque você era líder talvez?
Ne: e quando eu saio você muda tudo?
Sh: olha só, respeito e calma são a chave para o universo
então trate de aderir *levanta
{Shibaru tem o cabelo azul escuro usa uma jaqueta preta com uma blusa branca e uma calça jeans e ele é BEM ALTO MESMO deve ter uns 1,80}
Sh: *vai em direção da nevaska
pra sua sorte nos temos missões para vocês e se conseguirem resolver
talvez eu reabra o seu grupinho
Ne: que missão então
Sh: suspeito e tenho quase certeza de que o pessoal do templo da areia tá envolvido com a morte de alguns dragões por la, talvez eles estejam usando algo pra matar eles tendo em vista que um dragão não ia morrer pro elemento areia ou parecido
Ne: °-°
você acha que é um?
Sh: anel...
H: anel?
L: anel?
Ne: ...
Sh: não falou pra eles, Nevaska?
hmmm bem
anéis que carregam ambars com poderes dos antigos guardiões de cada elemento
os guardiões eram aqueles que ensinavam os elementos pros guerreiros qud passaram de geração em geração
Ne: mas aí a ambição subiu a cabeça e mataram os guardiões pra roubarem a sabedoria e o poder
Sh: exato.
recuperar esse poder e talvez restaurar os guardiões seria um dos objetivos da resistência
então, estamos aí pra tudo
Ne: ultimamente esses casos de dragões mortos têm acontecido pra cacete e a gente não sabe o porquê
Sh: poder.
Ne: hm?
Sh: poder.
H: poder?
L: ~FODER?~
Sh: poder é algo que muitas pessoas querem hoje em dia
já que tudo leva a isso
H: como assim
Ne: é oq eu já te disse, o reino manda na gente com poder, e pra revidar a gente precisa de mais poder
então todo mundo aqui procura poder
Sh: menos nos, a gente procura justiça
H: ....
Sh: mas é, se vocês fizerem a missão e recuperarem o anel eu dou o distintivo
Ne: vem com a gente?
Sh: nao, EU tenho coisa mais úteis pra fazer.
eu vou ao palácio do mar
Ne: fazer o que lá
Sh: essa missão em específico vocês não precisam saber.
H: °°
L: ue...
Ne: 😪 complicado
Sh: se me dão licença *abre a porta e sai
H: ... e agora?
Ne: *procurando umas coisas
é, não tá aqui
vamos pro ferreiro
*abre a porta e sai
H e L: ferreiro?
**chegando lá
Ne: *abre a porta que toca um sininho
??³: *olha pra trás {é um cara de cabelo e barba preta, super gigante com uma roupa de couro e uma calça}
OOOOO NEVASKA
Ne: eai ferreiro
??³: Oooo quanto tempo
H: ola... ferreiro né?
Sa: meu nome é Sakiro mas pode me chamar de saki
H: saki... legal
L: SAMUEL?
Sa: nao, saki.
Ne: a gente pode entrar aí e escolher algumas armas?
no caso eles né
a gente vai numa missão agora e-
Sa: OOOOO MAS POR QUE NAO PEDIU ANTES?
entra aí
H: woooooow
L: quanta coisa
Ne: escolham qualquer uma
H: *vê uma espada 3 vezes maior q ele
essa não
*vê uma adaga
essa também não
**enquanto ele tá mexendo cai uma espada na cabeça dele
AI u-ue
*olha pra espada e vê o reflexo do próprio rosto nela e no cabo de ouro
{pensa numa espada de pirata, é isso aí}
H: BELEZA EU VOU PEGAR ESSA AQHI
L: *pensando
Ne: eai, não vai escolher não?
L: EU TO PENSANDO Ô TIA
*vê uma espada que chega perto de ser uma ninjato mas não é (é tipo a espada do kazuma)
eu acho que... não. espada é coisa de político.
tem um arco não?
Ne: tem esse aqui *pega um arco bolado horizontal digno de um legolas
L: OOOO ISSO É MELHOR QUE A LEGISLAÇÃO DA INDONÉSIA
Ne: então tá decidido! aqui, ferreiro, são essas
Sa: *pega as espada do Henry e remenda ela e tal
*troca a corda do arco
prontinho, tá aqui suas armas
H: OOO GG
L: MULEEEQUE
Ne: hehehe agora vamos!
**saem da loja
Ne: antes da gente ir, tem algo que eu tenho que mostrar a vocês...
*vai em frente a uma parede
*tira uma das luvas e lambe o próprio dedo
*põe o dedo na parede e a parede começa a abrir
**se revela um grande estádio dentro de uma caverna
H: OOOOO
L: OOoo
Ne: a gente tem que treinar, vocês são meio toscos ainda
SEJAM BEM VINDOS!!! A Teikō
a arena de treinamento da resistência!
H: !!!
L: woooooow
Ne: vocês nunca lutaram de verdade né
**se posicionam a Nevaska de um lado e o Henry e o lusk de outro
Ne: AGORA EU VOU TREINAR VOCÊS DE VERDADE CARAMBA
*a voz dela ecoa
H: AI SIM
L: finalmente serei treinado..
Ne: PRIMEIRO, HENRY
H: oi
Ne: toma cuidado com a sua cauda, raposas são extremamente sensíveis aí, e isso é a nossa fraqueza
ENTÃO NAO DEIXA ACERTAREM AÍ
L: é, realmente, acertar lá atrás seria desinteressante.
Ne: E LUSK VOCE LUTA MUITO BEM
MAS PROCURA FOCAR NO SEU ELEMENTO
L: BELEZA
H: então o que faremos?
Ne: a gente vai descobrir o seu elemento
H: MEU?
Ne: E EU VOU ACABAR COM A RAÇA DE VOCÊS QUERO NEM SABER
*estende as duas mãos e forma a lança de gelo de novo
*começa a girar ela
*para de girar e bate com ela no chão criando um pouco de gelo em volta de si mesmo
*cria um casulo de gelo em volta de si mesma
PRIMEIRA COISA, VCS VAO TER Q ME ACERTAR AQUI
H: ...
L: ...moleza
*faz uma bola de ar
ESFERA DO REDEMOINHO
*joga bola no casulo de gelo que bate mas não causa efeito
H: puts queridão acho q sua bala de ar comprimido não deu muito certo
L: CALA A BOCA TA LEGAL? EU TENTEI PELO MENOS
H: *corre pra cima do casulo e acerta com a espada
*tenta fincar ela
Ne: *faz espinhos de gelo em volta do casulo e joga o Henry pra longe
H: hmmmm *olha o casulo se quebrando quando ela faz isso
°°
LUSK
o casulo fica fraco quando ataca
L: hmmmm...
H: se liga
*finca espada no chão
*sai correndo pra dar um soco no casulo
Ne: *faz os espinhos de novo
H: *troca de lugar com a espada que acerta e racha o casulo
L: gg mas agora você perdeu sua espada né mané
H: VOCE TEM UM FUCKING ARCO ACERTA AQUILO ALI
L: acertar é comigo mesmo
*mira certinho e lança a flecha mas ele erra
H: CACETE VOCE QUER UM OCULOS
to vendo que não vai dar certo fazer isso
faz outro redemoinho de não sei o que lá aí
L: se chama... ESFERA DO REDEMOINHO
*joga a esfera na rachadura que estoura o casulo e da uma grande ventania
Ne: hmmmm beleza
H: hm?
L: •~•
Ne: nada mal, foi mais rápido do que eu pensava...
mas vocês não tão num talk show então não é bom ficar conversando alto
*estende a mão e prende os pés do lusk com gelo
H: *vai pra cima da nevaska e ataca com a espada
Ne: *defende com a lança e chuta o Henry pra longe
*coloca a mão do lado da boca e cria uma bola de neve
BOLA DE NEVE
*lança no Henry
H: *desvia da bola de neve q bate na parede ali
eu nunca pensei que lutar seria tão maneiro
Ne: *olha diretamente pro Henry
hehe..
agora se prepara pro
L: AAAA SUA MALDITA
*atira uma flecha nela
Ne: *cria uma parede de gelo que para a flecha
L: oh
Ne: *vai pra cima do lusk que já tá solto
sabe qual a desvantagem de ter uma arma de longo alcance?
É QUE VOCE NAO ATACA DE PERTO
*acerta uma lançada na cara dele que joga ele pra longe
L: maldita cabeçuda
*junta as mãos
TORNADO BOLADO
H: é cada nome
L: *joga a Nevaska longe
Ne: Henry, tem uma coisa que eu quero te ensinar
*faz uma bola de neve
H: o que?
Ne: REBATE ISSO AQUI
*joga no Henry
H: O QUE
*leva uma bolada muito forte de neve no estômago e cai no chão
ai
Ne: peguei pesado?
H: *levanta VICE NEM ME FALA COMO QUE REFLETE COMO É QUE EU VOU SABER
L: O SEU COLCHONETE
Ne: aiaiai
HENRY
H: oi
Ne: direciona a sua mana pra espada
*estende a lança e faz o mesmo
*fecha os olhos
assim que você faz isso, a mana é como um espelho que reflete mínimas partículas de luz fazendo você ver a sua própria cara
é mais ou menos isso
mas concentrando com velocidade
você reflete o ataque e ele se torna seu
pensa num espelho
*olha pra lança e o reflexo dela mesma na ponta feita de gelo
H: como um espelho?
Ne: *lança outra bola de neve nele
H: espelho...
*consegue sentir a mana fluindo na lâmina
*e então quando chega o ataque ele sente a velocidade e vai com tudo direcionando o ataque de volta como se fosse ele concentrando a mana na espada
REFLEXO DE LUZ
Ne: *desvia
**bola de neve explode atrás dela
é isso, uma habilidade exclusiva das raposas
H: wooooah
L: E EU?
Ne: ei lusk, foca mais em um só ataque, depois você pensa nos outros
eu gostei muito dessa sua bolinha
H: a bola de gude arejada?
L: É ESFERA DO REDEMOINHO SEU HERBÍVORO
mas então...
*faz a esfera na mão
DEPENDENDO ELA FICA MUITO MAIS FORTE
*concsntra todas as energias nela e faz uma super bola maciça na mão
pesado
*lança ela bem rápido na direção da nevaska
Ne: *DESVIA MUITO POR POUCO
QUALÉ MANÉ TA TENTANDO ME MATAR
L: nao era esse o objetivo
Ne: CLARO QUE NÃO
a enfim, eu acho que tá tudo bem por agora
*bate a lança no chão e quebra ela
VAMOS NESSA PESSOAL
**chegam na porta de um caminho de árvores
{la tem um monte de cavalo preso, e olhando tem vários mapas e plaquinhas mostrando onde tão as vilas}
Ar: *segura ombro da nevaska
nevaska, você acha que vai ficar tudo bem com eles?
Ne: sim, eu confio neles
você não?
Ar: eu nunca disse nada
[obs: quando o Art aparecer a sigla dele ou vai ser AT ou ART mesmo]
Ne: eu tenho que ir
*puxa um cavalo
H: um cavalo só?
L: ele aguenta?
Ne: eu e henry valemos por 0,5 pessoa e o lusk por 0,8
L: como você calculou isso?
Ne: eu não calculei
L: porra.
**sobe Nevaska na frente, Henry no meio, e lusk atrás
(o cavalo nem sequer se mexe, parece a coisa mais fácil do mundo levar esses 3)
Ne: viu?
L: meu deus quantos quilos vocês tem?
Ne: vamos!
*faz um movimento lá e o cavalo começa a andar pra longe
Ar: *olhando
Wi: *encosta no Arthur
Arthur eu encontrei algo estranho...
Ar: o que houve
Wi: no quarto do shibaru... ele deixou umas anotações...
*mostra pro Arthur
Ar: *lê
*vê desenhos de um cristal da água e um guardião
guardioes de agua?
Wi: *vira página pra ele
Ar: ... *lê
Hoje eu ------(folha arrancada)
e me inflitrar na ordem ---------
roubar um certo alguém
Ar: você acha que?
Wi: sim.
Ar: vamos investigar isso
*saem correndo em direção a casa principal
...
No próximo episódio
NAJIYU EP 5
Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...
🖤
submitted by henrylore to Najiyu [link] [comments]


2020.09.10 15:46 henrylore Najiyu Ep 1 - A cachoeira

*Cenário todo pegando fogo
*cenário todo destruido
*explode um pedaço de um castelo ¿¿¹(pessoa de olhos vermelhos): acabou. eu destruí o líder em alguns segundos.
¿¿²(uma moça de cabelo rosa): você nem sabe o que você pode causar se fizer isso! VOCÊ NÃO PODE DESTRUIR TUDO
¿¿¹: é uma pena que todos vocês só conseguem dizer isso...
¿¿²: eu não vou deixar! *puxa espada ¿¿¹: *ataca rapidamente e acerta com a espada na ¿¿² é uma pena né... que nem esses poderes sagrados que você tem... são suficientes pra parar uma guerra ¿¿³(um velho com uma manta e um tridente): VOCE NÃO VAI CONSEGUIR *corre em direção ao ¿¿¹
**explode tudo
**você consegue ver uma criança caída no chão dentro do castelo em um lugar mais no cantinho dos escombros depois de tudo destruído
**da zoom na testa da criança e você consegue ver uma espiral
*muda pra um tempo depois e tudo volta ao normal
**numa casa
[o cenário é um quarto, com uma cama e uma mesa de cabeceira]
**debaixo do cobertor:
*sai uma cauda (de raposa)
??: *levanta e sai da cama (você consegue ver o símbolo na testa dele tbm)
hmmmmm
*abre a porta e sai do quarto
tem alguém aí?
**literalmente ninguém responde
*vai na cozinha
DOKE!
Doke?
Dooookeee....
...
Doke?
é, ele sumiu
*sobe na mesa possibilitando nossos queridos espectadores de ver o character design do nosso querido Henry
Henry
Idade: 12 anos (vai fazer 13) Altura: 1,59 Cabelo: loiro e cacheado Coisas adicionais: ele é uma raposa mas ele mesmo não …
Do: Henry? acordastes
H: *corre em direção ao doke
SIM!
como vc ta, conseguiu o telescópio q vc queria?
Do: nah, ainda não
H: mas já se fazem alguns meses...
Do: você sabe, não é todo dia que se vendem telescópios por ai
H: mas e a chuva de meteoros daqui a uma semana?
*faz carinha de choro :(
Do: relaxa a gente vai conseguir *abraça o henry
H: ... ei doke, já faz um tempo que eu quero te perguntar isso....
olha, eu nunca vi bodinhos andando com duas orelhas laranja e uma cauda laranja... então?
Do: você é um bode diferenciado
H: igual você que tem um chifre enorme?
Do: ainda bem que você não é um peixe, porque se fosse um, eu já teria pescado-
H: '-'
fiquei com medo
Do: imaginei. enfim, eu vou pescar
H: tabom, vê se não traz um baiacu dessa vez
Do: vou trazer dois, serve?
H:
*sobe na mesa possibilitando nossos queridos espectadores de ver o character design do nosso querido Henry
H: VE SE NAO DEMORA TA BOM?
Do: PODE DEIXAR...
H: ainda me da calafrios de pensar de onde eu vim...
**cai um livro de capa azul lá da estante
H: ... as pesquisas do doke... H: *abre o livro
Raposas são vistas normalmente na parte mais floresta de Naji, normalmente encontradas nas partes mas frias, e nas partes mais quentes no inverno.
Raposas são reconhecidas em Naji pela sua capacidade de controlar o fogo e de sua velocidade.
Raposas se adequam a novas experiências muito rápido
Raposas costumam ser mais sensíveis na cauda, tornando-a um alvo dos inimigos quando se trata de derrotar uma raposa.
Raposas da neve costumam ser brancas por se adaptarem a se camuflar na neve
Raposas da neve se adequam melhor a climas mais frios, e costumam ser mais experientes em áreas de caça.
Raposas vermelhas Possuem coloração laranja na cauda e nas orelhas E podem estar em qualquer região, menos a de calor extremo H: *olha pra própria cauda
^
e preferem ambientes mais aconchegantes
H: *tem um flashback do passado
{DOKE EU NAO VOU DORMIR SEM COBERTA!!}
to começando a perceber um padrão aqui...
^
Têm dificuldade de controlar mais de 1 elemento
H: *olha pro proprio dedo
eu quero... FOGO!
.
.
.
FOGO!
.
.
.
...fogo?
é, ninguém me ensinou isso afinal né...
vamo continuar
^
Raposas do deserto ou Feneco
**ouve a porta
Do: tô em casa
H: !!!!!!!! *fecha os olhos e aponta o braço na direção do livro *teleporta o livro pra estante *da um sorrisinho
*sai correndo
Do: tá em casa??? ah oi Henry
H: oi Doke tudo bom quanto tempo
Do: eu tô morrendo de cansaço...
H: mas são 12h...
Do: você fica cansado todas as 23h e 6 minutos do dia, Henry
H: não se compare comigo.
Do: você parece assustado, o que houve?
H: ... eu tava conversando com os coelhos ontem... e... já ouviu falar de raposas?
elas parecem bem parecidas comigo pelo oq falaram
Do: parecem bem parecidas é o auge do que tu ja me falou...
hmmmmm....
não, elas não tem nada a ver com você
H: MAS EU TENHO CERTEZA QUE-
Do: vamo lá Henry voce deve tá com fome, pega alguma coisa na cozinha e vai comer.
H: doke, EU sei que eu sou uma.
Do: *olha pro livro e ve ele meio caído Você olhou minhas coisas né?
H: sim.
Do: hmph...
H: *vira pro lado e pega o livro da estante
Do: *lendo
eai, o que vai fazer com essa informação?
é Henry você é uma raposa.
H: o que aconteceu com a minha família
Do: eu ainda não posso te contar *joga o livro no chao
o reino não deixa-
H: dês de quando a gente tem um reino?
vocês nunca me contaram nada mano
Do: Henry, isso é coisa de 10 anos atrás, você não vai querer sbar
H: QUANDO EU TINHA 2 ANOS?
Doke, a minha infância foi só apagada e eu não posso saber de nada....
Do: sua infância foi comigo, e você deve lembrar disso
H: E ANTES DISSO?
eu não vejo duas cabras parirem uma raposa
você nem lembra quando eu nasci né?
Daqui a 2 semanas é meu aniversário, você lembra? Do: ... ffff Henry o importante é que somos felizes ago-
H: é tudo sempre a mesma coisa eu queria sair e fazer aventuras mas você sempre fala que se eu me distanciar eu posso ser sequestrado ou sei lá eu sou um fugitivo por acaso? *sai pela porta da cozinha
Do: ...
[eles moram no topo de uma cachoeira, inclusive]
H: *na ponta da cachoeira pensando
...
*pega um ukulele de um lugar ali perto
Dó Ré Mi Fa...
Do: HENRY
H: que foi agora
Do: você ainda quer conversar sobre...
raposas?
H: não, quero conversar sobre o que houve 10 anos atrás
Do: Henry SE VOCÊ FUGIR TUDO VAI-
H: TUDO VAI? ? ? ? ? ? ?---
uh-
*escorrega da pedra e cai da cachoeira de 1km de altura
Do: HENRY
...
H: AAAAAAAAAAA
**
H: .........
*levanta
aaaah
??: *olhando pra ele
Ih ala, macaco novo na área...
H: AAAH
quem é tu
??: quem é tu né eu so te vi caindo igual a maçã na cabeça do isaac newton e tu vem me perguntar quem sou eu?
H: é o que?
L: vai, levanta dai da agua que ficar com a bunda molhada em pleno inverno não vai ser muito legal. Meu nome é Lusk. mas pode me chamar de...
*faz umas pose mt aleatória
LUSK!
H: .-. ok confesso que estou indeciso sobre qual dos dois te chamar
L: HÁ AGORA QUE NAO TEM DUVIDAS SOBRE QUEM EU SOU.... quem é você
H: meu nome é henry, eu caí porque eu tropecei e eu venho de uma família de cabras
L: hmmmmm. *coloca a mão no queixo em posição de análise
olha eu não sou nenhum profissional em biologia mas... suas orelhas e cauda não condizem com as de uma cabra...
H: valeu aí médico do SUS
L: nada
mas aí não seja por isso, venha conhecer a vila a menos que queira ficar andando na cachoeira até a conta de agua da terra chegar
---um tempo depois---
**os 2 andando na vila
L: então quer dizer que você é uma raposa?
H: uhum
L: e você caiu do ceu?
H: uhum
L: e você...
H: sim.
L: ok. tendo em vista tudo isso eu vou me apresentar
EU SOU LUSK O GRANDE
**passa uma bola de feno
H: ah sim....
L: MAS EU NÃO TE MOSTREI A MELHOR PARTE
*junta as mãos e levanta uma grande ventania pra cima do henry
H: *coloca a mão na cara
é assim que vocês cumprimentam as pessoas por aqui?
L: na maioria das vezes
H: entendi
**corta pros 2 andando pela vila
L: olha só eu tenho que dizer pra você tomar cuidado quando anda comigo, muitas pessoas me conhecem e eu sou muito famoso ok? **os 2 tão passando numa vendinha
L: OLA MEUS FÃS
Mta gnt: FÃ O CACETE! OU SAI DAI! PARA DE GRITAR EU QUERO DORMIR!
H: realmente eles te amam
L: viu? *cai um tomate na cabeça do henry
Pessoa que jogou: *fecha a janela
L: EI NÃO ENCHE OU EU ARRANCO A SUA CARA FORA!
caham, onde a gente tava? falando nisso? Tu é uma raposa?
H: uuuh, sim?
L: ah legal, é que eu nunca vi raposas por aqui
H: e você já viu raposas?
L: quando eu morava no reino e não aqui na vila
H: hmmm, e como é lá
L: olha, cara, confia em mim, é melhor a gnt não conversar sobre aqui.
H: ?
L: depois te conto. ENFIM, não é todo dia que se cai de uma cachoeira, conta mais sobre a sua cara H: ele parece nunca ter visto um ser humano antes Hmmmmmmm... eu... eu tava conversando com o Doke
L: e quem é o brother
H: ele é tipo meu pai só que não é meu pai saca
L: Não.
mas enfim pelo visto você me entende bem
mas e agora, o que pretende fazer agora que caiu aqui em baixo?
H: ... eu acabei de acordar então eu tô com fome
L: COMO ASSIM VOCE ACORDA 17H MANÉ
H: ue *vira a cabeça e olha pro lusk
L: VOCE DORME MAIS QUE UM HOMEM ANIMADOR DE FÉRIAS
CACETES
mas confesso que não comi nada até agora também...
*bota a mão no bolso e puxa umas moedas
mas eu acho que dá pra comprsr um ramen pra você
H: seriao? não precisa cara
L: mas eu quero.
H: ah então eu não posso fazer nada
então onde q a gnr compra
L: na loja do seu Imura claro
H: Imura?
L: ele é um cara elegante, relaxe
H: :0
**um tempo depois
L: *abre a porta do lugar
(o cenário é um lugar pequeninho onde tem um teto transparente com folhas por cima [o tamanho é tipo do ichiraku mas maior])
*da um socão na mesa
AE TIO O QUE TEMOS PRA HOJE
**vem do além um hashi voador
L: *segura ele com os dedos
??: *poe uma tigela na mesa
E O QHE TEMOS PRA HOJE
L: TIO IMURAAAAAA
Im: Olá.
o que comerás hoje caro MENINO!
L: uuuh o de sempre mas não vou ser eu quem vou comer
eu trouxe um cara
H: oi
Im: ... MENINO! OLA PRAZER
*aperta a mão do Henry
H: uuuh
Im: SEJA MUITO BEM VINDO AO IMURA CAFÉ ONDE VOXE PODE COMPRAR QUALQUER COISQ QUE QUEIRA COMER
L: até pedra
Im: XIM MENINO!
*olha direito pro henry
...
Uma rapoja por aqui... estranho... onde é que o luxk axou exe menino...?
TOME
*coloca ramen na mesa e da os hashis pro Henry
H: valeu, velhote
Im: Ei Luxk precisamos convexar
L: *desce da cadeira e vai pra trás do balcão
*vai lá pra trás
H: *consegue ouvir um pouco abafado
Im: voxe nao xoube que o guarda real malhuco vira hoje?
L: guarda?
Im: nós xomos rivais então elex prometeram mandar uma menxagem hoje..
E XE VIREM UMA RAPOJA O QUE FARAO?
L: tem razão velhote
H: ...
*mini flashback
Do: Henry o reino ele pode ser muito perigoso para raposas nós não podemos nos arriscar assim...
...
L: voltei Henry
H: terminei de comer, muito obrigado cara
L: *barriga ronca
*da o dinheiro pro cara
Im: ... o que voxe vai querer?
L: mas eu não tenho mais dinheiro
Im: o do MENINO é de graxa voxe é o único que paga aqui
L: OOOOOOOO
**um tempo depois um pouco de noite
L: estou cheio cara
H: to vendo
L: mas nós temos que conversar mano
H: hm?
L: acontece que um cara sinistro vai aparecer aí daqui a pouco então nós temos que...
*lembra doq o Imura disse
Im: eu irei abrigar vocês. então venham para cá amanha
L: nos refugiaremos na casa do Imura
H: tranquilo então
L: espero sair vivo dessa...
H: mas aí você não me mostrou sua casa você tem casa não é?
L: Nao, EU sou um mendigo.
H: que bosta hein
L: É OBVIO Q EU TENHO CASA MANE
H: la você me explica direito tudo
**chegando na casa do lusk
[é uma quitinete meio desarrumada com um banheiro e um sofá e uma mesa]
L: *mexe debaixo do sofá e pega um mapa enrolado
*vai em direção a mesa e estende ele lá
aqui é o reino de Valdehalle
*aponta um pouco do lado
aqui é Heartville, onde a gente tá
H: e essa neblina aqui?
L: sei lá eles chamam isso aí de reino da neblina oculta
dizem que são uns caras que vão contra o reino
H: ...
L: vai entender né
H: *levanta
a gente tem que acordar cedo amanhã pra poder ir pra casa do Imura se der tudo certo a gente sai dessa tranquilo
L: o que vc planeja fazer você só caiu aqui você não consegue voltar?
H: eu caí aqui em busca de informações sobre mim mesmo
e pra descobrir coisas que meu pai não pôde me contar
L: ...
H: vai que a gente muda algo né?
L: *da um leve sorrindo
olha, amanhã eu irei te acordar SE VOCÊ NAO ACORDAR EU TE CHUTAREI
H: tá bom pedro cara feia
**no dia seguinte
.. L: ACORDA MARILENE QUEM GANHA DINHEIRO NA CAMA É
H: ja acordei... o que você ia falar
L: hm? testador de colchão claro todo mundo sabe que quem ganha dinheiro na cama é testador de colchão
H: ah sim...
L: *pega o mapa
VENHA
**os 2 saem na direção do Imura Café
L: *ve os moradores com armas andando por aí
..... hoje não é um dia bom
H: ....
**vão andando na espreita
H: pq a gnt tá se escondendo
L: pq se nos virem vão mandar a gente ficar com alguém que a gente nao quer então trate de se esconder
H: *entram num beco
??¹: *vê cauda do Henry
*vai em direção ao beco e olha
hmph, deve ter sido impressão
H e L: *chegam no Imura Café
H: *bate na porta
Im: MENINOS! Ah que bom que extao aqui
entreis
**os 2 entram
**ouvem algo explodindo
Im: elex ja devem ter chegado
oh não
H: isso é um problema
L: ugh
H e L: *se escondem na cozinha
??²(um guarda aleatório do reino): PROCUREM EM TODAS AS CASAS eles devem estar por aqui
eles não pagaram o que deviam
e tem uma raposa aqui você diz?
??³: é-é sim senhor!
....
??²: hmph...
PROCUREM EM TODAS AS CASAS!
H: °°
??⁴: *bate na porta da casa do Imura
TRM ALGUÉM AÍ
SE TIVE DIGA AGORA!
Im: .... isso é um problema
??⁴: ABRA EU SEI QUE TEM ALGUÉM AÍ
*bate mais forte
Im: me dexculpe meninos já volto
uuh sim?
??⁴: TENS UMA RAPOSA AI QUE EU SEI
Im: nao tem nada aqui
??⁴: EU ESTOU SENTINDO MANA E NÃO É A SUA
Im: uuh relaxa, não faz sentido querer procurar num restaurante
EU SO ESTAVA AQUI QUANDO COMECOU ESSA INVASÃO
H: voce notou isso?
L: o que
H: o Imura nao tá falando errado...
L: isso é alarmante...
??⁴: *quebra a porta do restaurante
me mostre.
Im: me desculpem
*junta as mãos
*levanta umas pedras do chão
??⁴: *defende com as mãos
... me deixe passar
*explode tudo
H e L: °°
*se escondem um em cada armário do restaurante
??⁴: não devem estar aqui
DEVEM ESTAR AQUI PERTO PROCUREM!
L: vem, Henry temos QUE-
*congela na saída
....
H: o que fo-
L: i-i
**veem Imura no chão e tudo destruído
L: ........
H: ah não...
....
continua no próximo episódio :D ep 2 Rivais de Reinos diferentes, o mais forte prevalece...
submitted by henrylore to Najiyu [link] [comments]


2020.07.22 02:28 Akateron GAROTA DE BRANCO

Não estou louco, você tem que acreditar em mim. Olha, vou contar mais ou menos o que lembro. Como deve saber, moro sozinho há anos desde que meu avô morreu de câncer, nunca tive irmãos, perdi meus pais num acidente de carro ainda na infância e um ano depois foi a minha avó vitima de um infarto. Quando passei a morar com meu avô naquela casa, sentia um medo no início porque sempre soube que na sala de visitas houve diversos velórios, inclusive o dos meus pais. Sabe como é, naquela época, aqui no interior de São Paulo ainda tinha o costume de velar o corpo em casa, o do meu avô foi assim também. Durante o tempo que vivi com ele jamais tive problemas, era uma paz maravilhosa apesar das nossas perdas, mas isso acabou uma semana depois da morte do meu avô. Passei a ouvir passos à noite dentro de casa, no princípio achei que fosse coisa da minha cabeça, depois vi alguns vultos. Nunca comentei isso com ninguém para não me acharem louco, entende? Sei que parece besteira, mas é verdade. Há tempos não consigo dormir direito, o pior foi numa noite. Lembro que voltei bem tarde da festa de aniversário de um amigo, e como estava muito cansado eu fui dormir logo. De madrugada acordei com uma menina, que parecia ter uns dez anos, nos pés da cama olhando pra mim. Podia vê-la bem naquele escuro se destacando com seus cabelos bem longos, pele tão branca como seu vestido e os olhos totalmente pretos. Ela murmurava com uma voz que parecia ter saído do túmulo. — Por favor, me abraça. Estou tão sozinha. O pior é que não consegui me mexer sequer gritar e a criatura aproximou cada vez mais o seu rosto do meu sempre repetindo “Me Abraça!”, fechei os olhos e rezei em pensamento todas as orações que fui capaz de lembrar. Quando abri os olhos não havia mais ninguém no quarto. Desde então essa coisa não apareceu mais por lá, porém toda noite ainda escuto passos na casa.
AKATERON SIOCLÓTUS
submitted by Akateron to medonho [link] [comments]


2020.06.14 01:27 adriloaster Minha janela

Novamente estou eu sentado na minha janela, de olhos fechados e imaginando que estou sentado na janela de um prédio, em algum dos mais altos andares. Não sei explicar como sempre achei esse ato como algo de adolescentes populares quando iam refletir sobre algo que não ia bem com suas vidas. Cada dia vejo que meus vícios em romances estadunidenses algum dia vai me matar. Mesmo sendo um ato dos mais avulsos eu nao fazia muito. Talvez porque assim eu me conectava mais comigo mesmo e não estava pronto pra isso ainda. Ou talvez porque não me acho padrão o suficiente pra fazer algo do tipo. Mas agora me sinto tão bem fazendo tal coisa, tão tosca e tão relaxante ao mesmo tempo. Fecho os olhos e sinto braços ao meu redor. Eu e ela estamos sentados na grama e olhando pro lago. Não sei explicar o quanto seus olhos pretos me facinavam, e sua pele escura brilhava na luz do sol. Quando ela reparou que não parava de olhar pra ela, ela me empurra. Abro os olhos. Estou de novo na janela. E mesmo o chão estando a poucos mais de 30 centímetros dos meus pés, sinto que são metros, e que seu eu pular daqui todos vão falar q foi suicídio. Fecho meus olhos. Está noite e eu e ele estamos andando na rua. Ele olha e ri pra mim. Dou de ombros e pego em sua mão para guia-lo. Levo ele pra uma esquina e sento na calçada, ele beija minha bochecha. Abro os olhos. Ainda não sei quem sou, das multiplas personalidades que ja tive nesse mundo e em outros. Não sei do que gosto, e também não posso negar que tenho medo de me arriscar. E mesmo com poucas oportunidades de viver, tento me arriscar. E me arrisco agora sentado na janela e imaginando minhas varias versões, qual eu gostaria de vivenciar de verdade. Fecho os olhos. Estou andando. Sozinho. Olho para o seu e vejo um pássaro e começo a rir comigo mesmo pensando "será que aquele é do futuro, passado ou vai começar a sua jornada agora?". A música muda e começo a arriscar alguns passos de dança na rua, ignorando completamente as pessoas ao redor. As mesmas pessoas estão em crises iguais a mim. Abro os olhos. Sempre é difícil me ver me divertindo comigo. Espero que possa vivenciar essea sentimentos logo. Pulo da janela. Porém, pro lado de dentro do meu quarto.
submitted by adriloaster to rapidinhapoetica [link] [comments]


2020.06.12 06:58 RBaron-P1L0T Eu não sou Atraente, Eu não tenho Personalidade, Eu sou um Papel

Antes da pandemia eu conheci uma garota, e ela é linda, eu frequento o mesmo ambiente que ela quase que todo dia, logo quando eu conheci ela eu só observava ela, a gente trocava olhares e coisas do tipo mas eu não consigo fazer isso muito bem, na minha cabeça sempre parece estranho ou bizarro quando eu tento fazer isso, depois de dias só se olhando ela começou a "me seguir" e tentar falar comigo, depois de alguns dias a gente ficou amigo mas eu nunca conseguia falar de verdade com ela, eu sempre fingia ser extrovertido, como se eu tivesse vestindo uma máscara, a verdade é que o EU de verdade não consegue manter amizades ou criar novos laços com pessoas, eu sou horrível com isso, eu não consigo conversar e parece que nada flui nem evoluí, talvez eu tenha nascido para passar todo dia jogando FPS trancado no quarto, depois de traumas causados por Bullying e noites em claro pensando em me matar eu me tornei alguém anti-social (por mais que a definição certa não seja essa) eu tenho amigos, mas só falo com eles por telefone, eu odeio sair de casa porquê eu sempre fico pensando que todo mundo tá olhando para mim e falando: olha como ele é estranho. (Como eu já ouvi pessoas falando para outras pessoas que passavam na rua) as vezes eu gosto de me ver no espelho, mas na maioria das vezes eu odeio meu reflexo, quando estou em público gosto de imaginar que sou outra pessoa, as vezes eu acabo soando egocêntrico ou um pouco superior em relação as outras pessoas mas não é culpa minha, isso me faz me soltar mais, mas não o suficiente, só queria desabafar mesmo, obrigada por aguentar meu português horrível e meu drama adolescente que provavelmente vai soar besteira para você.
submitted by RBaron-P1L0T to desabafos [link] [comments]


2020.06.12 06:57 RBaron-P1L0T Eu não sou Atraente, Eu não tenho Personalidade, Eu sou um Papel

Antes da pandemia eu conheci uma garota, e ela é linda, eu frequento o mesmo ambiente que ela quase que todo dia, logo quando eu conheci ela eu só observava ela, a gente trocava olhares e coisas do tipo mas eu não consigo fazer isso muito bem, na minha cabeça sempre parece estranho ou bizarro quando eu tento fazer isso, depois de dias só se olhando ela começou a "me seguir" e tentar falar comigo, depois de alguns dias a gente ficou amigo mas eu nunca conseguia falar de verdade com ela, eu sempre fingia ser extrovertido, como se eu tivesse vestindo uma máscara, a verdade é que o EU de verdade não consegue manter amizades ou criar novos laços com pessoas, eu sou horrível com isso, eu não consigo conversar e parece que nada flui nem evoluí, talvez eu tenha nascido para passar todo dia jogando FPS trancado no quarto, depois de traumas causados por Bullying e noites em claro pensando em me matar eu me tornei alguém anti-social (por mais que a definição certa não seja essa) eu tenho amigos, mas só falo com eles por telefone, eu odeio sair de casa porquê eu sempre fico pensando que todo mundo tá olhando para mim e falando: olha como ele é estranho. (Como eu já ouvi pessoas falando para outras pessoas que passavam na rua) as vezes eu gosto de me ver no espelho, mas na maioria das vezes eu odeio meu reflexo, quando estou em público gosto de imaginar que sou outra pessoa, as vezes eu acabo soando egocêntrico ou um pouco superior em relação as outras pessoas mas não é culpa minha, isso me faz me soltar mais, mas não o suficiente, só queria desabafar mesmo, obrigada por aguentar meu português horrível e meu drama adolescente que provavelmente vai soar besteira para você.
submitted by RBaron-P1L0T to brasil [link] [comments]


2020.05.05 04:14 CafeComPedro Gt do Guidão

Gt do Guidão
>Tudo começou quando finalmente consegui marcar um encontro com a deposito dos meus sonhos
>Caroline, uma loirinha linda, magra, mas com peitões, olhos azuis
>eu já tava no xaveco a muito tempo, e nunca tinha conseguido nada, depois de quatro meses de papo furado por MSN eis que ela aceita.
>pois bem, chegou o grande dia
>era uma sexta feria liguei pra ela pra perguntar aonde ela queria ir, pois não tínhamos combinado um lugar ainda
>ela disse que não tinha nada em mente e que na hora víamos isso
>ok desliguei e tracei um plano perfeito em minha mente
>a levaria para um barzinho super chique aqui da cidade pagaria tudo o que ela quisesse beber e depois iria embora por uma avenida cheia de motéis e parar na frente de um sem dizer nada
>com certeza daria certo
>comeria aquela lorinha de peitos grandes com toda a certeza
>meteria naquela bucetinha rosada sem parar e assim perderia minha virgindade
>depois começar a namorar e constituir família com a mulher dos meus sonho.
>tudo dando certo em minha vida amigos
>meu pai me emprestou o carro e ainda me deu 300 reais
> “O que, finalmente vai sair de casa em uma sexta a noite? E ainda com uma garota, toma aqui as chaves filhão e mais trezentão pra farra”
>feelsansiedade.jpg
>parecia que demorava 36 horas pra chegar as 22:00
>pra passar o tempo joguei uns games no PC
>assisti sessão da tarde
>comi umas bolachas recheadas e etc
>e claro, dei uma fapada como nunca antes tamanha a minha felicidade
>também porque não queria gozar com 14 segundos de transa
>logo como minha deusa
>antes de sair ainda li alguns contos de sacanagem pra pegar algumas dicas
>21:30
>banho tomado
>perfumado
>gel no cabelo
>vejo se minhas camisinhas que ganhei na escola ano passado estavam no meu bolso
>fui pra batalha
>meu pai estava radiante,
>abriu e fechou o portão de casa pra mim
>chego na casa dela
>toco o interfone
>ela diz que vai descer em alguns minutos
>nem acreditei quando ouvi isso vindo daquela boquinha doce que tanto imaginei colocar minha língua dentro
>ficp ali olhando pra casa dos meus futuros sogros
>ia vir muito ali ainda pensei comigo mesmo
>portão automático se abre e sai um corolla novo de dentro
>ele parou na do meu lado e uma loira estava dirigindo
>era a mãe de Caroline e era linda
>uma verdadeira milf potranca
>eu fico ali agradecendo a deus pelos bons genes que ele deu a minha futura esposa
>a milf olhou pra mim com um sorriso e disse: “Você deve ser o amigo da Carol né? Obrigado por fazer isso, ela e as amigas delas já estão descendo.”
>eu disse que não tinha problema nenhuma e que seria uma honra fazer isso para a filha dela
>ela sai dirigindo para a rua e o portão se fecha
>mas ela tinha dito ela e as amigas dela?
>fuckingmenage.url
>ouço a porta da casa se abrindo e dela sai Caroline
>com seus cabelos loiros esvoaçando
>um sorriso doce nos lábios
>vi aquela cena em câmera lenta anões
> nem acreditava que aquela deusa de seios fartos e barriguinha tanquinho estava vindo em minha direção
>e acreditei menos ainda quando ouvi mais vozes saindo pela porta e logo depois mais três garotas que nunca tinha visto na vida saindo também
>caroline chega e beija meu rosto e pergunta com a voz mai sensual do mundo
>“Demorei muito?” ,
>demorou nada
>ela vai entrando no carro
>as amigas entraram no banco de trás
>fico pensando em que porra esta acontecendo
>Caroline abre o vidro e me fala
> “vamos lindo, não quero me atrasar, hoje a pista vai ficar pequena.” , >filha da puta
>queria ir embora,mas aquela voz tem controle sobre mim
>entro no carro sem falar nada
>ligo e saio andando, sem saber direito qual era o meu destino
>feelswtfnemtemformatosaporra
>no carro com minha deusa caroline e mais tres vadias
>duas amigas gostosas
>e uma gordinha cheia de maquiagem que tomou banho de perfume de pobre e misturou com suor
>fui sacaneado pela minha deusa
>penso em parar o carro e mandar as 4 descerem,mas estou sozinho com quatro garotas dentro de um carro
>beta betoso
>nao da pra fazer nada,travo
>só consigo dirigir e seguir com as coordenadas que caroline diz
>só ouvia ela e seguia em frente ouvindo aquela voz maravilhosa e aqueles peitos gigantes balançando em cada lombada ou burado
>continuo dirigindo
>elas falam feito matracas
>ficam falando dos garotos e de quanto iam beber
>carolina manda eu virar a esqina que tem que fazer algo antes
>viro sem soltar um pio
>continuo seguindo caminho
>quando vi entrei num beco fudido
>nunca entrei naquele bairro antes
>ela manda eu encostar
>percebo que la na frente tem um grupo de meliantes olhando pro carro
>uma das vadias do banco de trás grita 'ei guidão,vem aqui
>negão de 2 metros de altura
>mistura de banha com músculos começou a andar em direção ao carro
>trava em tantas dobras que nem o batman invadiria o meu sistema
>ele chega perto do carro
>cumprimenta a amiga da caroline
>se conheciam
>feelsnaovoutercarroroubado.txt
>ela pergunta se ele tem daquela ai
>ele diz que tem que sempre tem e pergunta quanto vai querer
>a vadia diz o de sempre
>estavam negociando drogas do meu lado e trazendo pro carro do meu pai
>coração disparou
>finalizaram a negociação
>ligo o carro
>ja saindo Guidão grita pra eu parar
>paro o carro
>ele pergunta se estamos indo pra festa ale
>caroline disse que sim
>as biscates queriam ir numa rave
>começo a pensar em um monte de desculpas pra elas descerem
>Guidão pergunta se pode ir com a gente
>elas falam que sim sem nem perguntar pra mim
>só consigo tirar forçar pra falar que o carro ta lotado
>caroline agarra meu braço
>aqueles peitos gigantes roçando em mim
>ela fala que nao tem problema que ela e as amigas vao uma no colo da outra
>nao consigo responder nada só concordei com a cabeça
>guidao fala que nao da pra ir atras
>ele chega do meu lado e manda eu pular pro lado e caroline ir atras que ele vai guiando
>paro e penso que nao sabia onde estava e que se entrasse em rua errada ia ser metralhado por traficantes
>eu chego pro lado e ela vai pra tras
>ele começa a dirigir
>no carro do meu pai
>com quatro garotas
>um traficante
>indo pra uma rave
>e transportando drogas
>ele vira e pergunta se eu sei o por que do apelido dele ser guidão
>falo que não
>ele diz que o pau dele é preto e do tamanho de um guidão de bicicleta
>as vadias começam a cherar no carro ainda
>guidao vira e fala que ontem apareceu um negao morto sem os olhos e com um cabo de vassoura enfiado no cu
>ele vai pegar o celular pra mostrar a foto que tirou
>tijolo baiano atinge a porta do carro do meu lado
>arregalo os olhos e só consigo ver uma negona gorda com um molequinho no colo gritando 'GUIDÃO FILHO DA PUTA,VOLTA AQUI JA TA INDO ATRAS DE PIRANHA DENOVO'
>ela se prepara pra jogar outro
>ele consegue desviar graças as suas pericias de piloto de fuga
>ele acelera e saimos do bairro
>guidão e as vadias rindo feito hienas
>ele pula varios sinais vermelhos e fala "cara essa rave que vamos vai ser animal"
>ele pergunta qual das la de tras vou faturar
>travo e nao sei o que falar
>caroline fala ele vai ficar com fernando minha priminha,ela ta afim dele dese que entramos no carro
>penso,fernanda?
>porra era a gordinha
>minha deusa estava me empurrando a gordinha
>ela nao falava muito com as outras
>percebo que só chamaram ela pra eu ter o que fazer na rave e nao vir embora
>guidao fala que chegamos e pede vintão pro estacionamento
>ele estaciona o carro e do nada todo mundo evapora só sobrou eu no carro
>olho pra um lado e pro outro e vejo gente chapadona sem camisa,piriguetes,pessoal dançando de oculos que nem macaco
>me sinto no inferno
>tento sair de fininho e pegar o carro e fugir pro pc
>percebo que guidao pegou as chaves
>rage.jpg
>penso que nao pode piorar e vejo a gordinha me olhando
>fernanda ficou me encarando por uns minutos
>ela começa vir na minha direçao
>nao sou bonito,mas acho que da pra pegar algo melhor
>ela chega e fala oi
>eu digo oi
>ela fala doq a caroline disse no carro e diz que realmente gostou de mim
>ela queria ficar comigo,meu deus
>beta betoso,virgem,mas não era bv
>resolvo encarar pra nao passar tudo em branco
>vou pra um canto com ela e começamos a nos beijar loucamente
>ela era boa,beijava como se ofsse a ultima vez que beijaria alguem
>entro no clima,vou me empolgando
>ela tinha tetas gigantes
>começo a apertar aquelas tetas gigantes
>pego naquela bunda gigantesca
>começo a chupar os peitos dela
>ela começa a gemer cada vez mais alto
>pau ja tava pra fora
>gordinha fazendo uns movimentos retilinios uniformemente acelerados
>ela deu um grito de extase e gozou
>gozou tao loucamente que caiu no chao babando
>começou a ter espasmos musculares e começou a se mijar
>ela tava tendo uma convulsão
>fudeumateiavadia.pwp
>eu começo a gritar e algumas pessoas vem pra ajudar
>pessoas aleartórias começam a perguntar oq eu fiz pra ela
>me jogo no meio da multidão saio correndo
>me escondo no meio de duas barracas
>tomo um ar
>maos tremendo,mas pensando caralho sou foda fiz a gordinha ter uma gozada epiletica,sou foda
>estufo o peito
>cheio de coragem
>começo a procurar a caroline
>quero ficar com ela de qualquer jeito
>me pegam pelo colarinho e me jogam no chao
>sinto um cheiro de maconha
>sou rodiado por cinco japas vestidos como rapers
>um deles chega até mim com corrente de prata gigante
>ele fala que ficou sabendo que eu cheguei no mesmo carro que guidão
>eu nao respondi nada
>ele fala que mando guidao nao vender na area dele e diz que tenho 10 segundo pra falar onde ele esta ou vai me encher de porrada
>os japinhas rappers me levaram pra uma tenda no canto da rave
>me sinto na serie 24 horas
>fico uns minutos ali
>entra um japinha baixinho,de bandana e oculos escuros,sem camisa e cheio de corrente no pescoço perguntando sobre o guidao e mandando eu dar o bagulho que eu tava vendendo com o guidao
>começo a chorar falando que nao tinha nada,choro muito,que nao sabia de nada,só vim de carona com guidao que não traficava nem usava nada
>o japinha começa a rir de mim
>me pega pelo colarinho e me leva pra fora
>ele me deixa com um gordao e manda eu dar um role por ai pra achar o guidao
>penso em correr mas o gordao tava segurando meu colarinho forte demais
>vejo caroline sendo puxada por um japa era caroline
>ele chegou ate mim e pergunta se ela tava comigo no carro
>olho nos olhos da filha da puta que me colocou nessa confusão toda
>digo que não estava cmg no carro
>sou um beta betoso,nao conseguia fuder com a vadia
>japa solta ela e continuamos a procurar o guidão
>o japa gordo fica com vontade de mijar
>vamos pros banheiros quimicos
>um banheiro do lado do outro
>japa abre a porta do banheiro e da um pulo pra tras
>era guidao com uma neguinha la dentro chupando sua benga
>aquela rola era gigante
>do tamanho de um guidao de bicicleta
>tinha a espeçura de uma lata de refrigerante
>o tamanho da monstruosidade daquela rola assustou nos 3
>ficamos parado ali auns segundos
>tempo o bastante pro guidao se desgrudar da nehuinha e sair correndo igual a mil africanos atras de agua mas com as calças arriadas e uma mangueira grossa e preta balanãndo no meio das pernas
>o japa me solta e sai correndo atras dele
>o gordao fica olhando pra mim pra ver minha reaçao
>corro feito usain bolt
>consigo fugir,mas guidao ainda estava com minha chave
>precisava achar ele nao sabia como sair dali
>minha chance de sobrevivencia é o guidao
>começo a correr feito um condenado atras do guidao
>avisto caroline apontando pra mim e atras dela um japinha olhando
>japinha corre atras de mim
>a vadia me xixnovo
>levo uma rasteira e caio de boca no chao
>japinha pula em cima de mim me dando soco na cara
>levava altas bicudas quando um milagre aconteceu
>ouço um grito vindo da multidão
>"NINGUEM MECHE COM MEU HOMEM"
>era fernanda a gordinha saiu da multidão com a furia de mil mendigos
>ela derruba o japinha com um mata leão
>a gordinha era faixa preta em jiu jitsu
>ou uma gorda tremendamente apaixonada ja que finalizou o japa em poucos segundos
>peguei ela pelo braço e saimos correndo
>pergunto se ela viu o guidão
>ela diz que nao
>corremos em direçao ao muro
>faço pezinho e mando ela pualr
>adrenalina amil pra eu ter aguentado aquele saco de banha
>logo depois ela me puxa e quando vou pualr vejo caroline correndo em minha direção
>ela grita por ajuda
>japa gordao atras dela
>paro um pouco e olho pra caroline desesperada
>olho pra minha gordinha salvadora
>e pulo o muro deixo a vadia se fuder
>finalmente faço algo de que me orgulho
>começo a correr com a minha gordinha
>sim agora ela era minha
>foda-se se era gorda
>corro pro estacionamento
>tenho que levar o carro do meu pai pra casa de qualquer jeito
>lembro que ele tinha acabado de pagar o carro
>acho o carro no estacionamento
>pegou uma pedra pra jogar no vidro
>no meio do ato ouço um grito
>ABRE ESSA MERDA FILHA DA PUTA
>era guidão meu salvador
>vi ele correndo desferindo golpes de capoeira no japas que se aproximavam ate sobrar ele
>outros longe vindo em nossa direção
>ele chega perto e pede a cha
>GRITO FEITO UM MALUCO FALANDO QUE A CHAVE TA COM ELE
>ele diz que deve ter perdido no meio do boquete
>o japa gordo chega perto
>quando menos espero a gordinha se joga em cima dele pra ganharmos mais tempo
>guidao quebra o vidro do carro com um soco
>faz ligação direta
>sem nem pensar pulo dentro do carro e mando ele pisar fundo naquela merda
>ele olha pra mim e pergunta ,mas e gordinha
>FODA-SE TIRA A GENTE DAQUI
>guidao acelerou como se estivesse a 10 metros de um final de corrida
>nem vejo a troca de marcha com a tamanha habilidade conquistada em muitas fugas por esse mundo de crime afora
>de longe vejo a gordinha lutando com o gordão era muita banha pra todos os lados
>só consigo ver dali 5 japas pulando em cima da gordinha
>peço a deus pra que ela não sofra tanto
>guidao grita
>HAHAHA MOLEQUE ESSA FOI POR POUCO AUQELE JAPAS SAO UM PE NO MEU SACO
>estavamos livres e indo direto pro bairro do guidão
>adrenalina passando aos poucos
>guidao alucinado
>nunca pensei que aquele efeito das luzes passando no need for speed fosse verdade
>mas agora todas as luzes passando na minah cabeça ao som de Zeca pagodinho que o guidão tinha colocado na radio
>digo que to morto que meu pai vai me matar olha o estado do carro
>ele diz pra eu nao esquentar se eu contar toda a historia
>mas pra nao falar o nome dele se nao ele me mata e depois mata minha mae
>ele pergutna se eu tenho um cachorro que se nao tiver ele compra um e me da só pra poder matar ele tambem
>guidao para o carro na esquina e pergunta se eu queria meter naquela vadiazinha loira
>pergunta quanto eu tenho no bolso que conhece uma puta coisa fina
>ja tinha desistido de comer alguem
>entao tava contabilizando aqueles trezentão que meu pai me de pra trocar de placa de video
>chegamos na casa dele
>ele para o carro e poe aquela pemba gigante e preta pra fora e fala
>vira o cuzinho
>fudeu.jpg
>travei,sem ter o que fazer
>porra sai de casa pra comer buceta e vou ter meu cu arrombado
>meucu travou
>me preparo pra pular a janela quando ele começa a rir e fala que é brincadeira
>fico aliviado mas ele fala pra eu passar a grana
>ele leva toda minha grana
>leva meu tenis
>ele sai do carro e pula o primeiro muro que apareceu pela frente
>finalmente posso voltar pra casa
>pulo pro banco de motorista e percebo que não tem as chaves
>tento fazer ligação direta varias vezes sem muito sucesso
>ligo pro meu pai chorando e dizendo que me sequestraram e me largaram num bairro barra pesada
>um carro da policia chega e me leva pra casa
>chego em casa corro pros braços da minha mãe e do meu pai
>vou pro meu quarto
>entro no pc e falo com o irmão de caroline
>ele diz que os pais dela estão numa delegacia por suspeita de estupro
>pergunto se as amigas delas estavam com ela na delegacia
>ele diz que fernanda esta no hospital mas está bem
>fico feliz pela gordinha
https://preview.redd.it/j8ycmub8vuw41.png?width=800&format=png&auto=webp&s=a514965e538fe0c73944d27e86900e06bfffc2c9
submitted by CafeComPedro to TextoVerde [link] [comments]


2020.04.25 15:23 desonradoimperdoavel Vale a pena sair do Brasil?

Bom Dia! Ontem já havia feito um post, e hoje, estou fazendo outro com uma pergunta que fica batendo na porta a todo momento: vale a pena sair do Brasil?
Bem, eu sei que com a COVID-19 fica impossível de sair no momento, mas, e depois? Aqui no Brasil a Saúde é muito precária, hospitais e UPAS, sem médicos ou medicamentos o suficiente. Agora com a pandemia, a saúde pública está um caos completo.
Os policiais são treinados, tem sua devida proteção e etc, mas alguns, não a maioria, geralmente são abusivos, sempre agredindo de uma forma violenta, eu sei, é merecido, mas, agredir ao ponto de quebrar? já é demais, até mesmo pra uma autoridade, além de alguns se acharem o chefe do parquinho, e culpar qualquer um pelo crime, além de alguns serem corruptos.
A educação do Brasil, tem seus altos e baixos, o público infelizmente tem professores que só ficam colocando matéria atrás de matéria e dane-se, salas extremamente lotadas de alunos que não ligam pro futuro, poucos estão ali para se esforçar mesmo. Há notícias de maconha sendo vendida em colégio público, já que, os jovens sempre são o público alvo de traficantes, se eu estiver errado, por favor, me corrija nos comentários, que irei editar o meu post. Nunca estudei em um colégio público, só estou digitando coisas que parentes e professores falaram.
A política do Brasil, bem, acho que não tem muita coisa pra se falar, né? Lava Jato, trocar o ministro da Saúde no meio de uma pandemia, impeachment e etc.
A Cultura, pra mim, é um pouco questionável. Quer um exemplo de algo questionável? Carnaval.
Bem, falei sobre os pontos negativos do Brasil, agora irei falar sobre os pontos positivos.
Diferente de outros países no Brasil, você pode ser o que bem entender. No Japão, Coreia e outros países com ensino rigoroso, e pais exigentes, você tem que se esforçar pra conseguir no mínimo uma aprovação, e se você não conseguir, se prepara para uma decepção enorme. Geralmente nesses países, mesmo antes de nascer, você tem seu futuro decidido pelos pais. No Brasil, não, você é livre para ser o que quiser, logicamente, haverá pessoas te olhando de forma torta, mas, ninguém irá te forçar a nada que não queira.
A Cultura é bem diversificada, várias pessoas de outros países vem e moram no Brasil, por conta de oportunidades que aparecem. Assim, trazendo um pouco da cultura de outro lugar.
Brasileiros, em sua grande parte, são bem receptivos com estrangeiros.
Pontos turísticos interessantes: Cristo Redentor, é um deles.
Se você fala mais de uma língua, parabéns! Você possivelmente terá uma oportunidade maior do que os demais, principalmente se você fala inglês.
Há muitos pontos negativos e positivos, mas dei destaque as quais achei mais importantes. Juntando isso tudo, o que eu pergunto é: vale a pena sair do Brasil para procurar uma oportunidade melhor?
Eu tenho 15, quase indo para meus 16 anos de idade, e sempre tive essa duvida de ir ou não estudar fora do Brasil. Falo Inglês fluentemente, e Japonês, não de forma fluente, mas sei o básico pelo menos.
Eu falo com meu amigo sobre ir para fora tentar um algo, mas, ele sempre olha com uma cara de desaprovação, como se eu estivesse deixando o país na mão quando ele mais necessita.
Sempre quis ajudar os outros, disse para minha avó doar os meus antigos brinquedos e roupas, já que não tinha mais idade para brincar e algumas roupas não se encaixavam mais em mim, tudo em perfeito estado, e se algumas não estivessem, jogava fora, mas ela se recusou, motivo? não faço ideia.
No Brasil, infelizmente, tem pessoas que necessitam de ajuda, por conta das drogas, bebidas em excesso, abandono de menor, maus tratos, grandes taxas de homicídio, mulheres sendo violentadas, suicídio e depressão. E essas pessoas precisam de ajuda.
Realmente não sei se vale a pena deixar o Brasil.
submitted by desonradoimperdoavel to desabafos [link] [comments]


2020.04.05 16:22 meninoderua Minha mãe está me assediando? Dê sua opinião sobre incesto.

Adm, vim no Reddit pedir uma opinião sobre estes eventos pois na Internet não existem locais seguros para tal. Sei que é repugnante para muitos, mas não dá pra explicar, por isso peço as suas opiniões.
O relato é longo porém necessário. Estou relatando pois preciso de conselhos e dicas, e minha gramática não é das melhores, então foda se kkkkk
Eu tenho 22 anos e minha mãe 41. Morei até os 12 com a minha avó em MG, onde vir para SP morar com a minha mãe e irmã por parte de mãe apenas (19) à uns 3 meses atrás ela foi morar com o pai, então desde então somos só eu e minha mãe. Minha mãe cuidou de mim até 1 ano de idade e teve que vir pra SP para trabalhar.
A relação com a minha mãe é bem complicada, a gente briga bastante e ela quase sempre quer partir para a agressão, por isso quero conselhos e dicas, pois sinceramente nem eu mesmo entendo o que vou relatar abaixo.
Minha mãe sempre teve o hábito de andar bem a vontade em casa, usando apenas camisolas, camisetas, vestidos curtos e sempre fio dental. Nunca se importou em que eu e minha irmã a víssemos nua. Também nunca tivemos a privacidade de ter nosso quarto próprio com porta e chave, por isso sempre foi bem comum a nudez por parte dela e minha irmã, já eu sempre fui muito tímido nesse aspecto, então sempre tô de shorts pelo menos.
Comecei a perceber algo de errado com a minha mãe por volta dos 14 anos, um dia que estava dormindo na outra casa, e ela estava se arrumando para ir trabalhar, quando senti ela esfregando a vagina nos meus pés que estavam pra fora da cama, enquanto fazia chapinha no cabelo. Diversas vezes ela de propósito fica deitada de costas com a bunda empinada e só de camiseta, mostrando o fio dental para mim, inclusive já percebi e escuto ela mudando de posição quando eu estou me aproximando, isso acontece muito até hoje, a única coisa que faço é fingir que não estou vendo nada, mas confesso que isso também me atrai, eu sei, é errado.
Quando tinha 17 anos fomos pra MG apenas eu e ela para visitar a minha avó, e por se tratar de casa humilde, dormimos os dois na mesma cama, e minha avó que já é bem velhinha ao lado. Meio que por impulso abracei ela, olha que não sou muito de mostrar afeto ou esses tipos de coisa, pois não fui criado assim, minha avó era uma mulher bem seca, apesar de me amar, então dormimos a noite inteira apenas de conchinha, ela de fio dental e eu de shorts de futebol sem cueca, percebia que ela ficava louca de tesao e ofegante, até que uma das noites resolvi passar a mão no bumbum dela, ela estava acordada fingindo dormir e disse "Que isso filho, eu sou sua mãe po". No outro dia não comentamos nada sobre, fui dormir até para o outro lado no dia seguinte, quando ela virou do nada a me abraçou, se virou e pediu para que eu a abraçasse de costas.
Teve vários vários acontecidos que posso contar aqui, porém ficaria bem extenso, então vou contar os acontecidos dessa semana, que são os motivos de estar desabafando aqui:
Essa nossa casa tem 4 cômodos, em linha reta. Estava indo tomar banho e a nossa porta sanfona está quebrada, porém não vejo problemas já que temos o box. Até então não entendia o motivo do cesto de roupas sujas ficar em frente a porta, distante do box e dificultando a colocada da roupa, ou seja, sempre que ia colocar a roupa no cesto, tinha um tempo de uns 3 segundos nu e exposto kkkk, ontem fazendo o de sempre, percebi que tinha esquecido a toalha no outro banheiro que está com o chuveiro queimado, quando de repente na cozinha percebo minha mãe meio que escondida e bem apreensiva atrás do armário olhando pra direção do banheiro, ela se assustou e fingiu não estar fazendo nada kkkkkk Outro dia percebi ela me chamando pra trabalhar uns 3h da manhã, eu estava descoberto e ela com cara de assustada, mas como estava com muito sono, não entendi nada, mas acho que ela estava mexendo no meu pênis e eu acordei kkk
Resolvi fazer a prova dos 9 ontem, deitei com um shorts meu que está rasgadão em baixo (inclusive foi em uma das nossas brigas, porém nunca agredi ela OK) me deitei e fiquei aguardando, morrendo de sono mas resisti kkkk VOCÊS NÃO IMAGINAM, ouvi ela vindo do quarto dela, ela acendeu a luz do quarto dela para eu não acordar, porém clareou o meu tbm um pouco, pegou um pouco de água no copo, jogou no meu pé pra ver se eu ia acordar, foi na cozinha, encheu o copo pra disfarçar, voltou e ficou uns 3 min olhando meu pênis parada, eu fingindo estar dormindo consegui perceber tudo.
Não sei o que faço, apesar dela ser bem carinhosa, a gente briga muito, o santo não bate kkkk mas questão de tesao, um morre pelo outro e isso está óbvio, ela é cheia de piadinha suja, eu que sempre finjo não entender nada, mas é foda, tenho medo de investir e ela ficar brava, ou ficar um climao.
Não durmo com ela faz muuuuuuuito tempo, a última vez eu tava com muita febre e ela ficou cuidando de mim. Me deem sugestões por favor, preciso de dicas, se possível de mulheres.
O que fazer? É errado esse sentimento mútuo entre mãe e filho?
submitted by meninoderua to sexualidade [link] [comments]


2019.10.08 05:02 altovaliriano Explique "Grande Conspiração Nortenha" (out/2019) - Sem sinal de ASOIAF (ago/1990)

Hoje eu quero iniciar o formato que acredito ser o ideal para analisar os arquivos do So Spake Martin (SSM) de Westeros.org.
Eu tentarei analisar os SSMs mais antigos em ordem cronológica e os mais recentes de forma retroativa, até que ambas as pontas um dia se encontrem no meio. Daí em diante, eu passaria a apenas a analisar os mais recentes.
---------------------------------
Mais recente: Entrevista à WGN Radio (04/10/2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16162
Martin foi entrevistado por telefone por uma rádio de Chicago antes da sua visita na cidade (que deve estar ocorrendo enquanto falamos).
Os apresentadores começam falando sobre a carreira de Martin na ficção científica, comentam a dificuldades de interação com leitores hoje em dia e, por fim, perguntam como é ter Westeros noite e dia consigo durante a escrita.
Martin fala diz que quando a escrita está correndo bem, ele fica pensando em Westeros o dia todo, mas o momento em que as idéias mais lhe ocorrem é quando esta indo dormir. Que fica pensando na cena que vai escrever na manhã seguinte ou na semana seguinte e que os personagens tomam vida e ele chega a ouvir partes de diálogos.
Depois as perguntas se concentraram em Game Of Thrones. Martin disse que o alívio porque o show acabou é apenas parcial, em razão de agora não se martiriza tanto pensando que está atrasado em relação à HBO.
Quando um dos apresentadores critica os roteiros dos episódios da 5ª temporada em diante (especialmente em relação à última temporada), Martin responde bruscamente. Diz que ele vai terminar o próximo livro e que aí poderão ler a versão dele da história. Martin também não avança muito quando é perguntado sobre Bloodmoon (série sucessora de GoT sobre a Era dos Heróis, sob a responsabilidade de Jane Goldman), apenas frisa que a série é de autoria de Jane Goldman.
No final da entrevista, o apresentador fala que seus filhos falaram tanto sobre a "Grande Conspiração Nortenha" (uma teoria de fã que devo cobrir no futuro) que ele sabia que só teria paz quando pedisse para GRRM explica-la. Martin ri e diz que não comenta teorias de fãs, pois diz que há muitas por aí, e umas são verdade, outras não.
O programa é encerrado com os apresentadores falando mal da escrita de Dan & David e tirando sarro de Martin por ter sido brusco na resposta sobre o final de Game of Thrones.
------------------------------------------
Mais Antigo: Entrevista ao site Eidelon (01/04/1990)
Link: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1431
Nesta entrevista, vemos Martin responde perguntas sobre sua carreira na Ficção Científica e Horror, seu envolvimento com Hollywood (e o quão hesitante ele estava em voltar a trabalha lá depois de The Beauty and the Beast) e ele fala dos planos para o futuro.
O que é interessante sobre esta entrevista é que ela aconteceu antes que Martin começasse a escrever ASOIAF (em 1991) e vemos Martin avaliando um futuro que não incluía as Crônicas de Gelo e Fogo.
Confira abaixo a entrevista traduzida na íntegra:

E: Por que você começou a escrever?
GM: Bem, eu não acho que tenha decidido conscientemente me sentar um dia e dizer "Nossa, eu vou começar a escrever". De certo modo, eu sempre escrevi. Mesmo antes de poder escrever, eu sempre pensei em histórias e inventei histórias. Mesmo quando eu era criança e brincava, inventava personagens, brincava com tramas, brincava com histórias, contava histórias para as outras crianças. Portanto, não tenho certeza de que algo a que se chega depois de certa deliberação, é apenas algo que, pelo menos comigo, parecia automático; algo que eu nasci com.
Comecei a enviar minhas histórias e a publicá-las primeiro a nível de fã: nos tempos de escola durante a adolescência, eu era ativo no fandom de quadrinhos, que naquela época estava apenas começando nos Estados Unidos. Eu era um fã ativo de quadrinhos. Então publiquei em vários fanzines de quadrinhos e, finalmente, quando estava na faculdade, fiz minha primeira venda profissional.
E: Você é mais conhecido por escrever contos de ficção, e eu sei que escrever contos de ficção não compensa tanto quanto escrever romances. Por que você ainda escreve contos de ficção?
GM: Bem, às vezes eu só tenho uma história para contar que não tem o suficiente para ser um romance, e eu prefiro fazer um bom conto ou uma boa novela do que escrever um romance ruim e grande.
Na verdade, à medida que minha carreira progredia, minhas histórias tendiam a ficar cada vez mais longas. Quero dizer, acho que se você realmente olhar para a minha bibliografia, bem no início da minha carreira, escrevi principalmente pequenos contos. Faz vários anos desde que pude produzir um conto real e genuíno. Ou seja, algo curto [risos]. Embora eu escreva coisas com comprimento menor do que uma novela: venho fazendo muitas novelas e noveletas nos últimos anos.
E: Ainda é difícil vender novelas? Há uma maravilhosa história de horror em um dos livros de Stephen King sobre o quão difícil é vender novelas. Você acha isso?
GM: Não é difícil para mim vender novelas de ficção científica. Stephen King tem um nome gigantesco, é claro, mas mesmo ele está em uma posição um pouco estranha, pois é um escritor de terror; não há mercado para contos de terror, pelo menos não nos Estados Unidos. Existem algumas revistas semi-profissionais; ocasionalmente, a Revista de Fantasia e Ficção Científica publicará alguns, mas para as novelas de ficção científica ainda há um mercado bastante ativo, e foi uma novela, "Uma Canção para Lya", que virou uma das minhas principais histórias inovadoras no início de minha carreira. Ganhei meu primeiro prêmio Hugo, aqui na Austrália, na verdade; na Aussiecon One.
E: Você escreve muito horror hoje em dia. Por que? Pois só lhe vem histórias de horror ou porque acabou a graça da ficção científica?
GM: Bem, eu não diria isso. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Há muitos tipos diferentes de histórias que quero contar. . . ficção científica, fantasia, horror, até mesmo algumas convencionais. Adorei histórias de horror quando jovem. Eu li muitas delas. Mas, por um tempo, a graça delas meio que acabou. Depois de ler tudo o que HP Lovecraft havia feito, na colégio, e ter experimentado alguns outros, realmente não consegui encontrar nenhum escritor de terror de que gostei. Eles não pareciam mais capazes de me assustar. Então eu meio que me afastei disso e, quando comecei a vender profissionalmente nos anos 70, eu estava lendo e escrevendo exclusivamente ficção científica. Mas acho que Stephen King produziu um genuíno renascimento do horror. Eu li e gostei de King. Muitas pessoas vieram no rastro dele, que eram imitadores e não eram tão bons, mas acho que ele provou que a ficção de terror ainda era viável. Eu tenho minha própria abordagem na ficção de horror, é claro. Eu não acho que isso se encaixa perfeitamente na categoria Stephen King. Há um parâmetro, o que eu chamaria de sensibilidade de "ficção científica", até mesmo para a minha ficção de terror.
E: Isso é extremamente lógico, extremamente bem explicado. . .
GM: Sim, há uma parte de mim que é muito Campbelliana em vez de Lovecraftiana, que acredita que realmente está dentro da capacidade da mente humana de compreender tudo, e meus protagonistas não são levados à loucura, como muitos de Lovecraft foram, por horrores grandes e incompreensíveis demais para eles imaginarem.
E: O que você acha do horror "moderno", da tradição do splatterpunk e do fato de os filmes estarem ficando cada vez mais violentos e cada vez mais bobos?
GM: Essa é uma pergunta muito ampla. Fiz parte de alguns painéis que falar sobre isso por algumas horas.
Certos aspectos disso me preocupam, na verdade. Permita-me aqui esclarecer que não sou a favor de nenhum tipo de censura; Eu sou bastante anti-censura. Eu sou o mais extremo que se pode ser sobre toda a questão da liberdade de expressão. Mas, no entanto, como leitor, lendo algumas dessas coisas, me perguntam o que eles querem dizem sobre a sociedade e a cultura norte-americanas, e me pergunto o que essa tendência significa, pois o horror se torna cada vez mais explícito e o foco muda, como tantas vezes acontece, para fazer do monstro o herói ao invés de vilão de grande parte de filmes de terror...
E: Eu lembro da frase em "The Skin Trade", em que um personagem atribui um assassinato a "alguém que já viu muitos filmes de Halloween e sexta-feira 13 ".
GM: Sim. Eu assisti a alguns desses filmes em que não apenas o que está na tela é perturbador, mas o comportamento de certos membros da platéia é muito assustador.
E: O que você está escrevendo agora? O que podemos esperar ver em um futuro próximo?
GM: Bem, no momento não estou no meio de nada importante. Continuo trabalhando na minha série Wild Cards , que é uma coisa contínua. No momento, estou trabalhando principalmente como editor, apesar de ter escrito metade do livro sete (que será lançado em agosto nos Estados Unidos). Esse é um mosaico de duas pessoas, eu e John Miller, por isso é essencialmente um romance colaborativo, do qual metade é meu.
Entreguei o livro oito e estou trabalhando na edição do livro nove, mas ainda não tenho histórias. Estou simplesmente trabalhando nisso como editor, e a série não para por aí. Até janeiro, é claro, eu estava trabalhando em no programa de TV A Bela e a Fera, mas que agora terminou, então eu assinei para fazer um filme de ficção científica de baixo orçamento (para fazer roteiro dele), mas não posso falar muito sobre isso. E estou testando algumas novas idéias de romance e tenho certeza que quando junho chegar (junho é tradicionalmente o mês em que a nova temporada de televisão começa em Hollywood) posso acabar recebendo ofertas para escrever ou produzir um novo programa de televisão. Eu teria que avalia-las, mas se eu voltaria para lá, eu não sei dizer. Depende do que tipo de show é, qual é a oferta, é algo que me interessa? Então, basicamente, tenho alguns meses de folga agora.
E: Um dos meus livros favoritos é oTuf Voyaging. A Locus [Magazine] anunciou há muito tempo que haveria um segundo livro,Twice as Tuf”. Eles estavam mentindo?
GM: Bem, eles não estavam mentindo. Pode ser que esse livro ainda venha, mas não será lançado tão cedo. Basicamente, eu assinei para fazer o Twice as Tuf e logo depois de assiná-lo, acabei trabalhando em Hollywood, primeiro em Além da Imaginação e depois em A Bela e a Fera , e isso ocupou muito do meu tempo. E o prazo chegou e foi embora e nós o estendemos várias vezes para Twice as Tuf e nada... Eu nunca tive tempo para produzir nada relativo a isso. Então, finalmente, cheguei a um entendimento com a editora, pelo qual lhes dei essencialmente dois dos meus direitos para brochura de dois outros livros, A Morte da Luz, meu primeiro romance, que eles acabaram de relançar, e direitos para brochura de uma de minhas coleções que nunca esteve foi impresso em brochura [Retrato de Seus Filhos - Ed. ], então eles farão uma edição desta também, e eles substituirão Twice as Tuf. Agora, eu ainda gostaria de escrever mais sobre esse personagem e ainda acho que vou retomar e fazer esse livro algum dia, mas exatamente quando esse dia chegará, eu não sei.
As demandas da TV quando estou trabalhando em um programa me mantêm bastante ocupado, e fazendo isso e os Wild Cards, eu não consigo dar conta de muita coisa. E agora que tenho um pouco de tempo para pensar em assumir outro projeto, não acho que a coisa "Tuf" seja a primeira coisa em que realmente me apetece entrar agora. Eu gostaria de fazer outro romance quando tiver tempo; um que não seja parte deu uma saga.
E: Você mencionou a Bela e a Fera e Além da Imaginação**.** Como é escrever uma série? Além da Imaginação deve ser bem diferente, pois é uma série antológica... Como foi sua experiência com isso, como você se envolveu e como foi?
GM: Bem, eu me envolvi nisso quase por acaso. Phillip de Guerre, que foi o produtor executivo de Além da Imaginação, também é um grande fã de rock 'n' roll, e há alguns anos atrás eu fiz um livro chamado The Armageddon Rag e Phil o selecionou para um filme. Naquela época, ele me levou para Hollywood, tive várias reuniões com ele para discutir o roteiro que ele planejava escrever para o filme de The Armageddon Rag e ele escreveu vários roteiros, mas nunca conseguimos fazer o filme ou conseguir financianciamento.
Mas eu conheci Phil no processo e, quando ele pôs Além da Imaginação em produção, resolvei arriscar e me deu um trabalho de roteiro, e gostou do resultado o suficiente para que, quando estavam com muito serviço, me trouxessem a bordo como Staff Writer (que é o único cargo de produção de Hollywood que contém a palavra "escritor" e, portanto, você sabe que é a posição mais baixa da cadeia, como de fato era). Então, comecei como redator em Além da Imaginação e subi até o Story Editore, em seguida, Executive Story Consultant. E, em A Bela e a Fera, eu fui Produtor e depois Coordenador de Produção.
Então, Alpem da Imaginação era bem diferente de A Bela e a Fera, de certa forma, porque um era um show antológico e o outro é uma série episódica semanal regular, e ainda assim os dois projetos tinham talvez mais em comum um com o outro do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito, porque eles eram, afinal, a televisão, que é um mundo completo em si mesmo, e é diferente de qualquer experiência que um escritor possa ter, de verdade.
De certa forma, sinto que a televisão era boa para mim. Certamente foi bom para mim financeiramente [risos] e foi muito estimulante. Digo, eu havia sido um escritor independente por muito tempo antes de assumir esse emprego; trabalhando em casa, acordando todos os dias, levando duas horas para tomar minha xícara de café, entrar no escritório, ligar o processador de texto, talvez fazer alguma coisa, talvez não (Eu nunca fui um escritor muito disciplinado, e é por isso que minha bibliografia é comparativamente curta em comparação com alguns de meus contemporâneos).
Não é assim que Hollywood funciona. Você entra no escritório todos os dias, fica lá não por oito horas por dia, mas algo mais perto de dez, onze ou doze horas. Você está escrevendo, participando de reuniões, participando de sessões de apresentação, indo ao set, reunindo-se com o diretor ou o responsável. Então isto me impôs certa disciplina em mim; que era boa para mim e também extremamente estimulante. Digo, era um mundo totalmente novo para aprender, sobre o qual eu não conhecia nada antes, e isso me envolveu em algo que eu não tive por muitos anos; todo esse negócio de "ambiente de escritório", onde você realmente precisa entrar e interagir com outras pessoas.
Hollywood é um mundo estranho, mas, de certa forma, é o Mundo Real, e é bom para um escritor entrar em contato com o Mundo Real de vez em quando. Eu acho que um escritor que passa toda a sua carreira escrevendo romances a partir dos estudos que faz em sua casa (e talvez encontrando algumas pessoas em convenções ou ocasionalmente indo a um coquetel literário) perde de vista o mundo real, de como as coisas realmente são lá fora. E você começa a fazer muitas coisas auto-referenciadas, o que eu acho que é uma armadilha para qualquer escritor.
E: Você colaborou bastante durante sua carreira, fora o trabalho de televisão. Você gosta disso e como você faz?
GM: Cada caso é diferente. É como um casamento. Eu colaborei com Lisa Tuttle, Howard Waldrop, George Gutthridge. Com quem mais eu colaborei? Estou esquecendo alguém? [Risos.]
E: Bem, a televisão é colaborativa até certo ponto. Wild Cards é colaborativo, se preferir.
GM: Bem, com Wild Cards , estou funcionando mais como editor do que como colaborador, então isso é um pouco diferente. Cada uma das minhas colaborações era essencialmente diferente.
Aquele com Howard foi a primeira colaboração. Isso era basicamente: Howard e eu estávamos nos correspondendo há muitos anos, finalmente nos conhecemos em uma convenção em Kansas City, 1972, e devia ter algo errado naquela água ou algo do tipo porque decidimos "Ei, vamos fazer uma história juntos!" Então, enquanto todo mundo estava no Playboy Club no hotel de convenções servindo bebidas por coelhinhas voluptuosas, Howard e eu estávamos em nosso quarto de hotel com a pequena máquina de escrever portátil de Howard, martelando folhas de papel amarelo e, sabe, ele escrevia e ficava sentado atrás dele na cama e então ele parava e eu escrevia, e não produzimos muito coisa. Terminamos uma pequena parte, mas ele levou para casa, escreveu mais um pouco, enviou para mim e assim por diante.
Lisa e eu, éramos pólos opostos para começar. Ela estava no Texas e eu em Chicago quando começamos e depois em Dubuque, Iowa, e colaboramos principalmente através de e-mails, cada um de nós escrevendo uma seção, enviando-as para o outro, que reescreveria a seção anterior que o outro havia escrito e então avançaria um pouco mais além. Assim foi indo e voltando até que chegou um ponto em que eu não sabia mais o que Lisa havia escrito naquele livro e o que eu havia escrito. Ocasionalmente, uma frase se sobressaia como uma “frase de Lisa" ou uma frase minha, mas, fora isso, eu não saberia diferenciar.
A coisa com George Gutthridge, era uma história muito velha. Na verdade, foi uma das primeiras histórias de ficção científica que eu escrevi, que foi recusada várias vezes e que eu nunca fui capaz de vender. Anos depois, George pegou-a e reescreveu. Portanto, minha escrita foi feita no final dos anos 60, e ele a dele foi feita uma década depois.
E: Nightflyers foi transformado em filme há alguns anos atrás. O que você achou do filme? Foi bem diferente da sua história.
GM: Bem, acho que eles foram cerca de 75% fiéis, mas, infelizmente, os 25% que eles mudaram tiveram uma espécie de efeito cascata e fizeram com que os 75% que não foram alterados não fizessem tanto sentido quanto poderia ter. Eles fizeram algumas mudanças que eu aprovo e gostei e outras que não entendi e não gostei.
Eu acho que o filme teve algumas coisas boas - direção de arte adorável, efeitos especiais maravilhosos, considerando o orçamento que era minúsculo (sim, eles não têm os efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, mas para um filme de três milhões de dólares - o que ele era - fizeram um trabalho muito impressionante) e tiveram algumas boas interpretações secundárias - mas no geral não acho que funcionou. Infelizmente.
E: Você tem outros projetos de filmes que possam ir adiante, em um futuro próximo?
GM: Eu tenho interesse constante em "Sandkings". Ele está sempre sendo selecionado. E tem havido algum interesse no Fevre Dream. E Phil ainda está ocasionalmente fuçando e conversando sobre O Armageddon Rag. Mas se alguma dessas coisas realmente vai acontecer, eu não seria capaz de afirmar.
E: Quem o inspirou como escritor? Quem são seus escritores favoritos?
GM: Há muitos escritores que eu gosto. Acho que aqueles que realmente tiveram mais efeito sobre mim foram provavelmente os escritores que li quando jovem. Costumo pensar que essas influências, que você absorve a nível subconsciente antes mesmo de sonhar em escrever, são as influências duradouras. Quero dizer, eu cresci lendo Andre Norton, lendo Heinlein Juveniles, lendo Eric Frank Russell (que eu acho um autor maravilhoso, mas que é por demais esquecido, infelizmente). Lovecraft: quando descobri Lovecraft, fiquei encantado por ele, por razões que tenho certeza de que eu entenderia se ainda tivesse quinze anos [risos].
Hoje em dia, meus escritores favoritos são uma lista diferente. Sou um grande admirador de Jack Vance. Eu não sei se Vance teve. . . Vance exerceu grande influência em Haviland Tuf, que começou na primeira história, "Uma Fera para Norn", como uma tentativa muito consciente de escrever uma história ao estilo "Jack Vance", e se você olhar em "Uma Fera para Norn", sou eu muito arduamente imitar Vance. E há ainda outras partes de Tuf que são muito Vancianas. Mas, fora isso, não acho que Vance tenha tido um efeito profundo na minha escrita. Eu leio muito fora deste ramo hoje em dia. Pessoas como Larry McMurtry, William Goldman, Pat Conroy. Essa é uma lista longa. Eu poderia dar nomes aqui o dia todo.
E: Como começou a série Wild Cards**?** Eu ouvi uma mito sobre isso.
GM: Bem, na verdade começou como um jogo de RPG. Há um grupo de escritores em Albuquerque que ocasionalmente jogam juntos, e eles me arrastaram para algumas de suas atividades. Então, eu joguei vários jogos com eles e eles sabiam que eu era um velho fã de quadrinhos desde a infância. Então, em um ano, no meu aniversário, Vic Milan me deu um jogo de RPG de super-herói chamado Superworld, da qual me tornei o Mestre. E pelo menos metade das pessoas em nosso grupo de jogadores eram escritores profissionais com histórias publicadas. Então eles criaram personagens realmente maravilhosos, e como Mestre eu criei mais personagens do que qualquer outra pessoa. E jogamos esse jogo incessantemente por um ano e meio e colocamos muita criatividade e desenvolvimento nos personagens. Neste ponto, eu finalmente disse, sabe, deve haver alguma maneira de ganharmos dinheiro com isso [risos].
Não, me ocorreu que seria uma excelente série de antologias em um mundo compartilhado, seguindo o modelo de Thieves World . Então, reunimos pessoas, conversamos a respeito, e talvez de meia dúzia a uma dúzia dos personagens foram incorporados. Agora, para deixar claro, não acredito apenas em botar no papel as aventuras dos jogos. Me parece uma boa maneira de obter uma ficção realmente ruim. Digo, jogos são divertidos, mas não são livros. Portanto, muitos de nossos personagens, embora tenham suas raízes no jogo, foram substancialmente alterados e adaptados na transição. Além disso, muitas pessoas envolvidas em Wild Cards não eram membros do jogo. Quero dizer, começamos com o núcleo dos escritores de Albuquerque, mas entrei em contato com muitas pessoas como Roger Zelazny, Howard Waldrop, Pat Cadigan, entre outros - que não faziam parte do grupo de jogos - mas que eu sabia que tinham algum carinho por heróis pulp ou heróis de quadrinhos, todo o conceito de superpotências e que eu pensei que seriam capazes de contribuir com algumas coisas interessantes para a série.
E: Para novos escritores em geral, algum conselho?
GM: Acho que este é um momento difícil para alguém que está estreando. Digo, o início dos anos 70, quando entrei, foi um período muito mais favorável.
O mercado de contos ainda está aberto. Digo, Asimov, Analog, F & SF estão constantemente procurando novas pessoas, porque você não consegue ganhar dinheiro suficiente com elas [as revistas de contos], então as pessoas tendem a não ficar por muito tempo. Ainda é o melhor lugar para estabelecer uma reputação. Eu acho que estabelecer uma reputação nesta época em que há tantos escritores... tornar seu nome algo que os leitores vão lembrar e procurar é uma das coisas mais importantes.
Uma das coisas mais inteligentes que fiz na minha carreira, que fiz por acidente - certamente não planejei – foi não escrever um romance nos primeiros cinco ou seis anos. Porque então, quando o romance foi lançado, não era apenas o romance de alguém que ninguém havia ouvido falar, era o tão esperado primeiro romance de George R. R. Martin, o vencedor do Hugo! Isso me proporcionou um pagamento adiantado muito maior, teve uma certa quantidade de hype, foi resenhado em todos os meios, teve visibilidade. E a maneira como conseguiu essa visibilidade, é claro, foi nas revistas: tendo não apenas um conto ocasional, mas tendo muitos contos [publicados] naqueles primeiros anos. Houve meses em que três revistas foram publicadas, todas com uma de minhas histórias nelas: histórias de capa. Assim, estas vendas iniciais de contos às revistas ainda são um dos melhores jeitos de se fazer isso.
A longo prazo, é claro, você precisará passar para romances se quiser ganhar a vida como escritor profissional em tempo integral. E essa é a parte que está se tornando cada vez mais difícil, principalmente se você é um escritor sério e com ambição. Digo, eu vejo o mundo de Hollywood com o qual lido, e o mundo dos livros de onde venho, estão ficando cada vez mais parecidos a cada ano que passa, e não é Hollywood que está mudando. Os editores de livros estão se tornando cada vez mais voltados para a ficção comercial, para os resultados. Assim, enquanto a empresa estivesse lucrando, eles bancariam um bom autor por alguns anos e alguns livros até que ele encontrasse seu público e estabelecesse sua reputação. Agora, se o seu primeiro livro não ganhar dinheiro, você terá muita dificuldade em vender o segundo. Digo, esta é a situação atualmente. Muitas pessoas dizem que é realmente muito bom comercialmente vender um primeiro romance. Mas se esse primeiro romance não se provar um David Eddings ou um Stephen Donaldson, é comercialmente terrível por a venda seu segundo romance.
E: Tendo participado de Alpem da Imaginação e Wild Cards , você acha que o "mundo compartilhado" está se tornando uma tendência séria ou você acha que é apenas uma fase pela qual estamos passando?
GM: Bem, acho que há um pouco de ambos. Não acho que antologias funcionaram na televisão, o que é uma coisa a lembrar. Veja, Além da Imaginação foi um fracasso, nem um pouco tão bem-sucedido quanto o programa original, que foi de certa forma um programa periférico por cinco anos, por mais aclamado que fosse (e foi um programa maravilhoso que assisti religiosamente quando criança). Em algum momento dos meus discursos aqui [em Danse Macabre] eu acho que vou falar um pouco mais a respeito, mas esta entrevista não será publicado antes do evento, então, apenas adiantando assunto: eu acho que. . . todas as formas de ficção, todas as formas de entretenimento estão se movendo cada vez mais para as séries. Quero dizer, vemos pessoas em nosso ramo olhando para ele com uma visão muito restrita e dizendo "O que está acontecendo com a ficção científica? Essas malditas séries!". Não está acontecendo apenas na ficção científica, está acontecendo com todas as formas de ficção. Está acontecendo na televisão, onde os programas de antologia não conseguem ter sucesso e as pessoas querem programas de séries. Está acontecendo nos filmes, onde você tem Rambo IV e Rocky IX . Qualquer coisa que faz sucesso retornará com em um “II”, no final.
E: Quem você culpa? Você culpa a televisão ou. . .
GM: Não, eu não culpo a televisão. Eu acho que parte disso é a evolução da nossa cultura. Ainda estou procurando algumas explicações sobre isso; não tenho todas ainda. Portanto, isso não é conclusivo como em um artigo acadêmico, mas eu tenho o começo de algumas teorias a respeito. Não sei o suficiente sobre a Austrália para falar sobre a cultura de vocês com qualquer autoridade; eu sempre pensei nisso em termos de Estados Unidos.
Se você olhar para o romance: quando o romance foi concebido, era. . . o próprio nome denota novidade - "o novel", é uma coisa nova, derivada da raiz latina. Mas o romance foi apresentado em um momento em que a sociedade era muito estática, onde as pessoas nasciam em uma cidade pequena e talvez nunca tivessem ido a mais de 48 quilômetros dela (a menos que entrassem em guerra). Quero dizer, as pessoas nasciam na Inglaterra, a cem milhas de Londres; e nunca viram Londres. Eles viveram e morreram sem vê-la. Eles exerciam o ofício que sua família exercia, eles se casavam com a garota da casa ao lado, permaneciam casados ​​com ela por toda a vida, criavam filhos que efetivamente assumiriam o comércio quando eles morressem. Nesse mundo, os romances, com sua promessa de novidade, eram um sopro de ar fresco. Eles o levariam vicariamente a lugares que você nunca iria. Eles o apresentariam a uma gama muito maior de pessoas. Se você estava entediado com as dezessete pessoas que você via todos os dias em sua aldeia, eis aqui outra pessoa que você conheceria, e todos eram novos.
Agora, você olha o que existe nos Estados Unidos. Quando falamos sobre a América hoje, você tem uma sociedade completamente móvel. Digo, eu olho para minha própria vida. Nasci em Bayonne, Nova Jersey. Fui para a faculdade nos arredores de Chicago, que fica a milhares de quilômetros de distância, deixando pra trás todos os meus amigos em Bayonne, perdendo o contato com eles, fazendo novos amigos na faculdade. Eu me mudei . . . na verdade, fui para a escola em Evanston, ao norte de Chicago, e depois me mudei para Chicago [enquanto] meus amigos da faculdade se espalharam por todos os Estados Unidos, e eu conheci outro grupo de pessoas enquanto trabalhava nos meus primeiros anos em Chicago. Ensinei na faculdade em Dubuque, Iowa, novamente me mudando, e depois fui para Santa Fe e depois para Los Angeles. Então, eu estou com quarenta e poucos anos e tive cinco grandes movimentos de milhares de quilômetros na minha vida, o que geralmente significa ter tido um conjunto completamente diferente de amigos. Tive várias carreiras diferentes: ensinei em faculdade, fiz torneios de xadrez, fui escritor, fui roteirista de televisão (o que é diferente de ser escritor de livros). Eu fui casado e divorciado e já estive em vários outros relacionamentos. (Agora estou em um relacionamento há bastante tempo). E sou estável em comparação com algumas pessoas! Quero dizer, há imensa mobilidade em curso.
Eu acho que essa atual é uma cultura em que nada é estável. Ou seja, passa o mais longe possível da cultura que produziu o romance. Digo, sua profissão não está definida, as pessoas estão sempre mudando-a durante a vida. Eles chegam aos quarenta e cinco e decidem: "Bem, eu não quero mais ser advogado, apesar de ter sido treinado para isso a vida toda. Agora, quero navegar de barco pelo mundo". Eles se casam, se divorciam, perdem contato com todos os amigos. As famílias nem ficam mais em contato. Assim, a ficção, que nos fornece vicariamente as coisas que não recebemos na vida, a ficção nos dá estabilidade. Digo, vinte anos podem ter se passado, você pode ter um emprego diferente, você mora a duas mil milhas de onde começou, é casado com alguém diferente, mas Star Trek ainda é o mesmo. Você pode voltar lá, e aqui está esta pequena ilha onde Kirk e Spock ainda vão discutir um com o outro, e eles são quase como que amigos seus, com quem você sempre pode contar para estarem lá. Você não irá ligar para um amigo antigo - e ele se transformou em alguém que você não conhece. Kirk nunca se transforma em alguém que você não conhece. Ele sempre permanece sendo Kirk. E o que eu consigo perceber sobre o sucesso das séries, mesmo dentro do ramo, está sempre relacionado aos personagens. Existe uma relação muito forte com os personagens. Digo, se você participa de um painel chamado Writing the Science Fiction Novel, você recebe perguntas gerais da platéia sobre "Como eu vendo meu romance?" [e] "Como começar quando se escreve um romance?" Você nunca recebe perguntas específicas sobre o livro. Se você aparece em painel sobre Wild Cards ou Thieves World, você recebe perguntas como: ​​"Eu não gosto do que você fez com Hiram Worchester. Quando você vai ajudá-lo?" ou "Você vai dar um descanso para o Tartaruga?" ou "Por Deus, eu não suporto esse tal de Fortunato. Ninguém vai dar um soco na boca dele?" Digo, as pessoas formam esses relacionamentos intensos de amoódio com determinados personagens, e acho que isso é acontece com todas as séries.
E: Muito obrigado.
GM: Claro, o prazer é meu.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
submitted by YareYareDaze007 to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.09.04 17:03 mgramigna4L O Espaço Entre os Espaços

A história reportada a seguir é baseada em acontecimentos reais. Por ser um experimento confidencial, os nomes e a localidade foram ocultados ou alterados.
______________________________________________________________________
Já passavam das duas da manhã e os cientistas estavam cansados. Dr. Gama e Dr. Omega estavam há exatos 756 dias preparando este teste e há cinco dias sem dormir mais do que vinte minutos. A cápsula temporal os levaria até três minutos e trinta e três segundos no passado, em uma sala de segurança, onde observariam a si mesmos por um tempo até voltarem até sete minutos e cinquenta e seis segundos no futuro.
Os dois haviam idealizado o projeto da máquina do tempo há tantos anos que isso, de alguma forma, nem parecia mais algo surreal. Era, simplesmente, banal o fato de que Gama e Omega estavam prestes a ir contra as leis da física de vez e provar que, de alguma maneira, Einstein estava errado.
Omega era o mais velho dos dois. Não era casado, mas já foi um dia. A esposa pediu o divórcio quando o projeto foi aprovado pelo governo. Ela argumentava, e depois gritava, que ele nunca deu mínima para ela e os filhos de verdade e, por isso, aceitou a clausura que é a instalação onde vive hoje. Ela estava certa. O cientista não fazia ideia de que o filho mais novo havia morrido em um acidente de moto e que a filha mais velha acabara de dar à luz ao seu primeiro neto. Mas é como foi dito, ele não se importava.
Gama foi o aluno mais brilhante que passou pela classe de Omega. Ele era, não tão incrivelmente, mais inteligente que o professor. Órfão de pai e mãe, o rapaz foi criado pelos avós, já falecidos. Nunca namorou, ou mesmo se relacionou com alguém por mais de cinco minutos. Tudo que importava em sua vida era o trabalho e a ambição pelo poder, algo que ele tentava ocultar, miseravelmente, do seu mestre. O jovem PhD raramente teve alguma ligação com o “mundo exterior”. Seu laboratório era o único bem material que importava para ele.
– Nós não temos mais tempo a perder. – Exclamou Omega.
– Acalme-se, professor. Há uma probabilidade de 99,863 % de obtermos sucesso.
– São esses 0,137 que me preocupam, garoto.
Depois de todo esse tempo trabalhando juntos Omega ainda tratava Gama como um inferior. Era a única forma que o velho via para mascarar a inveja que ele sentia do brilhantismo do ex-aluno. Ele sabia que o rapaz era muito melhor do que ele em qualquer aspecto que importava. E, por isso, ele receava pelo o que o prodígio poderia vir a se tornar. Além de também ter certeza que o garoto era um sociopata. Os rumores que ouviu sobre o garoto na época da faculdade só podiam ser verdade. Mas é como foi dito antes, Omega não se importava muito. Ele certamente se arrependerá de não ter dado a devida atenção a isso antes.
Já estavam prestes a começar o procedimento. A cápsula do tempo não era tão pequena. Haviam assentos no interior, arranjados em um círculo, disponíveis para cinco pessoas.
Omega foi o primeiro a entrar pela escotilha superior da cápsula. O velho não conseguia esconder sua ansiedade. Dois anos e vinte e seis dias de trabalho que ele fingia não estar contando. Ele já estava tão estressado que até os pelos da sua barba haviam começado a cair. Omega, um dia, já foi um jovem e ambicioso empreendedor que largou a faculdade para fundar uma startup de tecnologia. Quase faliu a si e aos sogros, foi obrigado a voltar aos estudos e se dedicar à vida acadêmica. As frustrações dos fracassos acumulados ao longo de sua vida tiravam mais seu sono do que qualquer outra coisa.
Já Gama entrou com calma na cápsula. Não estava ofegante como o professor. Aliás, nunca esteve. O jovem que antes nunca havia se interessado por nada, ou ninguém, teve um breve momento de humanidade aparente quando conheceu Linda há exatos 749 dias. Ele a seguia por todos os cantos, sabia seus modos, seus costumes, a anatomia de seu sorriso. Ele esteve com ela nos últimos sete dias antes da clausura voluntária e até parecia estar feliz.
A cabine estava vazia com apenas os dois cientistas ali. Parecia errado, parecia impuro, mas eles estavam preparados. O experimento já ia começar.
Apertaram os cintos, viraram todas as chaves e alavancas necessárias e a única coisa que faltava era pressionar o grande botão vermelho. Gama e Omega se olharam.
– Dr. Omega, eu acho correto que–
– Nem pense nisso, garoto. – Disse Omega interrompendo o rapaz e imediatamente pressionando o grande, e ameaçador, botão vermelho.
E ele pensou que isso seria uma boa ideia. Imediatamente se arrependeu da decisão. Omega nunca havia visto Gama com um olhar raivoso, aquela foi a primeira vez e isso o deixou assustado. Toda ideia da cápsula do tempo, a criação da partícula Fermi e a idealização do projeto em si, tudo partiu de Gama. Omega apenas se aproveitou de seus antigos contatos empresariais, alguns nomes que conhecia no governo e sua inata habilidade de parecer mais inteligente do que realmente é. Nunca o jovem reclamou, Omega até achava que ele era grato por, de certa forma, se apossar da sua ideia. Naquele momento Gama sentiu ódio e Omega pôde perceber.
Tudo corria normalmente, era possível ver o lado de fora através das pequenas janelas. Os raios azuis ricocheteavam pelas paredes de concreto e logo formariam o domo de energia em volta da cápsula. Omega estava eufórico, de felicidade por tudo estar correndo bem e também de temor pelo o que Gama faria assim que retornassem.
Algo começou a mudar…
Um estranho cheiro de amônia infectou pelo ar, os raios do lado de fora que, em todos os testes, sempre foram azuis se tornaram amarelos. Algo estava errado. Dentro da cápsula, uma esfera de energia também amarela se formou bem no centro.
Omega estava preocupado.
Gama estava fascinado.
Nenhum deles sabia a causa da anomalia, e isso poderia significar o fim do projeto, de todo esse tempo de trabalho, e de suas vidas.
O olhar de Gama era algo significativo no momento. Ele estava gostando daquilo. Isso era algo inconcebível para Omega. O discípulo controlador e meticuloso que ele conhecia estaria revoltado pelo experimento não sair como o planejado. Gama olhou dentro da esfera e viu o caos. Omega não sabia naquela hora, mas o Caos olhou de volta para ele.
A esfera começou a se expandir exponencialmente emitindo um alto som, como o de uma larga turbina. Omega, desesperado, gritou palavras aleatórias inaudíveis para Gama. O rapaz se livrou de seu cinto de segurança e se levantou. Enquanto andava em direção à esfera de energia, Omega gritou novamente, mas dessa vez uma palavra monossilábica, ainda inaudível.
Gama foi atingido pela superfície expansiva da esfera e jogado contra a parede da cápsula. Uma forte explosão luminosa cegou Omega por 37 segundos. Retornando aos seus sentidos, olhou para o seu lado direito e viu o parceiro caído, desacordado e com um enorme corte escorrendo sangue na testa. Eles estavam parados no mesmo lugar.
Nada havia mudado.
Ainda atordoado, passando os olhos pela cápsula, em seu lado esquerdo, Omega, por um instante pensou estar delirando, não acreditava em seus próprios olhos. Uma terceira pessoa estava ali. Uma mulher, aparentando ter de trinta a quarenta anos, negra, de cabelos cacheados e castanhos, vestindo uma roupa de segurança extremamente igual à dele, porém com uma letra grega diferente bordada no lado esquerdo do peito.
Alpha.
– Eu sabia que não devíamos ter nos precipitado assim. Merda… – Disse ela.
– Que porra é essa? Quem é diabos é você?! – Ao mesmo tempo, perguntou, exclamou e questionou Omega.
– Como assim, Dr. Omega? Que tipo de pergunta é essa? – Ela demonstra genuína surpresa com a reação do colega.
– Quem é você? Como você surgiu? De onde você veio? – Ele age de forma hesitante. Se não estava tremendo antes, agora ele estava.
– Ok, a anomalia gerada durante o teste deve ter lhe causado algum dano neural. Você está se sentindo nauseado? Teve alguma falha na visão, ou audição? Consegue se levantar? Você por acaso olhou diretamente para a anomalia? – Perguntou ela, tão rápido que não era possível para alguém conseguir assimilar, enquanto se levantava para dar assistência ao colega.
Uma pessoa havia aparecido do nada dentro da cápsula e agia como se o conhecesse há anos. Ela estava visivelmente cansada e estressada, como ele. Omega tentava disfarçar, mas estava exposto na sua expressão a angústia que sentia naquele momento. Gama permanecia desacordado.
– Você não está me reconhecendo mesmo, não é? – Alpha questionou sinceramente, andando em direção à Gama.
Omega apenas respondeu com um olhar.
– Alpha. Dra. Alpha. Física de Cordas. Parceira de laboratório. Estou aqui há dois anos, vinte e seis dias e sete horas.
Ele ainda não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo. O teste final havia dado errado. Seu colega estava desacordado e uma pessoa que nunca viu na vida estava na sua frente, olhando nos seus olhos, e alegando ser uma outra colega de trabalho que sempre esteve ali.
Mas ela estava?
Será que o estresse de Omega estava tão alto nos últimos dias que, simplesmente, deletou da memória a existência de Alpha? Ele não tinha certeza de mais nada, mas uma terceira cientista faria todo sentido, claro. Em um projeto desse tamanho, com essa importância faria sim todo sentido que o próprio governo nomeasse um profissional de confiança deles para participar também.
O que não fazia mais sentido era, por que estavam apenas os cientistas sozinhos em uma instalação daquele tamanho? Sem seguranças, sem profissionais de manutenção, sem serviços, já que o projeto era tão importante assim.
Só Gama poderia confirmar ou contradizer seu pensamento.
Mas ele ainda estava desacordado.
– Vamos tirá-lo daqui. – Disse Omega.
Eles o levaram para a enfermaria. Haviam dezenas de macas extremamente ensanguentadas lá. O sangue estava jorrado até pelas paredes.
– O que aconteceu aqui? – Perguntou Alpha. – Onde está todo mundo?
– Havia– Omega hesitou. Respirou fundo. – Havia alguém aqui? – Perguntou ele tentando soar minimamente são.
– Sim. Bem… Não. Não sei, na verdade. – Disse ela incerta, pela primeira vez.
– Você acabou de me dar todas as respostas possíveis. – Ele disse com um inquietante tom de ironia na voz.
– Estou confusa. Talvez tenha sido o incidente.
– É, talvez. – Omega estava cada vez mais desconfiado. – Vamos colocá-lo em algum lugar e depois checar as imagens do circuito interno de segurança. – Ele disse tentando desviar a atenção dela.
– É uma boa ideia. – Concordou Alpha.
Alpha limpou um dos leitos tirando os lençóis sujos de sangue e substituiu por novos e ainda lacrados na embalagem enquanto Omega ainda carregava o colega desacordado.
Eles tentaram aplicar soro intravenoso em Gama, mas nenhum dos dois cientistas tinha esse tipo de treinamento. Erraram a veia algumas vezes até desistirem. Deixaram algumas garrafas de água mineral em uma bandeja ao lado da cama do rapaz. Limparam a ferida que, estranhamente, já estava fechada. Todo o sangue que estava no corte era apenas o que estava na superfície da pele.
Não será uma boa sensação acordar sozinho em uma enfermaria naquele estado, mas era a única opção naquele momento.
Por alguns instantes, a presença de Alpha não parecia mais algo tão estranho para Omega. Era como um estranho corte de papel em um dos dedos, que você não se lembra mais de onde surgiu e não se incomoda mais por ele estar ali. Se tornou natural.
Ao chegarem na sala de segurança, mais sangue. As coisas continuavam a não fazer mais sentido. Mas a cada minuto que se passava, a estranheza se tornava comum para eles.
Omega era o expert em tecnologia ali. Não que precisasse disso para operar um sistema de segurança primário como aquele, mas mesmo assim tomou a frente na situação. Alpha estava de pé analisando os doze monitores aos mesmo tempo, enquanto o colega procurava pelos arquivos.
– Vamos começar pelas gravações de cinco dias atrás. – Disse ele.
– É um bom começo. – Respondeu.
As imagens mostravam a instalação repleta de funcionários, desde limpeza, seguranças, assistentes, cozinheiros, Gama e Omega, mas nada de Alpha.
Ambos estavam apreensivos. Ela tinha certeza que sempre esteve ali. As filmagens mostravam o contrário, confirmando a hipótese dele. Após alguns minutos analisando as imagens, tentando encontrar algum rastro de Alpha naquela instalação todas as câmeras de segurança falharam por um breve momento e todas as pessoas da instalação desapareceram. Todas. Incluindo Gama e Omega.
E foi quando aconteceu.
Alpha apareceu pela primeira vez nas imagens de segurança. Sozinha dentro do prédio, vivendo e convivendo como se tivesse a companhia de todos.
As imagens falharam novamente.
Ela desapareceu.
Gama e Omega reapareceram.
– Quem é você? – Ele fez a pergunta errada.
– Eu- Antes que Alpha terminasse, Omega a interrompeu.
– NÃO! Eu perguntei: QUEM. É. VOCÊ?
– EU NÃO SEI, OK? – Respondeu ela completamente irritada. – Eu não sei… – Alpha abaixou seu tom, mas sem demonstrar fraqueza. Não tirou os olhos dos monitores por um segundo enquanto falava. – Eu me lembro de tudo. De tudo.
Silêncio.
Omega se levanta lentamente, começa a andar, inquietamente, de um lado para o outro enquanto a suposta colega continua encarando as telas como se fosse encontrar alguma solução naquelas imagens. Ele se afasta quietamente e tenta alcançar a porta.
Alpha não consegue entender. Nada daquilo faz sentido. E ela continuava se fazendo as perguntas erradas. A pergunta certa?
O que aconteceu com as outras pessoas que estavam lá?
Claro.
Ela não se perguntou aquilo no momento. Sua crise existencial, e talvez pela primeira vez essa expressão é usada literalmente, tomava toda sua atenção enquanto Omega, aquele salafrário, a trancava na sala. Ela nem percebeu. Se virou e foi direto ao quadro branco de avisos. Alpha não conseguia encontrar o apagador e começou a escrever por cima de todos os recados.
Omega foge. Como o covarde que é, como sempre fez na vida. Ele tinha que encontrar Gama e juntos eles tinham que dar um jeito nela. Em tudo. Em todos os erros que cometeram. Eles tinham que reativar a máquina do tempo e impedirem a si mesmos de criarem o projeto. Ele planejava mesmo voltar dois anos no passado.
Alpha está tão concentrada calculando que nem se deu conta do que aconteceu. E é quando a ideia a atinge. Quase de forma cartunesca, a epifania, aquela clássica sensação de “eureca” e Alpha conclui que ela e aquelas versões de Gama e Omega são de realidades diferentes.
– Claro! – Exclamou.
Era só uma hipótese, mas ela tentava provar com cálculos que estava certa.
– Ok, faz todo sentido. – Ela disse se afastando do quadro e o olhando a distância. – Ok. OK. OK. – Ela repete indo e voltando em direção ao quadro.
Alpha começa a desenhar duas elipses paralelas e entre elas uma pequena bola preta. Ela explica:
– Ok, essas são nossas duas realidades. Ligeiramente distintas, correto? Aqui é onde estamos. Espremidos entre elas. Presos em algum tipo de limbo. Um espaço entre os espaços. Uma não-realidade. Uma não-existência. Ok? Ok. Mas o que causou isso?
Ela se afasta novamente. Olha e volta e não encontra Omega. Fica confusa por poucos segundos, mas no fim entende. Ele estava assustado. Mas também pudera. Óbvio que ela também estava, mas agora talvez haveria uma solução.
A cientista retorna às imagens do circuito de segurança em um dos monitores. Ela retorna ao momento que as imagens falharam pela primeira vez e analisa frame a frame para ter uma visão minuciosa do que realmente aconteceu.
Ela encontra.
Em apenas um frame.
Uma falha acontece e (quase) todas as pessoas que estavam na instalação desaparecem. Ela se vê novamente interagindo com pessoas que não estavam lá. Ela não admitiria isso, mas isso a abala.
Seu pai sempre dizia que a saúde mental é, talvez a coisa mais importante da vida. Algo extremamente subestimado, mas o homem de vida simples que a criou sozinho sempre zelou para que a filha estivesse bem psicologicamente.
Alpha adianta para o dia do teste. Ela percebe uma similaridade na interferência que ocorreu na imagem ali e no dia da primeira falha. Depois de ver e rever esse trecho, ela encontra na falha um frame sobreposto. Ela se aproxima para ver melhor. Todos os monitores se desligam ao mesmo tempo e religam imediatamente. Aquela única imagem está sendo exibida em todos eles, formando um quebra cabeça. Alpha vê as várias pessoas que estavam na instalação se comportando de maneira muito estranha. As imagens não têm áudio, mas os funcionários andam, correm de um lado para o outro. Alguns ainda aparentando um pouco de consciência prestam assistência e os levam à enfermaria. É quando acontece. Todos os corpos explodem, mas também é como se todos eles fossem apenas bolsas de sangue. Não há sinal de ossos, órgãos, carne, pele. Apenas sangue.
Alpha está chocada. As imagens voltaram ao normal. Ela não se lembra do que viu ali.
– A energia temporal resultante foi tão grande que reverberou dias antes. – Ela se indagou. – É bem possível que as duas realidades tenham executado o experimento ao mesmo temp--PORRA! – Ela mesmo se interrompe quando chega à uma conclusão final.
Coincidência, não?
Gama havia acabado de acordar quando Omega chegou à enfermaria.
– Garoto, você não vai acreditar.
Ele o atualizou sobre a situação. Contando a sua versão da história, no caso. Tentando manipular o garoto. Usando seus artifícios de um quase charlatão. Focando em partes nebulosas e inconsistentes da história. Era nas brechas entre realidade e uma quase ficção que ele trabalhava. Queria convencê-lo, a qualquer custo, de que o que fizeram é errado e que deveriam dar um fim em Alpha. Ela era o paradoxo, ela era causa de tudo. Se ela não tivesse aparecido, tudo teria dado certo.
O comportamento de Gama já deixava Omega desconfiado, mas aquele silêncio se tornava assustador. Não que fosse incomum. O rapaz sempre foi quieto e, como disse antes, nunca teve muitos amigos. Omega operava na suposta sociopatia do rapaz. Os rumores de que Gama era um estuprador, ou até um canibal se espalhavam pela faculdade, na época, como chamas em um campo de centeio. Nada confirmado, mas as pessoas são más e gostam de ferir os outros. Era no suposto ponto fraco do rapaz que Omega tentava cutucar.
Enquanto ainda falava, Omega notou que os olhos de Gama emitiam luz e se tornavam amarelos. Não como um anêmico, mas como uma fonte luminescente radioativa. Um líquido espesso e negro escorria pelos seus orifícios faciais.
Gama abriu a mão magra como uma lâmina afiada e atravessou o peito de Omega.
– Eu sei. – Ele disse. – De tudo.
Sua fala e expressão completamente apáticas carregavam um peso emotivo escondido nas entrelinhas. Ele realmente sabia de tudo. Ou é isso que acreditava.
Alpha viu tudo aquilo pelos monitores do circuito interno de segurança. Foi nesse momento que ela percebeu que estava trancada lá dentro. Ela já sabia a solução para a falha, mas primeiro precisava sair dali. Mas ela estava na sala de segurança.
Infelizmente não haviam muitas armas lá. Isso não era exatamente um problema para ela, já que seu pai a ensinou a atirar quando era criança e sempre incentivou que ela soubesse se defender.
Alpha se armou. Não até os dentes, isso seria ridículo.
Uma escopeta e um revólver. Ela não queria se aproximar de Gama, então a escopeta era apenas para abrir a porta.
Alpha tinha plena convicção de que a única forma de reverter a falha é resetar a máquina do tempo, forçando um reboot daquela não-linha temporal. Gama ainda estando entre ela e o laboratório era um empecilho. Mas agora ela tem um revólver.
Ela anda lentamente para não despertar muita atenção. Não quer fazer muito barulho. Mas, estranhamente, a instalação parece encolhida e não demora muito para encontrar Gama no corredor. Alpha para e dá o primeiro tiro ainda a uma certa distância. Gama desvia desaparecendo e reaparecendo, poucos metros à esquerda, em um piscar de olhos, como um frame perdido, similar às falhas nos vídeos. Ele continua se movendo em direção a ela e vice-versa.
Alpha dá o segundo, terceiro, quarto, quinto tiro. Sem sucesso. Gama a segura pelo pescoço e a ergue facilmente. Sua força é absurda. Ela dá o último tiro à queima roupa na cabeça dele. Dessa vez a bala falha ao tocar a têmpora de Gama como se houvesse uma barreira.
Gama quase sorri. A gosma que sai pelos seus orifícios faciais é incessante e já mancha seus dentes de preto. Ele estende a mão direita. Repetindo o movimento de quando assassinou Omega, quase como um ritual. Curiosamente, naquele momento, Alpha ainda conseguia se perguntar, “Qual o propósito disso tudo?” Se por “isso” ela se referia ao infortúnio específico que passava, ou à vida em si, nós nunca saberemos.
Quando estava próximo a atravessar a barriga dela, ele falhou. Como um frame perdido. Foi a única vez em que esboçou uma expressão real.
Sua mão falhou.
Exatamente da mesma maneira que a bala em sua têmpora. Uma barreira também a protegia. Alpha entendeu e sorriu. Ela socou diretamente, de baixo para cima, o queixo de Gama com extrema força. Ele se desvencilhou e caiu no chão. Aquele murro teve um enorme impacto e fez um barulho inimaginável para apenas um golpe físico. Alpha sabia que não tinha muito tempo. E enquanto isso ele desacreditado gritava.
– NÃO É POSSÍVEL! ELE OLHOU PRA MIM! ELE FALOU COMIGO! EU SOU O AGENTE DO CAOS!
Alpha deu-lhe mais um soco no rosto e o lançou contra a parede. Um chute entre as pernas para terminar o serviço e correu. Ela sabia que só o tinha deixado mais irritado. Mas foi tudo tão divertido.
O que antes parecia ter encolhido, agora corredor parecia interminável, mas era só uma ilusão. Mesmo com a vantagem era possível vê-lo se aproximando.
Ela entrou no laboratório, ainda meio desajeitada e trancou as portas. Os computadores estavam sempre ligados, então ela automaticamente iniciou a sequência de limpeza de dados e preparou o reset.
Gama explodiu as portas expandindo sua barreira de proteção. Ela se tornou um domo eletrificado de luz amarela e ele flutuava lá dentro. Alpha entrou rapidamente na cabine do tempo, pois considerou que era o lugar mais seguro ali. Ledo engano.
A máquina estava quase em potência máxima quando o campo de força e Gama começou a despedaçar as paredes da cabine.
Ela explodia em pedaços e era possível ver Gama, com a face completamente consumida em gosma negra. Alpha apertou o botão.
Uma forte explosão luminosa cegou Alpha. Ainda era possível ouvir o grito de Gama abafado por aquele forte som de uma larga turbina enquanto aquela não-realidade se desfazia junto com ele.
Alpha fechou os olhos, mesmo não fazendo a menor diferença. Não havia nada para se enxergar. O som se dissipou e a cientista começou a recobrar os sentidos. Um cheiro de amônia havia sobrado no ar e um ruído agudo vindo de trás da cabeça a impedia de se recompor completamente.
Ela estava lá.
Sozinha.
De volta à instalação deitada em sua cama. Ela se levantou.
Olhou em volta e voltou à rotina, como se nada tivesse acontecido. Interagindo normalmente com pessoas que não estavam lá.
Alpha sabia que era melhor viver assim.
submitted by mgramigna4L to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.08.17 07:30 taish Minha experiência com SRS, parte 2: a cirurgia e os dias no hospital

Em geral prefiro dar mais tempo, distância e perspectiva para dividir minhas experiências. No entanto, quero aproveitar enquanto está fresca essa fase da recuperação da minha SRS.
Essa é a parte 2 de ?, sem periodicidade definida. Por enquanto estão planejadas a parte 1, sobre a escolha do cirurgião, e a 3, sobre a recuperação em casa.
Este, como qualquer relato, se refere à minha experiência, com o meu cirurgião, nas minhas circunstâncias de saúde, anatomia, etc. Não é de nenhuma forma uma narrativa universal. A intenção, como sói acontecer, é ajudar a preparar outras mulheres que irão passar pela SRS ao fazê-las atravessar esses eventos através do texto. Mesmo que não tenham experiências iguais à minha, haverão pontos de contato; e estar preparada, nesse caso, quanto mais, melhor.
 
Conto que minha cirurgia começou três dias antes, na sexta-feira. A preparação intestinal me dava um pouco de calafrios, pois: 72h de dieta líquida translúcida, que eu lidei com caldo de feijão peneirado, sucos de maçã e laranja, gelatina e três ovos/dia. (Sabia que ovo não deixa resíduo na digestão? Nem eu.) Proteína salvadora: tinha medo de ficar fraca, e ainda tinha que pegar um avião no domingo. Mas nem. Tive um pouco de dor de cabeça, mas nada além disso. E um tanto de mau humor, né, três dias sem comer direito (e já dez sem hormônios) mexe com a gente.
Além da dieta, sexta e sábado foram de tomar laxante. Mmmmm. No fim das contas, até decente, pois me deixou dormir em paz. Aliás, dica: se for comer gelatina, não come as vermelhas, que vai sair vermelho também e é uma visão bem ruim, mesmo sabendo que é só gelatina. Outra dica é esperar passar o "fluxo" pra tomar um banho e hidratar beeem a área do local de saída. Fica ardidíssimo dos ácidos intestinais (ou o que o valha), e essa é a parte mais desagradável; mas me surpreendi com a velocidade de regeneração de um dia pro outro, e acho que manter bem hidratado ajudou.
Intestinos vazios e preparados, viajei domingo pra Florianópolis.
///
Na segunda-feira, acordar cedo, ir pro hospital, fazer check-in, ir pro quarto esperar a hora. Hospital pequeno, só para cirurgias e procedimentos, sem luxo, mas adequado. Logo vem um enfermeiro (muito muso, provável homem mais lindo dessa ilha) medir sinais vitais e botar pulseirinha. Uma hora se passa, muito longa (eu saí de casa cedo demais), até que o cirurgião chega. Conversamos, ele me passa alguns protocolos e ensaiamos: a posição que irei ficar na cama por cinco dias, como me mover pra saidescer dela, como caminhar. Em seguida a cirurgiã auxiliar chega também. Eles seguem para o centro cirúrgico, eu também me preparo e vou logo depois. Muso me leva até a sala de cirurgia. Sou recepcionada por uma médica incrivelmente doce, vamos de mãos dadas até a cama, onde me deito. A anestesista consegue ser ainda mais fofa, segura minha mão e me acaricia os cabelos enquanto faz algumas perguntas e me diz o que vai acontecer em seguida. Sério, esses momentos foram de ternura overload, quis trocar telefone, ficar amiga, casar com elas, sei eu. Sei que me fizeram muito bem, surpreenderam, acolheram e distraíram de um jeito bom.
Olho pra cima e vejo as múltiplas luzes sobre mim. Desde que marquei a cirurgia, cinco meses atrás, senti basicamente de tudo -- ansiedade, euforia e antecipação, principalmente. Mas medo, medo mesmo, esse foi o único instante em toda a história. Não que saiba explicar muito, mas acho normal; simplesmente o frio na barriga de que, ok, isso realmente tá acontecendo, estou prestes a ser reconstruída e reconfigurada e espero que fique tudo bem, talvez esse desconforto da ideia do coma da anestesia geral. Mas não durou mais que uns 30 segundos, também. A anestesista fofa avisou que eu teria uma tonturinha, eu sinto as mucosas da boca ficando estranhas e... geladas? Fecho os olhos e--
Acordo como se tivesse apenas piscado. É bem estranho, como se o tempo não tivesse passado. Tinha alguém na sala comigo, não sei dizer quem era. De alguma forma perguntei se havia corrido tudo bem; tudo, tudo bem. Perguntei também quanto tempo havia ficado em cirurgia, e me assustei com a resposta: mais de 7h30. Confirmei se havia ocorrido alguma complicação -- não, nenhuma, foi tudo certo. Que coisa. Tentaram me levar pro quarto, o cirurgião irrompeu em algum ponto, brabo dizendo que havia avisado que era pra esperar que ele iria junto me levar. Finalmente chegamos, fui passada pra cama, e colocada na posição em que deveria ficar: deitada de costas, coxas bem afastadas, dando o máximo espaço possível para o púbis. Articulação dos joelhos apoiadas em mochinhos pra segurar o peso, pernas dobradas pra dentro pra caber na cama de solteiro. Mandei algumas mensagens curtas por whatsapp, fiquei com minha mãe e tia no quarto, conversando de leve. Não sei bem dizer o que sentia; sair dessa anestesia toda me deixou meio embotada, memória cheia de buracos, sobram flashes. Mas era positivo. Saber que a cirurgia tinha acontecido era uma sensação muito gostosa, mas não ainda aquele cair da ficha.
Daí começou a parte complicada.
Demorei uns dez minutos naquela posição, na cama pequena e de colchão muito duro, pra começar a sentir dor nas costas, comichão por tudo, e a necessidade incrível de me virar, me mexer, ajeitar. Dor no local da cirurgia, nada; mesmo quando senti que a anestesia local foi passando. Mas começou a me dar uma agonia de não poder me mover, e isso eu não estava esperando. Eu sabia que teria restrições de movimento mas não tinha imaginado assim. Não demorou pra me bater um desespero de pensar: não vai dar, eu vou ter que me virar, não vou aguentar, preciso me mexeeeer. Era segunda, e eu teria de ficar naquela posição até sexta. Só o que podia fazer -- e fazia, repetidamente, buscando um alívio momentâneo, e passar o tempo -- era tirar o mochinho de baixo do joelho, esticar a perna lentamente pra fora da cama, ficar assim um instante, recolocar a perna na posição, fazer o mesmo com a outra, e tudo de novo num looping. Senti o pé esquerdo dormente, formigando, parecia inchadíssimo (mas era só sensação). A posição, deitada e sem poder reclinar as costas, não ajudava a usar o telefone, e impediu ver tevê. Fiquei olhando pela (belíssima vista) da janela, tentando não pensar no meu corpo, nem no tempo.
Não dormi na segunda-feira. Passei a noite pedindo sedativos para os enfermeiros, mas nada (compreensivelmente). Cirurgião veio me ver terça de manhã, pedi a ele. Disse que não me daria, pois um sedativo leve não faria efeito, e um suficiente seria pesado demais e eu acabaria saindo da posição que, enfim, é importante manter. Passei o dia muito mal e muito desconfortável. Insisti na visita da noite, ele decidiu me dar um rivotril. Bênção! Dormi a noite toda, mais muitos períodos do dia na quarta-feira.
Na quarta, bastante coisa aconteceu. Pé esquerdo seguia morto, mas parecia um pouco mais sensível. O cirurgião me ensinou a limpar os pontos, o que significou usar um espelho com cabo e me ver pela primeira vez. Me espantei, pois apesar de ultramegainchada, era já tão bonitinha! Fiquei óun de ternura, e lembro que as palavras exatas foram "óun, olha, sou eu". Queria, mas não chorei, prestando atenção no tutorial de higienização. Meu intestino deu sinais de vida (gases!), o que significou que à noite pude reiniciar a dieta líquida. (Até então, não pude tomar nem água; tudo via soro.) Nesse dia também dei meus primeiros passos. Antes: arrastar a bunda e as costas na cama, lentamente pra não mexer o púbis, até o limite da cama. Fazer uma manobra na lateral pra apoiar apenas o cóccix ao sentar, e ficar em pé. (Essa ainda é a forma de deitar e levantar até agora.) Passos, na verdade apenas meios-passos, cuidadosos, um caminhar de pernas abertas feito pato (que também continua até agora). Percorri uns três metros até um sofá, quando me deu uma gigantesca tontura e eu comecei a suar como se tivesse 50°C. Sustinho, mas previsto. "Descansei" sentada no cóccix por um instante, e voltei pra cama. Se bem me recordo, nesse dia o cirurgião me visitou 3 vezes, sempre limpando meus pontos e verificando a cicatrização. Perguntei se tomaria clonazepam outra vez, mas não; achou melhor me dar um relaxante muscular. Efeito acabou sendo nulo e foi outra noite de agonia sem dormir. Precisava reencontrar minha subjetividade, então ouvi uma mixtape de ambient cheia de favoritas. Finalmente chorei, ao ouvir "Above Chiangmai", como esperava. Minha mãe perguntou se era de feliz; assenti. Completava exatos 3 anos e 7 meses de transição, incrível pensar em tudo que mudou na minha vida (agora, de fato, basicamente, tudo).
Na quinta, depois de minhas múltiplas reclamações sobre não-descanso e me sentindo traída, fui prometida rivotril à noite. Foi outro dia péssimo, de dor nas costas e angústia daquela posição. Numa das duas visitas, cirurgião retirou meu molde (também conhecido como packing/tampão -- o enchimento que fica dentro da vagina pra formacicatrizar o canal). Não senti nada; não doeu pra tirar, não me incomodava antes, não tive alívio depois. O catétesonda urinária, aliás, que era uma das partes que mais temia, se revelou ser uma mão na roda, na real. Não senti qualquer incômodo, nem vontade ou sensação de xixi -- simplesmente acontecia. Umas duas vezes senti que precisava fazer, e isso era porque a bolsa tinha de ser esvaziada. Como tinha tirado o molde, não caminhei nesse dia. Evoluí pra dieta pastosa. O pé esquerdo finalmente voltou ao normal, ufa. À noite, o clonazepam resolveu me sacanear. Meio-dormi mas não descansei -- fiquei pesadelando/delirando com cenas agressivas, aceleradas, violentas, que me acordavam constantemente e fizeram a agonia da noite se arrastar. Tipo, PORRA. Foram uns cinco ou seis 'sketches' longos, só lembro de um, em que fazia um artigo pra faculdade cartografando com agulhas todos os pontos do meu corpo que doíam (o único que não doía era o local da cirurgia). Noiadíssima. Aparentemente, isso é algo que pode acontecer? Nunca tinha tomado rivotril antes (nem feito qualquer cirurgia, ou baixado hospital, tudo muito novidade por aqui). Enfim, outra longuíssima e exaustiva noite.
Na manhã de sexta, a cirurgiã auxiliar veio me ver bem cedo; me examinou, caminharíamos, e se fosse tudo bem, receberia alta. Foi tudo bem, várias voltinhas pelo quarto, sem tontura. Tive alta no começo da tarde. Cena bacana: sentar na 'ponta' da bunda pra levantar e me vestir, olhar pra baixo, e não ver nada no meio das pernas. Momento ooooooh isso é novo, isso é bom, isso é muito muito bom, aquele sorriso que brota, meio besta, o cérebro mezzo "wait-what?" mezzo "arram, confere com o que tá escrito aqui no mapa, segue o baile". Confesso que depois de cinco dias deitada, tendo dormido quase nada, tava meio temerosa de passar mal caminhando até o carro; me apoiei no braço do enfermeiro-muso, procurando focar na tarefa e não pensar bobagem. Mas foi tudo super bem. Pena que não tinha como me despedir de todo o staff, em geral muito querido e atencioso. Não sei exatamente como venci os cinco dias/quatro noites de internação -- acho que venci porque tinha que vencer, né, que outra opção real haveria. Enquanto houvesse de onde tirar obstinação pra permanecer no raio da posição, eu insistiria. Que bom que consegui. Não é pra assustar ninguém, esse relato; faria tudo de novo sem pensar duas vezes. Mas estejam mentalmente preparadas pra essa possibilidade ou adjacências, e quem sabe, aprendam meditação. Foi a única coisa que pensei que talvez pudesse ter me ajudado.
///
Vou deixar pra falar da fase de recuperação seguinte, no apto, num outro momento, mas pra tranquilizar: na hora em que pude deitar numa cama confortável, de casal, com espaço e bons travesseiros pra apoiar a cabeça e as pernas, tudo ficou 23899237% melhor. Tô cracaça de dormir de barriga pra cima agora, durmo a noite toda um sono ótimo (exceto que a bexiga me acorda pra ir fazer xixi, estou tendo de lidar com essa novidade (nunca fui de acordar no meio do sono pra ir ao banheiro, espero que isso passe quando pude voltar a dormir na posição favorita)). Acho que o caos todo foi mesmo o raio da cama extremamente terrível do hospital, e a falta de espaço pra ajeitar adequadamente as pernas.
 
A frase que gravei e trago como mantra, passada por alguém que esteve nessa situação antes de mim, é: SRS não é um evento, é um processo. Faz uns cinco/seis anos que leio tudo que é relato sobre a cirurgia, então não sei se posso dizer que não sabia -- mas certamente venho me surpreendendo ao passar pela recuperação. É realmente ir construindo, trabalhando, terminando essa genitália reconstruída; acompanhar sua evolução, encarar percalços e dificuldades e imperfeições, enfrentar ansiedades de querer estar pronta, ir pra vida. Mas faz parte, e também cheio de bons momentos, descobertas muito gratificantes, e poxa, é um conquistar de sonho que vai se cristalizando. A ficha aquela não caiu por inteiro, vem aos poucos; às vezes me invade essa coisa boa, sensação de que essa disforia se foi, apesar de que não pude testar direito, na vida lá fora ainda -- mas quando imagino, é bem como me imaginava antes, confortável comigo, pronta pra tudo, aberta pra vida. Mas falamos mais sobre isso mais adiante, quando eu tiver coisas mais factíveis pra trazer.
Partes 1 e 3 do relato em breve. <3
submitted by taish to transbr [link] [comments]


2019.07.22 03:17 TYagami Domadores de Almas - Destino, Espiritualidade e Apocalipse

Não acho que o nome tenha te trazido até aqui, mas se você não segue nenhuma religião, mas tem uma crença, e ainda por cima tem contato com espíritos, acho que já podemos começar nossa conversa.
Primeiramente, muito prazer.Eu nem sei o que eu estou fazendo aqui pra começo de conversa porque jamais me imaginei fazendo isso...
Caí aqui no Reddit meio que de paraquedas. No meio de uma conversa com um amigo meu, ele me disse para vir aqui e criar um post contanto minha história porque querendo ou não, tem mais pessoas envolvidas e muitas delas já sabem também que foram escolhidas para um "algo maior". Mas... Ao invés de enrolar mais, vou explicar do começo.

Meu primeiro contato com algum espirito foi aos 3 anos de idade. Eu me lembro de ter visto uma mulher de pele clara, cabelo comprido preto e usava uma roupa branca, parecia uma camisola. Uma criança normal se assustaria, já eu... Por algum motivo eu decidi falar com ela.
- Quem é você? - Perguntei.
- Um alguém. Só um alguém. - Respondeu. - Quer ser meu amigo? Sorriu a moça.
- Tá. - Respondi.
No momento em que eu respondi, ela sumiu e eu apaguei.
Alguns anos se passaram e nunca mais tinha visto aquela moça. Pra mim, aquilo tinha sido apenas um sonho. Engano meu.
Não entrarei em detalhes sobre a moça no momento para não deixar a história muito extensa e principalmente pra mim não perder o foco do post. E antes que perguntem, sim, ela ainda está comigo.
Eu sempre fui uma criança bem extrovertida, de uma imaginação muito fértil e sempre amei desenhar. Então, por conta da criatividade, as coisas que eu via/ouvia/sentia que eu não podia contar pra ninguém, eu decidi começar a escrever uma história: Domadores de Almas. Não, não são pessoas que controlam almas... Na verdade, são espíritos que são mandados para a Terra (o carnal) para encontrar pessoas capazes de receberem certos poderes/habilidades e também para que até esses espíritos ficassem mais fortes, conseguindo liberar até mesmo 100% de seu poder total. O porque desses espíritos terem vindo até nós? Um mal ia nascer a partir dos 7 pecados e esse mal irá destruir os dois lados, por isso eles receberam essa missão.
História legal, né? kk
Só que parecia que algo ou alguém não queria que eu escrevesse essa história porque sempre que eu ia escrever o capitulo 4, algo acontecia. Se fosse no caderno: A folha rasgava por conta da borracha, a ponta do lápis quebrava, a caneta estourava... Se fosse no computador: O word travava, o pc travava e até a força chegava a cair!
Ainda não "acreditou", né? Tá bom.
Com 19 anos me batizei na igreja evangélica. Pois é. Sou evangélico. Mesmo com tudo o que sempre aconteceu na minha vida, decidi seguir a Cristo rs e não me arrependo. A história? Bom, estava parada. Nunca dava pra continuar, então deixei ela de canto. Mentira. Eu pensava que era algum bloqueio meu e tentava de novo, mas ai era desde o começo e com isso as mudanças e alterações vieram, coisas que deixaram a história mais real e um pouco mais pesada também.
Toda pessoa quando cria ou faz algo tem a vontade de mostrar para a família, né? Desde os 12 anos quando eu comecei a escrever essa história eu sempre quis mostrar ela pra minha mãe e pra minha irmã mais velha. Meu pai nunca ligou muito. Sabem o que elas falavam? "Que era do demônio". Gente, como é do demônio se eu nunca li, vi, estudei ou até mesmo procurei sobre algo do tipo? Mesmo vendo e ouvindo coisas, eu tinha medo! Não gostava! Mas não quer dizer que eu procurava. ME DESCULPA SE QUANDO PASSAVA DRAGON BALL Z EU GRITAVA "SATAN, SATAN" NA SALA COM A MÃO PRA CIMA, MAS ACREDITA EM MIM, EU NUNCA PESQUISEI! E MR. SATAN É O NOME DO TIOZINHO ALI!!
Lembram? Me converti, entrei pra igreja e fui conversar com meus pastores sobre o assunto. Resumindo? Apaguei a história e queimei todos os meus desenhos referentes a minha história. Todos que de acordo com o espirito santo tinham que ser queimados/destruídos.
Eu, minha mãe, minha irmã mais velha e meus pastores descemos para uma rua aqui perto de casa que é calma e levamos os desenhos (todos que achamos), uns tapetes e uma mesa de plastico branca que íamos jogar fora. Aproveitamos pra queimar tudo junto. Peguei uma folha, molhei com álcool Zulu na ponta, peguei o esqueiro e acendi. Tava lá, a chama azul, toda bonitinha e o papel ainda branco. Branco. Não queimava. O papel não queimava. Ok, álcool de cozinha é fraco. Vamos na ponta seca. ... ... ... ... É... Acho que o problema não era o Zulu. O papel não quer pegar fogo mesmo. Parti pro tapete. Fui e pensei: "Pelo menos os fiapinhos vão pegar fogo...". Nem os fiapos do tapete pegavam fogo. A chama azul lá parada e nada acontecia. Ninguém tava acreditando. Meus pastores pegaram o carro deles e levaram tudo para o monte onde lá pegou fogo sem exitar.
Quase entrei em depressão depois disso. Eu não desenhava mais. Não escrevia mais. Nunca fui fã de copiar desenhos, sem gostei de criar os meus. Aí, num certo dia eu tive um sonho. Era muito real pra ter sido só um sonho. Eu estava num campo. Um lugar lindo. Um céu limpo com poucas nuvens, uma brisa gostosa. Do meu lado direito tinha uma montanha que por ela descia uma cachoeira e do lado esquerdo era só campo. Na minha frente tinha alguém, mas eu não conseguia ver seu rosto. Era como se o Sol estivesse atrás dele impedindo com que eu visse sua face. Ele usava uma roupa branca com uns detalhes amarelos ou eram dourados. Ele me olhou, esticou a mão em minha direção e disse:
- Vem. Vamos conversar.
Sua voz era calma. Forte, mas passava tranquilidade. Por algum motivo eu não conseguia falar e então ele continuou.
- Sabe... Tem muita coisa que gostaria de falar, mas a principal é... Sabe o porque de não conseguir escrever a história do capitulo 4 em diante? O porque de tudo isso acontecer? - Perguntou e esperou. - Porque do capitulo 4 em diante você envolveria pessoas reais. Seus amigos, os que você colocou como personagem, todos eles passariam pelo mesmo que você passa e poderia ainda acontecer coisa pior por conta da história deles. Compreende agora? - Apenas assenti que sim. - Agora sobre seus desenhos, você pode dar continuar com eles, mas com um porem. Vamos usar o ser humano como exemplo. Um homem comete vários crimes em sua vida, mas num certo ponto ele decide mudar. Ele decide ser diferente. Se arrependeu de tudo o que fez e agora segue uma vida ajudando as pessoas, fazendo a diferença. Entendeu onde eu quis chegar? Mesma pessoa, mas com atitudes diferentes. Seus personagens, ainda pode fazê-los, mas eles não podem voltar a ser quem eram. Tudo bem?
Antes que eu pudesse pensar em responder, fui acordado.
Depois disso voltei a desenhar e comecei uma história nova, mas uma coisa começou a acontecer e eu estava com medo de contar pra alguém e ser taxado de louco. mais ainda
No dia 3 de Fevereiro de 2018, no primeiro final de semana de Carnaval, foi onde "tudo começou".
3 amigos meus estavam comigo aqui em casa. Íamos pro bloquinho tanto no Sabado quanto no Domingo, mas alguma coisa tinha acontecido que não fomos no Sabado e íamos no domingo. Eu então recebi uma mensagem de um amigo meu me chamando para ir na casa dele comer pizza e beber alguma coisa, disse que estava com uns amigos, ele disse que não se importava e fomos todos. Nos dividimos em "2 grupos". Eu, Ele e um amigo meu fomos comprar bebida. A mulher dele, e os meus dois outros amigos ficaram lá com ela. Do nada, no meio da caminhada, entramos no assunto espiritualidade. Assim que chegamos na casa dele, ele me olhou e pediu pra perguntar sobre o que eles estavam conversando e em que parte eles estavam. Quando perguntei, sim, eles estavam na mesma parte que a gente, e foi ai que o assunto "bombou" e ficamos conversando sobre isso o resto da noite. No meio da conversa, ele me olha e diz:
- Tá, vamos lá. A sua moça tá aqui na minha direita dando em cima da minha entidade, né? - Perguntou ele.
- Como você? Como é que você sabe? - Perguntei.
- Ele... Isso não tem graça! - Respondeu minha moça toda sem jeito.
- Agora... - Ele então continuou. - Aquele ali é seu outro, não é? - Perguntou apontando para frente.
- Espera. Ela eu entendo você saber porque as vezes eu não resisto as piadas dela e olho pra ela sem graça, mas ele? Eu nem olhei pra ele e você sabia que ele tava ali? - Perguntei. Eu não estava acreditando.
- Do que ele tá falando? - Perguntou um amigo meu.
- E que moça? - Perguntou uma amiga minha.
Foi nessa noite que meus amigos souberam dos meus amigos. E foi nessa noite que eu descobri também que não eram amigos imaginários e que tudo o que eu tinha vivido, era 100% real.
Contei pra ele dos meus desenhos, da história e de como tudo acabou e ele ficou nervoso. Muito nervoso.
- Porque você fez isso? Apagar sua história e queimar seus desenhos? Pra que? Se tinha algo te atrapalhando era só falar comigo que eu eliminava esse ser.
- Então... Eu não fiz porque 1°: Pensei que fosse Disney minha e 2°: Não sabia de você e muito menos de mim.
- Tá, mas de verdade? Eu tenho certeza que você foi destinado a escrever essa história e sabe o que eu acho? Que depois que você apagou a história, você tá vendo todas as cenas acontecendo de verdade na sua frente. Do mesmo jeito que você tá me vendo agora, você vê as cenas. Tô mentindo? - Sorriu ele.
Ali meu mundo caiu. Lembram ali em cima quando disse que algo começou a acontecer depois que eu parei com a história? Então. Foi isso. E eu não tinha contado isso pra ninguém. E eu não conversava com esse meu amigo mais.
Depois dessa noite muita coisa na minha vida mudou. Eu precisei incorporar meus dois amigos porque esse meu outro amigo queria conhecê-los porque precisava saber se iam me fazer mal ou não. Ele queria falar com eles e esse teria sido o único meio ali já que eu já tinha dado abertura para os dois. Depois disso, além de ganhar alguns "dons" acabei ficando sem asma e meu problema de coluna.
2 meses depois enquanto voltava para o escritório depois do almoço, tem um galho abaixado, muito caído no meu caminho e uma das suas folhas ia me acertar se eu empurrasse ela ou me abaixasse. Eu bati na folha e com isso o galho levantou, mas voltou depois pro lugar que tava. De repente...
-Ai... - Ouvi uma voz infantil vindo de trás de mim.
- Acho que batemos em alguém. - Respondeu um dos meus amigos.
Quando eu olho para trás, atrás daquela folha tinha alguma coisa. Eu parei, olhei, vi duas mãozinhas segurando a folha, ele estava escondido.
- Cês tão vendo isso também? - Perguntei e eles disseram que sim.
Fui devagar até a folha e quando estava chegando, vi uma cabecinha me olhando e assim que percebe que eu a percebi ela volta pra trás da folha.
- Tem alguém ai...? - Perguntei.
- Por favor não me bate de novo, eu não fiz nada, eu só tava aqui na minha folhinha.
- Calma, eu não vou te bater e me desculpa, foi sem querer. Eu não sabia que você estava aqui.
- Ah, tudo bem então. Sua energia é boa. - Sorriu ele saindo de trás da folha. - Só a do seu amigo aí que me assusta. A energia dele é pesada. Me dá medo.
- QUE COISINHA FOFA! - Ouvi minha amiga gritando saindo de dentro de mim e indo pra cima dele apertando suas bochechas.
Vou cortar o dialogo...
Depois de conversarmos um pouco, acabei chegando na história. A reação dele não foi uma das melhores...
- O QUÊ? VOCÊ É UM DOS ESCOLHIDOS? - Gritou o pequeno. tem 19 centímetros ele.
- Escolhidos? Do que?
- Do Apocalipse. Um dos que vão ficar aqui pra batalha.
- Isso é real? Porque assim... Quando eu era pequeno que eu tinha lido apocalipse e pedia nas minhas orações pra estar na Terra ao lado de Deus e tudo mais, eu não esperava que fosse real ou que fosse dar certo.
- Não importa como foi! Eu quero ficar com você. Vou te proteger. Você me aceitando como parceiro ou não, vou te proteger. Passei muito tempo nessa arvore esperando um motivo pra sair dela e finalmente achei. Vou com vocês.
Só que... Parece que alguém mais ouviu nossa conversa...
No dia seguinte eu acordei com um grito de uma criança de madrugada.
- O que aconteceu? - Perguntei. Eu sabia que não era um sonho, porque quando sou acordado por eles é diferente.
- Nossa conversa ontem... Ouviram.
- Como assim "ouviram", pirralho. Desembucha. - Disse meu amigo rosnando.
- Calma. Me explica isso melhor.
- Eu não sei o que aconteceu, mas deveria ter alguém seguindo vocês já e agora o mundo inteiro já tá sabendo de você e que "você tá montando um exercito pro apocalipse".
- Exercito? Eu só queria escrever uma história...
- Desculpa, a culpa foi minha da gente ter conversado na rua e eu nem lembrei de fazer uma barreira também.
- Agora já foi. - Rosnou meu amigo.
No dia seguinte, no meu grupo do WhatsApp grupo do tinder rs. Entrou um rapaz do DDD 81 que depois que viu minha apresentação no grupo me chamou no privado e depois simplesmente saiu do grupo. Conversei com ele e tudo mais e depois perguntei o motivo dele ter saído.
- Já te encontrei. Não preciso de mais nada no grupo. - Respondeu o rapaz.
- Eu tô falando pra você que esse viado é do babado, mas você não me escuta... - Disse minha amiga.
- Own, que fofo. - Respondi.
- Fica tranquilo que daqui, que mesmo longe eu vou estar te protegendo. - Continuou.
- Aaaah, se eu ganhasse 1 macho a cada palpite certo meu... - Debochou minha amiga.
- Posso fazer uma pergunta? Qual sua religião? - Perguntei.
- Não tenho uma religião. Acredito em Deus, mas também acredito em outras coisas.
Quando ele disse isso... Alem de confirmar que minha amiga estava certa, também comprovou que era alguém "como eu", que tem amizades assim com espíritos e tudo mais. A gente continuou conversando, ele acabou conversando com ela, mas por um mal entendido, ele sumiu. Ela disse pra ele que "Tinha que passar por ela e pelo meu outro amiguinho pra me ter"... Foi triste. Mas seguimos. Mas não acabou por aqui. Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal... Gente de vários lugares por algum motivo conseguiam meu numero, não sei como, a gente conversava e dava no mesmo. Não a parte da minha amiga falando aquilo, mas era todo mundo do "meio".
No meio do ano, em Junho de 2018 se não me engano recebi uma ameaça aqui em casa. Cercaram a minha casa e me mandaram um "aviso"
- Pode avisar para todos esses seus amigos "Domadores" que o "exercito" de vocês não chega aos pés do nosso.
Ele tinha entrado aqui em casa com outras entidades, ameaçaram de destruir meus amigos e me mandou mandar esse recado para os meus amigos que estavam nesse grupo do WhatsApp sobre o assunto.
Depois disso fomos atrás de ajuda. Eu nem sabia que dava pra atacar alguém espiritualmente, ou melhor, eu nem acreditava que pelo espiritual poderiam ser feitas tantas coisas... Eu era recém-nascido no assunto praticamente. Não tive treinamento nenhum.
Uma amiga então me disse que tinha um grupo perto da casa dela que eram do meio. Pedi para ela falar com eles dizendo que precisávamos de ajuda e fui ao encontro deles. A diferença entre nós dois? Meu grupo e o deles? O que nós conhecemos por "Apocalipse" eles conhecem por "Ragnarok". Eles estavam dispostos a nos ajudar e chegaram até a nos propor uma "aliança" entre nosso grupo e a alcateia deles, mas... Sabem minha "amiga"? Não sei se é ela que tem as visões ou se graças a ela eu consigo ter elas, mas vimos que parte deles estariam no outro time e... Eu me apego fácil as pessoas.
- Sabe que se a visão for real, alguns deles morreram pelas nossas mãos, não é? Melhor nos afastarmos sem nenhuma inimizade pra caso venhamos a nos encontrar na rua do que algo pior venha a acontecer. Sei que vai doer mais em você do que em mim. Ou melhor, em nós. - Disse meu amigo. o que rosna
Eu concordei. Ele estava certo.
Depois disso, um amigo meu que é do "meu grupo" me disse:
- Cara, porque não vai no Reddit, cria um post contando tudo e vê se consegue encontrar mais pessoas? Tá, é uma faca de dois gumes porque pode ser que apareçam pessoas querendo nos ajudar, mas também podem aparecer pessoas que vão querer nos matar a qualquer custo! O que nós, não só nós sabemos, mas todos sabem... O tempo está próximo mesmo. Não acho que essas coisas aconteceriam a toa. Acho que custa tentar. - Disse esse meu amigo.
- O que vocês acham? - Perguntei para os meus amigos.
- Não podemos sujar nossas mãos de sangue agora, mas se tentarem machucar você, não exitarei em incorporar para te proteger. - Rosnou meu amigo.
- E se forem para nos ajudar, os ajudaremos também! Com tudo o que pudermos. Se for um boy gato eu ajudo mais ainda hihi - Brincou minha amiga.
- Antes disso eu tenho que voltar a escrever a história. Só ai vou confirmar mesmo que eu aceito meu destino. - Disse.
- Infelizmente nós dois já aceitamos o nosso. - Sorriu minha amiga dando um tapa no braço do meu outro amigo.
- Domadores até o fim?
- Uma vez domadores, sempre domadores. Não importa o que aconteça. - Sorriram.
Depois que decidi que ia fazer a história e seguir com isso, tive outro sonho, naquele mesmo lugar, com aquele mesmo homem. Dessa vez eu estava em pé.
- Tem certeza de que vai seguir em frente com isso? - Perguntou ele.
- Sim. Tenho. Se eu fui destinado a escrever essa história, a estar mesmo nessa luta, mesmo que eu vá ficar com muito medo quando chegar a hora, eu vou em frente. Sem falar que... E se essa história tiver informações que possam ajudar algumas pessoas ou avisá-las sobre o que está por vir. Se acontecer algo com elas e eu não tiver avisado, vai doer bem mais em mim do que nelas, porque eu tinha a informação, mas quis guardar elas pra poupar umas 10, então... Não compensa.
- Então está certo. Que assim seja.
E ai acordei.


E é por isso eu tô aqui. Não sei se vai aparecer o horário no post com a data tudo certinho, mas agora são 22:20 de um Domingo, dia 21/07/2019 e tá dando pra sentir uma pressão muito forte vindo do lado de fora da minha casa. Eu não ia escrever esse post hoje, nem sei até quando eu ia continuar enrolando pra escrever isso, mas... Por algum motivo... Peguei meu celular pra jogar Grand Chase e o Reddit abriu. Se eu entendi? Não entendi. E como eu sei que a vida dá dessas, então eu pensei: Porque não? Deve ser a hora.
Ps: Não adianta me chamar de louco, sei que sou. kk
Ps 2: Não vou revesar o post como eu sempre faço com qualquer texto meu que eu reviso sempre umas 3 vezes. Então, escrevi, postei. kk
submitted by TYagami to u/TYagami [link] [comments]


2019.07.04 13:24 gabpac A Inescapável Patologia do Homem que via Galinhas

- Deixe-me entender… O senhor diz que está vendo uma galinha? É isso?
- Isso, doutor. Uma galinha.
- Sei… Uma galinha. Uma só. Poderiam ser mais? - O doutor gesticulava usando só os dedos enquanto perguntava. - Talvez duas ou três?
- Não, não é isso, doutor. É que eu vejo uma galinha. Eu só não tenho certeza se é sempre a mesma, ou se cada vez que eu vejo uma galinha, na verdade, trata-se de outra galinha muito parecida. Eu não tenho muita experiência com galináceos, né? Não sei diferenciar uma galinha de outra. O doutor entenda… eu sempre vivi na cidade…
- Sei… O senhor está sendo perseguido por uma ou mais galinhas, uma de cada vez?
- Perseguido? bem, doutor, eu não diria perseguido. Eu vejo a galinha, digo, uma galinha, e ela está ali, cuidando da sua vida, fazendo... Sei lá, fazendo o que galinhas costumam fazer. Mas de forma alguma eu diria que estou sendo perseguido. Ao menos não por galinhas.
- O senhor está vendo uma galinha agora?
- Aqui, no consultório? Não, doutor. Aqui não tem galinha nenhuma. Mas tinha uma lá fora, na entrada do prédio.
- Na entrada do prédio. - O médico repetiu bem devagar, batendo com a caneta na palma da mão. - O senhor compreende que estamos bem no centro da cidade, não?
O rapaz sorriu.
- Doutor, se estivéssemos na zona rural e eu visse uma galinha, não teria procurado um médico, não é?
Doutor Gouveia não pareceu achar muita graça do comentário. Terminou uma anotação, empurrou os óculos mais para cima do nariz, fungou uma ou duas vezes e se aprumou para preencher o prontuário.
- Vamos ver… O senhor se chama Tiago Duarte…
- É Yago, com ipsilone.
- Yago. Yago Duarte, tem trinta e três anos. Profissão?
- Eu sou diretor do departamento de compras.
- Sei… - O doutor ia escrevendo, sem olhar para o paciente. - Casado? Filhos?
- Não. Solteiro. Eh, divorciado. Quer dizer, separado. Sem filhos.
- Ahan… O senhor é saudável de uma maneira geral? Sofre de alguma moléstia crônica?
- Não. Um resfriado, de vez em quando, né? Nada sério.
- Sei… E tem passado por algum estresse? Algum evento traumático?
Yago balançou a cabeça.
- Confusão no trabalho… Mas nada, não.
- Oquei… - o doutor esticou o "O" do oquei enquanto empurrava sua cadeira de rodinhas para trás.
- Então, senhor Yago, me conte porque o senhor me procurou.
- Eu vejo galinhas. - Yago respondeu casualmente. O doutor seguia encarando o paciente. Levantou a sobrancelha e franziu a testa, tentando encorajar o rapaz a continuar falando. - Pois é, doutor. É isso. Eu vejo galinhas.
- Como foi, eh… Como foi que isso começou?
- Foi na terça-feira. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi um ruído vindo da sala. Eu moro sozinho, eu não tenho bicho em casa, virei para olhar e ali estava ela, uma galinha, assim, desse tamanho. Era só a cara dela, olhando pela porta com o pescoço esticado, me espiando. Assim que eu me virei para a porta, ela saiu correndo.
- Sei… O senhor viu e também ouviu a galinha?
- Ouvi. Vi e ouvi, sim. Levei um baita susto, né? Porque uma galinha assim, na minha casa… Eu moro no segundo andar, lá na Aristides da Costa. Rua movimentada. Uma galinha? Não faz sentido, né? Eu fui atrás dela, que ela correu para a sala. Eu juro para o senhor. Fiquei meia hora procurando a bicha. Quase perdi a hora. Saí sem tomar café.
- Sei… E foi só isso?
- Não, claro que não. Se fosse só isso, bem, eu ia achar que foi confusão da minha cabeça. Acontece, né? Mas não. Eu segui para o trabalho no carro e daí eu parei no sinal. Assim que o sinal abriu eu vi, ali na esquina, uma galinha. Tava lá, correndo de um lado para o outro da rua transversal, que nem na piada.
- Que piada?
- Aquela: por que é que a galinha cruzou a rua?
- Ah. Claro, claro. A piada. Sei.
Ficaram os dois em silêncio. Yago, como se pensando na piada, e o doutor Gouveia esperando ele continuar a história.
- E depois? - O doutor incentivou.
- Depois o que?
- Depois da galinha que o senhor viu no sinaleiro...
- Ah! É. A galinha que cruzou a rua. Fiquei olhando, mas a galinha sumiu. Quis perguntar para o carro do lado se ele também tinha visto. Quer dizer, para o motorista do carro ao lado, que eu não converso com carro… Não sou biruta, ainda, eu acho. Mas aí começaram a buzinar e eu tive que seguir adiante. Doutor, o senhor acha que eu estou louco?
- Senhor Yago, é muito cedo para eu te dar algum diagnóstico preciso. Conte mais. Essa galinha na esquina, foi a última?
- Não! Antes fosse, antes fosse. Foram várias. Teve essa, escute, doutor. Eu ia chegando no escritório, descendo a rampa da garagem do prédio quando eu vi, subindo a rampa em sentido contrário, uma galinha! Nem deu tempo de conter o susto. Gritei para o guardinha, Ô, Antônio! Ô, seu Antônio? Você viu essa galinha?, seu Antônio nem me ouviu. Estava abrindo o portão para a Elizete. Eu acho, doutor, que o seu Antônio tem alguma coisa com a Elizete… - Yago coçou vigorosamente a têmpora e fez uma careta. Daí ficou compenetrado, olhando para um ponto fixo na parede. - Seu Antônio e a Elizete… - Yago voltou à vida e olhou de volta para o doutor. - Bem! Eu passei a manhã distraído, de tal jeito que nem me recuperei direito. E logo depois, doutor, imagine, eu tinha uma reunião de almoço com uns fornecedores do Paraná. Adivinha o que fomos comer?
- Galinha?
Yago olhou para o doutor com estranhamento e as suas sobrancelhas se uniram. Em voz baixa e levantando os ombros respondeu:
- Não doutor. Peixe… Por que é que eu iria comer galinha?
- Eu… eu não sei. Não importa. - Doutor Gouveia sacudiu a cabeça. - Continue.
- Enfim, doutor. Foi eu me sentar na cadeira no restaurante e uma galinha saiu correndo para a cozinha. Garçom! Garçom! Uma galinha, ali, acabou de entrar na cozinha! Eu me levantei e apontei. O garçom ficou me olhando, sem entender o que eu queria dele. Senhor, esse é um restaurante de peixes. Não temos frango. O senhor gostaria de uma salada, talvez? Ele não entendeu, né? Achou que eu estava pedindo para comer uma galinha. Eu ia pedir para entrar na cozinha e procurar o bicho, mas eu estava ali com os fornecedores. Ruim isso, né doutor? Que eu tive que me segurar e sentar na minha cadeira, participar da conversa… Mas eu estava distraído, pensando, tentando entender…
- De onde veio a galinha?
- Não, não. - Yago se irritou. - A questão do Antônio e da Elizete! Que a Elizete é secretária do segundo andar, começou faz poucos meses, e o Antônio é funcionário antigo. Será que tinha alguma coisa ali mesmo? Porque, se tinha, o chefe da logística ia ficar cabreiro. O chefe da logística, o Amílcar, o pessoal espalhou que contratou a Elizete por conta do… da… do… enfim, por conta de elementos extra-profissionais, entende?
O doutor deu um suspiro.
- Houve mais casos em que o senhor viu uma galinha?
- Aconteceu sim, naquele dia mesmo, logo em seguida do almoço. Fui para a sala do chefe. Quando eu ia entrando, saiu dali um cara que era assessor de um deputado estadual. Aí tem, eu pensei, que o tal deputado tava enrolado em um monte de coisa que a gente já tinha ouvido dizer, mas que ninguém tinha provas. Doutor sabe do que eu estou falando, né? Bem, entrei ali, conversar com o chefe sobre o almoço com os fornecedores do Paraná. Eu vi, em cima da mesa, uma pasta que ele estava tentando esconder com a mão, fingindo que não era nada… Mas eu li a palavra Licitação. Vixi! Mas, bem, não tenho nada com isso, né? Só que, daí, assim que eu ia saindo da sala, eu olhei para o lado de fora eu vi!
- A Elizete?
- Não, doutor, a Elizete trabalha em outro andar. Uma galinha! cruzando o corredor na frente da sala do chefe! Eu ainda perguntei pro meu chefe, o senhor viu isso, seu Cláudio?, Isso o que?, A, o, a… deixa para lá. Não é nada não. Tenha um bom dia! Me levantei e saí correndo pegar a bicha! Ô, Siomara, você viu? Passou aqui mesmo!, Do que é que você está falando, Yago? Não vi nada passando aqui, Bem, nada não, Siomara. Desculpa! Desisti e voltei para minha sala.
- Isso que você conta foi… na terça feira, certo? - O médico perguntou enquanto consultava o prontuário.
- Terça-feira. Mas quarta feira foi bem pior.
- Conte, por favor.
Yago esfregou os olhos com as mãos, olhou para um canto do teto por uns segundos enquanto sacudia os dedos como se fosse um pianista pronto para dar o primeiro acorde. Juntou as mãos e voltou a olhar para o médico.
- Ah! Quarta-feira… Eu dormi bem. Nem sonhei, ou não me lembro de ter sonhado. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico interrompeu:
- Senhor Yago, me diga, o senhor tem a sua rotina bem estabelecida? Costuma fazer as coisas exatamente da mesma maneira, todos os dias?
- Não sei, doutor… Eu tenho lá minhas coisinhas, né? Todo mundo tem. Eu gosto de tomar café de manhã, todas as manhãs. O senhor não?
O doutor Gouveia ignorou a pergunta, anotou alguma coisa no prontuário e pediu para o paciente continuar:
- Então, o senhor dizia que tinha ouvido um barulho vindo da sala. O que aconteceu depois?
- Isso. Um barulho na sala! Já fui pensando se era, ou se não era uma galinha. Eu já tinha me esquecido dessa história... Uma galinha na minha sala… Isso não faz nenhum sentido, né? Mas não. Não ouvi mais nada. Dessa vez eu não parei para procurar por galinha nenhuma. Tomei o meu café e fui para o escritório. Eu juro, doutor, que eu fiquei atento se me aparecia uma galinha no caminho… Mas não apareceu. Estacionei o carro e, lá da garagem eu chamei, o elevador. Estava ali, esperando, me distraí, lembrei de uns papéis que tinha que ter trazido comigo e não tinha certeza se estavam na minha pasta. Abri a pasta, conferi que estavam ali e fechei de novo. Eu não tinha reparado, mas o elevador já tinha chegado e, quando me dei conta, só deu tempo de ver as portas se fechando. E ali dentro, doutor, uma galinha! Eu tentei segurar a porta, enfiar o pé no vão, apertar o botão… Mas lá se foram, a galinha e o elevador.
Yago deu um suspiro, como se tivesse perdido o elevador naquele momento.
- Subi de escada, correndo. No caminho apareceu um colega, o Oviedo. Ele tava com uma cara assustada, ansiosa, eu já ia perguntar se ele por acaso tinha visto uma galinha. Mas ele foi mais rápido e disse: Yago… Você tá subindo para o teu escritório? Eu tava, né? Para onde mais era para eu estar indo àquela hora da manhã? Eu respondi que sim. O Oviedo pensou, pensou e daí resolveu dizer, cochichando: Ó, melhor dar um tempo, Yago. Tá tudo meio complicado lá em cima. Sai, vai até a padaria, faz uma hora por lá… depois volta. Eu até que ia seguir o conselho dele, mas quando eu ia me virar para seguir o Oviedo, eu escuto: cocó! Cocó-có! Meu senhor Jesus Cristo! Eu agora pego a penosa! Subi correndo escada acima seguindo o barulho, fui até o alto do prédio… Mas não vi a galinha, se é que tinha alguma galinha. Eu estava esbaforido, o doutor pode imaginar, né? Eu, assim, meio gordinho, subindo oito andares de escada vestindo camisa, carregando minha maletinha… Quando então, ali na escadaria mesmo, logo ali no andar debaixo, o que eu vejo?
O médico fez uma cara um pouco aparvalhada, levantou as palmas das mãos e tentou:
- A Elizete?
- Não! O auditor da receita federal conversando com o meu chefe! Doutor! Que susto! O Oviedo deve ter visto alguma fuzarca no escritório do chefe, mas quem viu o Cláudio conversando com o auditor fui eu. Aperto de mão, tapinha no ombro, cochicho…
- Senhor Yago, isso tem alguma coisa à ver com o seu problema?
- Tem, tem sim! - E aí Yago soltou tudo, num sopro só, ofegando, como se tivesse acabado de subir os oito andares de escada. - Porque eu ia vendo isso ali no meio lance de escadas abaixo do meu, quando eu vi, logo ali, uma galinha! Doutor, ali, meio lance de escada abaixo de mim! Tava ali a penosa, popó, popopó, ciscando o chão de pedra. Só que eu não podia me mexer. Aliás, se a galinha fizesse muito barulho ia chamar a atenção dos dois ali embaixo, e podia ser que me vissem. Doutor! eu fiquei paralisado, suando bicas, olhando para a galinha a menos de dez degraus de onde eu estava. Popo popo popó. Ela não descia nem subia. Eu olhava para ela e ao mesmo tempo tentava escutar o que os dois conversavam ali em baixo. Nem consegui ouvir tudo direito, mas era maracutaia. Das brabas.
O doutor se levantou, atravessou a sala, encheu um copo d'água do filtro que estava sobre um móvel.
- Tome, Yago. Tente se acalmar.
Bebeu toda água em um gole só. Devolveu o copo para o médico, gesticulando que precisava de outro copo.
- Já trago mais.
O médico trouxe mais dois copos cheios. Yago tomou o primeiro de uma vez só e, mais calmo, tomou o outro aos goles. Secou a testa suada com a manga da camisa e prosseguiu.
- Assim que os dois terminaram de conversar, entraram e bateram a porta atrás deles. A galinha se assustou e saiu meio voando, meio correndo, escadaria abaixo. Eu fui atrás. Doutor, já perseguiu uma galinha escada abaixo? O Senhor tenha misericórdia, doutor, que eu quase caí um par de vezes. E não alcancei o bicho. Cheguei lá em baixo. Nada de galinha. Sumiu de novo.
Com os cotovelos sobre a mesa, Yago apoiou sua testa nas mãos e suspirou com um ar cansado.
- Sumiu de novo a diaba da galinha. E eu fiquei ali no fim da escadaria, lá no estacionamento, parecendo um palerma, suado e bufando. Posso pegar mais um copo d'água?
Se levantou sem esperar resposta. Encheu o copo que tinha na mão, bebeu e repetiu. Antes de sentar-se, disse:
- Enquanto eu tomava fôlego, ainda ali na escadaria, me aparece o Oviedo com uma coxinha e um guardanapo todo engordurado. Você ainda está aqui?! Cara tá uma confusão no segundo andar! Pegaram a Elizete com o Aguinaldo das Finanças. Parece que vão demitir ele. Imagine, doutor… - Yago riu. - Demitir o Aguinaldo das Finanças. O cara é sobrinho do dono da empresa! Iam demitir nada.
Com gestos impacientes o doutor Gouveia parecia tentar puxar a história contada com as mãos:
- Tá… Mais alguma galinha na quarta-feira?
- Não ao longo do dia. E que dia, doutor! Aguinaldo das Finanças pelo jeito ia ser afastado. Ninguém tinha visto o rapaz pelo escritório e o falatório era geral. A Elizete era outra que tinha sumido. Meu chefe ficou o dia fechado na salinha dele e eu almocei um sanduíche com o Oviedo, ver se eu me botava a par das fofocas do escritório. Oviedo é um baita fofoqueiro… Mas galinha, só uma no caminho de volta para casa e outra pulando de uma varanda até a outra no prédio da frente.
- O senhor não achou que já era hora de procurar um médico?
- Não. Eu estava bem. Estava tudo bem. Eu via umas galinhas… E daí?
- Então por que o senhor me procurou hoje?
- Por causa do que aconteceu na quinta.
- Quinta… Ontem, o senhor quer dizer?
- Isso. Ontem.
O médico fechou os olhos, espalmou as mãos sobre a mesa, respirou fundo e perguntou, bem pausadamente, mal contendo sua irritação:
- Então... o que aconteceu ontem?
- Bem, eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico não perguntou nada. Pegou o queixo com a mão, olhando para o paciente por detrás dos óculos. Nem um gesto, nem uma menção para Yago continuar falando.
- Não era nada. - Yago finalmente disse, olhando para o chão. - Quer dizer, eu não vi nada. Não encontrei a galinha. Já estava me acostumando com as galinhas na minha vida. Estivesse ela ali no meu apartamento, ou não, eu já nem ligava, né? Desde que não fizesse cocô no meu tapete, ou no sofá… Bem, então, fui para o escritório. Cheguei no escritório e vi o seu Antônio com uma cara sombria, sério, agitado. Ele que era tão alegre, tão calmo. Aí tem, que eu lembrei da fofoca do dia anterior. Estacionei, subi para o meu andar. Na minha sala não tinha ninguém. Estava tudo vazio. Tinha era uma galinha sentada na minha cadeira. Doutor! Me enfezei. Aí já era demais, né? Aí já era abuso! Na minha cadeira! Me posicionei para emboscar a galinha. Me aproximei dela devagar, com as mãos prontas para agarrar a bicha, quando alguém na porta passa correndo, sem olhar, e avisa: Ó, Yago, Tá um fuzuê lá na recepção! Melhor vir ver! Acho que era o Dogoberto. Quando eu me virei de volta, a galinha já tinha sumido. Deixei minha maletinha em cima da mesa e fui ver o que o Dogoberto queria de mim.
Yago se ajeitou na cadeira e seguiu contando:
- Tava uma galera lá na recepção. Todo mundo ao redor de uma televisão que normalmente fica passando uma apresentação de Power-Point horrorosa. Era um policial federal falando, ou era o juiz? Não, desculpa, minto, era o procurador. Isso. Era o procurador. Ele falava a respeito do tal do deputado estadual, aquele mesmo que tava na sala do meu chefe Cláudio antes. Que o deputado estava sendo indiciado por recebimento de dinheiro, coisa e tal. O José Shmidt gritou lá do fundo da sala que foi o puto, desculpa, doutor, foi o que ele disse, que o puto do Amílcar da Logística que foi quem denunciou o Aguinaldo. A Margarida se meteu, confirmando que foi o Amílcar da Logística mesmo, que o cara ficou todo cheio de ciúmes do Aguinaldo da Finanças que tava arrastando asa para a pobre da Elizete que não era nada mais que uma boa moça, honesta e limpa. A Margarete tem isso de elogiar as pessoas que ela gosta como sendo limpas. O Aguinaldo nem tava ali para se defender, que eu sabia que o rabo-preso da história era meu chefe, que eu vi combinando cambalacho com o fiscal da receita, mas não falei nada. Mas, doutor, olha a situação: todo mundo batendo boca ali na recepção, o juiz ali na televisão falando do deputado… Não, era juíz, né? Era o policial. Isso. Me confundi antes. Era um policial federal. Enfim, o policial federal falando do deputado, a turma dizendo horrores da Elizete, que era limpa mesmo, e eu vi… Doutor, eu vi ali na televisão, atrás do juiz…
- O teu chefe?
- Não! Doutor! Uma galinha! Na televisão! E eu gritei: galinha! E metade da turma, achando que eu tava atacando a Elizete, acho que achando que ela era uma galinha mesmo, começou a gritar junto! Galinha! Daí foi porrada para todo lado, que tinha gente que achava que a Elizete era inocente e não tinha nada que ver, nem com a briga, nem com as maracutaias da chefia. Seu Antônio apareceu depois, chorando, veio avisar que o Cláudio disse que ia sair de férias. E levou a Elizete com ele.
Yago ficou quieto.
Doutor Gouveia tirou os óculos e começou a limpar as lentes com um lenço de papel, contido. Ninguém dizia nada. O doutor, a esse ponto, se recusava a fazer qualquer pergunta. Yago parecia perturbado. Depois que o silêncio pesou, Yago continuou a explicação:
- Pois é doutor… Todo mundo meio consternado, pensando no seu próprio emprego… Eu voltei para minha sala. E foi aí que eu vi, em cima da cadeira, bem onde tinha estado a galinha. Tinha um ovo. Um ovo, doutor. Tá aqui.
Yago se virou, abriu sua mochila, tirou dali de dentro um tupperware com um ovo dentro. Botou em cima da mesa do médico.
- Então, doutor. Pode ser que eu esteja ficando maluco?
submitted by gabpac to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.07.04 13:23 gabpac A Inescapável Patologia do Homem que via Galinhas

- Deixe-me entender… O senhor diz que está vendo uma galinha? É isso?
- Isso, doutor. Uma galinha.
- Sei… Uma galinha. Uma só. Poderiam ser mais? - O doutor gesticulava usando só os dedos enquanto perguntava. - Talvez duas ou três?
- Não, não é isso, doutor. É que eu vejo uma galinha. Eu só não tenho certeza se é sempre a mesma, ou se cada vez que eu vejo uma galinha, na verdade, trata-se de outra galinha muito parecida. Eu não tenho muita experiência com galináceos, né? Não sei diferenciar uma galinha de outra. O doutor entenda… eu sempre vivi na cidade…
- Sei… O senhor está sendo perseguido por uma ou mais galinhas, uma de cada vez?
- Perseguido? bem, doutor, eu não diria perseguido. Eu vejo a galinha, digo, uma galinha, e ela está ali, cuidando da sua vida, fazendo... Sei lá, fazendo o que galinhas costumam fazer. Mas de forma alguma eu diria que estou sendo perseguido. Ao menos não por galinhas.
- O senhor está vendo uma galinha agora?
- Aqui, no consultório? Não, doutor. Aqui não tem galinha nenhuma. Mas tinha uma lá fora, na entrada do prédio.
- Na entrada do prédio. - O médico repetiu bem devagar, batendo com a caneta na palma da mão. - O senhor compreende que estamos bem no centro da cidade, não?
O rapaz sorriu.
- Doutor, se estivéssemos na zona rural e eu visse uma galinha, não teria procurado um médico, não é?
Doutor Gouveia não pareceu achar muita graça do comentário. Terminou uma anotação, empurrou os óculos mais para cima do nariz, fungou uma ou duas vezes e se aprumou para preencher o prontuário.
- Vamos ver… O senhor se chama Tiago Duarte…
- É Yago, com ipsilone.
- Yago. Yago Duarte, tem trinta e três anos. Profissão?
- Eu sou diretor do departamento de compras.
- Sei… - O doutor ia escrevendo, sem olhar para o paciente. - Casado? Filhos?
- Não. Solteiro. Eh, divorciado. Quer dizer, separado. Sem filhos.
- Ahan… O senhor é saudável de uma maneira geral? Sofre de alguma moléstia crônica?
- Não. Um resfriado, de vez em quando, né? Nada sério.
- Sei… E tem passado por algum estresse? Algum evento traumático?
Yago balançou a cabeça.
- Confusão no trabalho… Mas nada, não.
- Oquei… - o doutor esticou o "O" do oquei enquanto empurrava sua cadeira de rodinhas para trás.
- Então, senhor Yago, me conte porque o senhor me procurou.
- Eu vejo galinhas. - Yago respondeu casualmente. O doutor seguia encarando o paciente. Levantou a sobrancelha e franziu a testa, tentando encorajar o rapaz a continuar falando. - Pois é, doutor. É isso. Eu vejo galinhas.
- Como foi, eh… Como foi que isso começou?
- Foi na terça-feira. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi um ruído vindo da sala. Eu moro sozinho, eu não tenho bicho em casa, virei para olhar e ali estava ela, uma galinha, assim, desse tamanho. Era só a cara dela, olhando pela porta com o pescoço esticado, me espiando. Assim que eu me virei para a porta, ela saiu correndo.
- Sei… O senhor viu e também ouviu a galinha?
- Ouvi. Vi e ouvi, sim. Levei um baita susto, né? Porque uma galinha assim, na minha casa… Eu moro no segundo andar, lá na Aristides da Costa. Rua movimentada. Uma galinha? Não faz sentido, né? Eu fui atrás dela, que ela correu para a sala. Eu juro para o senhor. Fiquei meia hora procurando a bicha. Quase perdi a hora. Saí sem tomar café.
- Sei… E foi só isso?
- Não, claro que não. Se fosse só isso, bem, eu ia achar que foi confusão da minha cabeça. Acontece, né? Mas não. Eu segui para o trabalho no carro e daí eu parei no sinal. Assim que o sinal abriu eu vi, ali na esquina, uma galinha. Tava lá, correndo de um lado para o outro da rua transversal, que nem na piada.
- Que piada?
- Aquela: por que é que a galinha cruzou a rua?
- Ah. Claro, claro. A piada. Sei.
Ficaram os dois em silêncio. Yago, como se pensando na piada, e o doutor Gouveia esperando ele continuar a história.
- E depois? - O doutor incentivou.
- Depois o que?
- Depois da galinha que o senhor viu no sinaleiro...
- Ah! É. A galinha que cruzou a rua. Fiquei olhando, mas a galinha sumiu. Quis perguntar para o carro do lado se ele também tinha visto. Quer dizer, para o motorista do carro ao lado, que eu não converso com carro… Não sou biruta, ainda, eu acho. Mas aí começaram a buzinar e eu tive que seguir adiante. Doutor, o senhor acha que eu estou louco?
- Senhor Yago, é muito cedo para eu te dar algum diagnóstico preciso. Conte mais. Essa galinha na esquina, foi a última?
- Não! Antes fosse, antes fosse. Foram várias. Teve essa, escute, doutor. Eu ia chegando no escritório, descendo a rampa da garagem do prédio quando eu vi, subindo a rampa em sentido contrário, uma galinha! Nem deu tempo de conter o susto. Gritei para o guardinha, Ô, Antônio! Ô, seu Antônio? Você viu essa galinha?, seu Antônio nem me ouviu. Estava abrindo o portão para a Elizete. Eu acho, doutor, que o seu Antônio tem alguma coisa com a Elizete… - Yago coçou vigorosamente a têmpora e fez uma careta. Daí ficou compenetrado, olhando para um ponto fixo na parede. - Seu Antônio e a Elizete… - Yago voltou à vida e olhou de volta para o doutor. - Bem! Eu passei a manhã distraído, de tal jeito que nem me recuperei direito. E logo depois, doutor, imagine, eu tinha uma reunião de almoço com uns fornecedores do Paraná. Adivinha o que fomos comer?
- Galinha?
Yago olhou para o doutor com estranhamento e as suas sobrancelhas se uniram. Em voz baixa e levantando os ombros respondeu:
- Não doutor. Peixe… Por que é que eu iria comer galinha?
- Eu… eu não sei. Não importa. - Doutor Gouveia sacudiu a cabeça. - Continue.
- Enfim, doutor. Foi eu me sentar na cadeira no restaurante e uma galinha saiu correndo para a cozinha. Garçom! Garçom! Uma galinha, ali, acabou de entrar na cozinha! Eu me levantei e apontei. O garçom ficou me olhando, sem entender o que eu queria dele. Senhor, esse é um restaurante de peixes. Não temos frango. O senhor gostaria de uma salada, talvez? Ele não entendeu, né? Achou que eu estava pedindo para comer uma galinha. Eu ia pedir para entrar na cozinha e procurar o bicho, mas eu estava ali com os fornecedores. Ruim isso, né doutor? Que eu tive que me segurar e sentar na minha cadeira, participar da conversa… Mas eu estava distraído, pensando, tentando entender…
- De onde veio a galinha?
- Não, não. - Yago se irritou. - A questão do Antônio e da Elizete! Que a Elizete é secretária do segundo andar, começou faz poucos meses, e o Antônio é funcionário antigo. Será que tinha alguma coisa ali mesmo? Porque, se tinha, o chefe da logística ia ficar cabreiro. O chefe da logística, o Amílcar, o pessoal espalhou que contratou a Elizete por conta do… da… do… enfim, por conta de elementos extra-profissionais, entende?
O doutor deu um suspiro.
- Houve mais casos em que o senhor viu uma galinha?
- Aconteceu sim, naquele dia mesmo, logo em seguida do almoço. Fui para a sala do chefe. Quando eu ia entrando, saiu dali um cara que era assessor de um deputado estadual. Aí tem, eu pensei, que o tal deputado tava enrolado em um monte de coisa que a gente já tinha ouvido dizer, mas que ninguém tinha provas. Doutor sabe do que eu estou falando, né? Bem, entrei ali, conversar com o chefe sobre o almoço com os fornecedores do Paraná. Eu vi, em cima da mesa, uma pasta que ele estava tentando esconder com a mão, fingindo que não era nada… Mas eu li a palavra Licitação. Vixi! Mas, bem, não tenho nada com isso, né? Só que, daí, assim que eu ia saindo da sala, eu olhei para o lado de fora eu vi!
- A Elizete?
- Não, doutor, a Elizete trabalha em outro andar. Uma galinha! cruzando o corredor na frente da sala do chefe! Eu ainda perguntei pro meu chefe, o senhor viu isso, seu Cláudio?, Isso o que?, A, o, a… deixa para lá. Não é nada não. Tenha um bom dia! Me levantei e saí correndo pegar a bicha! Ô, Siomara, você viu? Passou aqui mesmo!, Do que é que você está falando, Yago? Não vi nada passando aqui, Bem, nada não, Siomara. Desculpa! Desisti e voltei para minha sala.
- Isso que você conta foi… na terça feira, certo? - O médico perguntou enquanto consultava o prontuário.
- Terça-feira. Mas quarta feira foi bem pior.
- Conte, por favor.
Yago esfregou os olhos com as mãos, olhou para um canto do teto por uns segundos enquanto sacudia os dedos como se fosse um pianista pronto para dar o primeiro acorde. Juntou as mãos e voltou a olhar para o médico.
- Ah! Quarta-feira… Eu dormi bem. Nem sonhei, ou não me lembro de ter sonhado. Eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico interrompeu:
- Senhor Yago, me diga, o senhor tem a sua rotina bem estabelecida? Costuma fazer as coisas exatamente da mesma maneira, todos os dias?
- Não sei, doutor… Eu tenho lá minhas coisinhas, né? Todo mundo tem. Eu gosto de tomar café de manhã, todas as manhãs. O senhor não?
O doutor Gouveia ignorou a pergunta, anotou alguma coisa no prontuário e pediu para o paciente continuar:
- Então, o senhor dizia que tinha ouvido um barulho vindo da sala. O que aconteceu depois?
- Isso. Um barulho na sala! Já fui pensando se era, ou se não era uma galinha. Eu já tinha me esquecido dessa história... Uma galinha na minha sala… Isso não faz nenhum sentido, né? Mas não. Não ouvi mais nada. Dessa vez eu não parei para procurar por galinha nenhuma. Tomei o meu café e fui para o escritório. Eu juro, doutor, que eu fiquei atento se me aparecia uma galinha no caminho… Mas não apareceu. Estacionei o carro e, lá da garagem eu chamei, o elevador. Estava ali, esperando, me distraí, lembrei de uns papéis que tinha que ter trazido comigo e não tinha certeza se estavam na minha pasta. Abri a pasta, conferi que estavam ali e fechei de novo. Eu não tinha reparado, mas o elevador já tinha chegado e, quando me dei conta, só deu tempo de ver as portas se fechando. E ali dentro, doutor, uma galinha! Eu tentei segurar a porta, enfiar o pé no vão, apertar o botão… Mas lá se foram, a galinha e o elevador.
Yago deu um suspiro, como se tivesse perdido o elevador naquele momento.
- Subi de escada, correndo. No caminho apareceu um colega, o Oviedo. Ele tava com uma cara assustada, ansiosa, eu já ia perguntar se ele por acaso tinha visto uma galinha. Mas ele foi mais rápido e disse: Yago… Você tá subindo para o teu escritório? Eu tava, né? Para onde mais era para eu estar indo àquela hora da manhã? Eu respondi que sim. O Oviedo pensou, pensou e daí resolveu dizer, cochichando: Ó, melhor dar um tempo, Yago. Tá tudo meio complicado lá em cima. Sai, vai até a padaria, faz uma hora por lá… depois volta. Eu até que ia seguir o conselho dele, mas quando eu ia me virar para seguir o Oviedo, eu escuto: cocó! Cocó-có! Meu senhor Jesus Cristo! Eu agora pego a penosa! Subi correndo escada acima seguindo o barulho, fui até o alto do prédio… Mas não vi a galinha, se é que tinha alguma galinha. Eu estava esbaforido, o doutor pode imaginar, né? Eu, assim, meio gordinho, subindo oito andares de escada vestindo camisa, carregando minha maletinha… Quando então, ali na escadaria mesmo, logo ali no andar debaixo, o que eu vejo?
O médico fez uma cara um pouco aparvalhada, levantou as palmas das mãos e tentou:
- A Elizete?
- Não! O auditor da receita federal conversando com o meu chefe! Doutor! Que susto! O Oviedo deve ter visto alguma fuzarca no escritório do chefe, mas quem viu o Cláudio conversando com o auditor fui eu. Aperto de mão, tapinha no ombro, cochicho…
- Senhor Yago, isso tem alguma coisa à ver com o seu problema?
- Tem, tem sim! - E aí Yago soltou tudo, num sopro só, ofegando, como se tivesse acabado de subir os oito andares de escada. - Porque eu ia vendo isso ali no meio lance de escadas abaixo do meu, quando eu vi, logo ali, uma galinha! Doutor, ali, meio lance de escada abaixo de mim! Tava ali a penosa, popó, popopó, ciscando o chão de pedra. Só que eu não podia me mexer. Aliás, se a galinha fizesse muito barulho ia chamar a atenção dos dois ali embaixo, e podia ser que me vissem. Doutor! eu fiquei paralisado, suando bicas, olhando para a galinha a menos de dez degraus de onde eu estava. Popo popo popó. Ela não descia nem subia. Eu olhava para ela e ao mesmo tempo tentava escutar o que os dois conversavam ali em baixo. Nem consegui ouvir tudo direito, mas era maracutaia. Das brabas.
O doutor se levantou, atravessou a sala, encheu um copo d'água do filtro que estava sobre um móvel.
- Tome, Yago. Tente se acalmar.
Bebeu toda água em um gole só. Devolveu o copo para o médico, gesticulando que precisava de outro copo.
- Já trago mais.
O médico trouxe mais dois copos cheios. Yago tomou o primeiro de uma vez só e, mais calmo, tomou o outro aos goles. Secou a testa suada com a manga da camisa e prosseguiu.
- Assim que os dois terminaram de conversar, entraram e bateram a porta atrás deles. A galinha se assustou e saiu meio voando, meio correndo, escadaria abaixo. Eu fui atrás. Doutor, já perseguiu uma galinha escada abaixo? O Senhor tenha misericórdia, doutor, que eu quase caí um par de vezes. E não alcancei o bicho. Cheguei lá em baixo. Nada de galinha. Sumiu de novo.
Com os cotovelos sobre a mesa, Yago apoiou sua testa nas mãos e suspirou com um ar cansado.
- Sumiu de novo a diaba da galinha. E eu fiquei ali no fim da escadaria, lá no estacionamento, parecendo um palerma, suado e bufando. Posso pegar mais um copo d'água?
Se levantou sem esperar resposta. Encheu o copo que tinha na mão, bebeu e repetiu. Antes de sentar-se, disse:
- Enquanto eu tomava fôlego, ainda ali na escadaria, me aparece o Oviedo com uma coxinha e um guardanapo todo engordurado. Você ainda está aqui?! Cara tá uma confusão no segundo andar! Pegaram a Elizete com o Aguinaldo das Finanças. Parece que vão demitir ele. Imagine, doutor… - Yago riu. - Demitir o Aguinaldo das Finanças. O cara é sobrinho do dono da empresa! Iam demitir nada.
Com gestos impacientes o doutor Gouveia parecia tentar puxar a história contada com as mãos:
- Tá… Mais alguma galinha na quarta-feira?
- Não ao longo do dia. E que dia, doutor! Aguinaldo das Finanças pelo jeito ia ser afastado. Ninguém tinha visto o rapaz pelo escritório e o falatório era geral. A Elizete era outra que tinha sumido. Meu chefe ficou o dia fechado na salinha dele e eu almocei um sanduíche com o Oviedo, ver se eu me botava a par das fofocas do escritório. Oviedo é um baita fofoqueiro… Mas galinha, só uma no caminho de volta para casa e outra pulando de uma varanda até a outra no prédio da frente.
- O senhor não achou que já era hora de procurar um médico?
- Não. Eu estava bem. Estava tudo bem. Eu via umas galinhas… E daí?
- Então por que o senhor me procurou hoje?
- Por causa do que aconteceu na quinta.
- Quinta… Ontem, o senhor quer dizer?
- Isso. Ontem.
O médico fechou os olhos, espalmou as mãos sobre a mesa, respirou fundo e perguntou, bem pausadamente, mal contendo sua irritação:
- Então... o que aconteceu ontem?
- Bem, eu acordei cedo para ir ao trabalho. Botei os chinelos no pé e fui até a cozinha para passar um café. Eu ia arrumando a cafeteira, botando água, ajeitando o filtro, quando eu ouvi, de novo, um ruído vindo da sala.
O médico não perguntou nada. Pegou o queixo com a mão, olhando para o paciente por detrás dos óculos. Nem um gesto, nem uma menção para Yago continuar falando.
- Não era nada. - Yago finalmente disse, olhando para o chão. - Quer dizer, eu não vi nada. Não encontrei a galinha. Já estava me acostumando com as galinhas na minha vida. Estivesse ela ali no meu apartamento, ou não, eu já nem ligava, né? Desde que não fizesse cocô no meu tapete, ou no sofá… Bem, então, fui para o escritório. Cheguei no escritório e vi o seu Antônio com uma cara sombria, sério, agitado. Ele que era tão alegre, tão calmo. Aí tem, que eu lembrei da fofoca do dia anterior. Estacionei, subi para o meu andar. Na minha sala não tinha ninguém. Estava tudo vazio. Tinha era uma galinha sentada na minha cadeira. Doutor! Me enfezei. Aí já era demais, né? Aí já era abuso! Na minha cadeira! Me posicionei para emboscar a galinha. Me aproximei dela devagar, com as mãos prontas para agarrar a bicha, quando alguém na porta passa correndo, sem olhar, e avisa: Ó, Yago, Tá um fuzuê lá na recepção! Melhor vir ver! Acho que era o Dogoberto. Quando eu me virei de volta, a galinha já tinha sumido. Deixei minha maletinha em cima da mesa e fui ver o que o Dogoberto queria de mim.
Yago se ajeitou na cadeira e seguiu contando:
- Tava uma galera lá na recepção. Todo mundo ao redor de uma televisão que normalmente fica passando uma apresentação de Power-Point horrorosa. Era um policial federal falando, ou era o juiz? Não, desculpa, minto, era o procurador. Isso. Era o procurador. Ele falava a respeito do tal do deputado estadual, aquele mesmo que tava na sala do meu chefe Cláudio antes. Que o deputado estava sendo indiciado por recebimento de dinheiro, coisa e tal. O José Shmidt gritou lá do fundo da sala que foi o puto, desculpa, doutor, foi o que ele disse, que o puto do Amílcar da Logística que foi quem denunciou o Aguinaldo. A Margarida se meteu, confirmando que foi o Amílcar da Logística mesmo, que o cara ficou todo cheio de ciúmes do Aguinaldo da Finanças que tava arrastando asa para a pobre da Elizete que não era nada mais que uma boa moça, honesta e limpa. A Margarete tem isso de elogiar as pessoas que ela gosta como sendo limpas. O Aguinaldo nem tava ali para se defender, que eu sabia que o rabo-preso da história era meu chefe, que eu vi combinando cambalacho com o fiscal da receita, mas não falei nada. Mas, doutor, olha a situação: todo mundo batendo boca ali na recepção, o juiz ali na televisão falando do deputado… Não, era juíz, né? Era o policial. Isso. Me confundi antes. Era um policial federal. Enfim, o policial federal falando do deputado, a turma dizendo horrores da Elizete, que era limpa mesmo, e eu vi… Doutor, eu vi ali na televisão, atrás do juiz…
- O teu chefe?
- Não! Doutor! Uma galinha! Na televisão! E eu gritei: galinha! E metade da turma, achando que eu tava atacando a Elizete, acho que achando que ela era uma galinha mesmo, começou a gritar junto! Galinha! Daí foi porrada para todo lado, que tinha gente que achava que a Elizete era inocente e não tinha nada que ver, nem com a briga, nem com as maracutaias da chefia. Seu Antônio apareceu depois, chorando, veio avisar que o Cláudio disse que ia sair de férias. E levou a Elizete com ele.
Yago ficou quieto.
Doutor Gouveia tirou os óculos e começou a limpar as lentes com um lenço de papel, contido. Ninguém dizia nada. O doutor, a esse ponto, se recusava a fazer qualquer pergunta. Yago parecia perturbado. Depois que o silêncio pesou, Yago continuou a explicação:
- Pois é doutor… Todo mundo meio consternado, pensando no seu próprio emprego… Eu voltei para minha sala. E foi aí que eu vi, em cima da cadeira, bem onde tinha estado a galinha. Tinha um ovo. Um ovo, doutor. Tá aqui.
Yago se virou, abriu sua mochila, tirou dali de dentro um tupperware com um ovo dentro. Botou em cima da mesa do médico.
- Então, doutor. Pode ser que eu esteja ficando maluco?
submitted by gabpac to brasil [link] [comments]